Uniporto debate as dificuldades enfrentadas pelas mulheres no ambiente de trabalho

06/12/2017
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Criada desde pequena com a função de cuidar do ser humano, a mulher acumula várias funções na rotina diária e também enfrenta diversas adversidades no trabalho. “Em crises econômicas, a mulher sofre mais desemprego do que o homem. Sem falar que o salário da mulher é menor”, explicou a socióloga Juliana Andrade Oliveira, que proferiu uma palestra sobre o assunto na tarde de ontem, dia 5, dentro das atividades da Uniporto.

Na visão da estudiosa, a carreira profissional é mais difícil para as mulheres. “São mais submetidas a códigos de conduta e comportamento, sofrem mais assédios moral e sexual. E tudo isto afeta o trabalho”, destacou.

Toda esta pressão traz sintomas psicológicos, como medo, ansiedade, culpa e raiva; além de físicos, como dor de cabeça, insônia, tensão muscular, dor de estômago, entre outros.

Para Juliana, as empresas precisam enxergar que quanto mais heterogênea for a sua diretoria, menos problemas serão causados. “Um grupo com diversidade considera mais pontos de vista. Para combater os assédios é interessante criar campanhas, canais de comunicação dentro da organização e, principalmente, atuar rápido, não deixando que o assédio cresça e se fortaleça como prática cotidiana tolerada. É bom alertar a chefia sobre os possíveis problemas que a situação pode trazer”.

A socióloga faz parte da Fundacentro, órgão do Ministério do Trabalho.

As reuniões da Uniporto são abertas à comunidade portuária. Interessados podem entrar em contato pelo e-mail cenep@portodesantos.com.br

Fonte: Sindisan.