Transband

18/01/2017
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Era janeiro de 1943 quando a Transportadora Bandeirantes iniciou oficialmente suas atividades. Naquele tempo, como conta José Fernando Cacciatore, filho de um dos primeiros proprietários, os serviços eram realizados por caminhões e carroças. O nome Bandeirantes veio em referência à avenida de mesmo nome, que margeia a Via Anchieta, na entrada de Santos.

“No início, meu pai, José Cacciatore, comandava a filial de São Paulo. Os sócios dele ficavam na matriz, em Santos. O transporte era quase artesanal e a concorrência era pequena. O trabalho era muito difícil, tinha curva na Estrada Velha de Santos que o motorista tinha que parar, aí o ajudante descia e colocava um calço no caminhão para que a manobra pudesse ser feita”, detalha José Fernando.

O transportador conta que fez faculdade de Economia, mas trabalha na empresa desde 1957. “Em quase 60 anos, vi muitas mudanças. O cais era outro, a forma de trabalhar era outra. Mas, algumas coisas continuam desde aquela época: o roubo de cargas e a briga entre as empresas por causa do preço do frete são pontos que existem desde sempre”.

José Fernando conta com a ajuda do filho na empresa, o engenheiro Luciano Cacciatore. “Nosso forte sempre foi mais a importação e exportação”. O empresário faz uma avaliação da atual situação do TRC. “Já passei por várias crises, nunca igual a esta que estamos vivendo. Temos que acreditar que vai melhorar, o Governo precisa dar ânimo aos empresários”.

Apesar do panorama negativo, ele não pensa em parar. “Vou morrer trabalhando em transporte. É o que me move, o que aprendi a fazer na vida”.

O que espera do sindicato? – “Desde que nos associamos, é a primeira vez que não faço parte da diretoria. Acredito que o trabalho sindical é muito importante para o setor e que temos que incentivar os mais novos, para que deem continuidade ao que vem sendo feito.

Minha expectativa é de que a casa fique sempre cheia. Que a diretoria nos convoque para palestras, reuniões, cursos e até bate-papos. Mesmo não sendo mais diretor, estou sempre lá como associado”, finaliza o empresário.

Por Giuliana Olivetti