Bacia de Santos ganhará mais quatro plataformas até 2019

06/12/2018
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Mais quatro plataformas de petróleo entram em operação na Bacia de Santos até o final de 2019, segundo plano de negócios e gestão do próximo quadriênio divulgado ontem (5) pela Petrobras. Até 2023, o número de unidades novas chegará a nove, incluídas as quatro já citadas.
As novas plataformas, se a Petrobras cumprir seus prazos, consolidam o Brasil como grande produtor de petróleo. Como as plataformas maduras costumam atingir produção de 150 mil barris por dia (bpd), com as nove unidades serão acrescidos 1,35 milhão bpd – metade do que o Brasil produz hoje, de 2,6 milhões de bpd). Com o barril WTI (referência do Texas), na quarta, a US$ 53, a riqueza produzida por ano chegaria a US$ 26,1 bilhões.
A conta feita pela Reportagem apenas dimensiona os números para o leitor – os dados dependem de previsões de faturamento da empresa e também das variações do barril no mercado e à capacidade individual que cada plataforma realmente exercerá.
Conforme o plano de negócios, além da P-67 prevista para operar ainda este ano em Lula Norte, em 2019 serão inauguradas a P-68 em Berbigão, a P-76 em Búzios 3 e a P-77 em Búzios. Para 2020 está prevista a produção em Atapu 1 (P-70), em 2021 Mero 1, Sépia e Búzios 5. Em 2022, Mero 2 e 2023, Itapu.
A Petrobras também terá novas unidades na Bacia de Campos (Marlim 1 e Parque das Baleias em 2021 e Marlim 2 em 2023) e Sergipe em 2023. A estatal apontou que no próximo ano o crescimento da produção de petróleo será de 10% no Brasil.
Para o período entre 2020 e 2023, a produção total de óleo e gás natural terá um crescimento médio de 5% ao ano, segundo a companhia.
Ainda sobre a produção, a Petrobras disse que a contínua eficiência de custos e o custo de extração no pré-sal inferior a US$ 7 por barril conduzirão o custo de extração médio para níveis inferiores a US$ 10 a partir de 2020.
Investimento total
A Petrobras prevê investimentos de US$ 84,1 bilhões no período entre 2019 a 2023. O valor representa um crescimento de 12,9% na comparação com o plano para 2018-2022, divulgado no ano passado, que previa um total de US$ 74,5 bilhões para o período.
A empresa destinará US$ 78,4 bilhões para exploração e produção, refino, transporte e comercialização, setor considerado central de competitividade. A maior parte dos recursos ficará com a Bacia de Santos.
Para gás e energia, além do negócio de petroquímico, serão aportados US$ 5,3 bilhões. Energias alternativas como eólica, solar e biocombustíveis receberão US$ 400 milhões.
Sobre as novas fontes energéticas, a empresa afirmou que buscará parcerias em negócios de energia elétrica renovável, como um novo motor de geração de valor com foco no futuro sustentável da companhia. Fonte: A Tribuna.