Caminhoneiros enfrentam dificuldades para cadastro no site da ANTT há 2 meses

14/09/2018

Caminhoneiros de Porto Ferreira (SP) estão com dificuldades para cadastrar os caminhões no site da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A situação se arrasta há dois meses e, sem registro, eles não podem trabalhar.
A ANTT negou que ainda exista algum problema os ra cadastrar o caminhão e informou que as consultas estão tendo resposta em menos de 2 segundos.
Sem solução
A rotina do caminhoneiro Ivan Luiz Benatti é a mesma há 11 dias. Ele vai até o Sindicato dos Caminhoneiros para dar entrada no registro exigido para quem trabalha com frete, mas todos os dias o sistema trava. “Infelizmente o sistema não estava abrindo”, afirmou.
Ele transportou cana durante 10 anos e há dois meses resolveu para uma cooperativa de caminhoneiros. Investiu R$ 12 mil para adaptar o caminhão e comprar equipamentos. “As contas estão vencendo e preciso por elas em ordem”, disse.
Registro
O registro nacional dos transportadores rodoviários de cargas é uma exigência da ANTT para que o caminhoneiro possa trabalhar com frete remunerado. Sem essa documentação o motorista pode sofrer multa. O registro tem que ser renovado a cada 3 anos e, somente em Porto Ferreira, o sindicato fazia cerca de 80 cadastros e recadastros do registro nacional por mês.
Mudanças
Há 60 dias o sistema que realiza os cadastros no site da ANTT foi substituído e os problemas começaram. “Operações simples que demoravam 5 minutos agora estão demorando 4, 5 horas. Quando você vai finalizar a operação o sistema cai. Nós temos vários caminhoneiros que ficam aguardando fazer o registro e nós não conseguimos”, disse o presidente da Federação Estadual de Transporte, Claudinei Pelegrini.
Sindisan enfrenta o mesmo problema
Desde o dia 23 de julho, o Sindisan, como posto de atendimento da ANTT para o RNTRC, vem enfrentando as mesmas dificuldades descritas na reportagem.
Conforme relatado, o sistema está extremamente lento e muitas operações levam horas para serem concluídas e, em alguns casos, o processo dá erro e não é finalizado.
Assim como os caminhoneiros de Porto Ferreira, as empresas de transporte situadas na base do Sindisan não estão conseguindo regularizar a situação de seus veículos junto à Agência. O problema já foi relatado ao órgão por diversas vezes, sem solução. Fonte: G1 e Sindisan.