Porto de Santos avança para se tornar referência global em logística verde e conectada

O Porto de Santos vive um momento de transformação estratégica, que une inovação tecnológica e responsabilidade ambiental. Alinhada às diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para modernizar a infraestrutura nacional, a Autoridade Portuária de Santos (APS) está tirando do papel um pacote de projetos que inclui desde a implantação de redes 5G e Gêmeos Digitais (Digital Twin) até a oferta de energia limpa para navios atracados. O objetivo é posicionar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um “Porto Inteligente” (Smart Port), seguindo as melhores práticas internacionais de eficiência logística e transição energética.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as inovações em andamento provam ser possível alinhar desenvolvimento e responsabilidade ambiental. “O que estamos vendo em Santos é a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Não existe mais separação entre crescer e preservar. Ao investir em tecnologia de ponta, como o 5G e em energia limpa, o governo federal prova que é possível ter o maior porto do Hemisfério Sul operando com máxima eficiência logística e, ao mesmo tempo, liderando a agenda global de descarbonização”, disse.

Já o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o salto de qualidade operacional que as novas ferramentas trarão para a gestão do complexo. “A implementação do VTMIS e das ferramentas de Gêmeo Digital muda o patamar de gestão do Porto de Santos, trazendo previsibilidade e segurança para a navegação. Estamos dotando o principal ativo logístico do país com inteligência de dados e infraestrutura sustentável, alinhando nossas operações às práticas dos portos mais avançados da Europa e da Ásia”, avaliou.

 

Logística de baixo carbono

A tecnologia caminha de mãos dadas com a sustentabilidade. O Porto de Santos avança no projeto de eletrificação do cais (o sistema Onshore Power Supply). A iniciativa permitirá que navios desliguem seus motores a combustão enquanto estiverem atracados, conectando-se à rede elétrica do porto. Isso reduz drasticamente a emissão de gases de efeito estufa e o ruído na região portuária.

O diferencial de Santos é a origem dessa energia: ela é 100% renovável, gerada pela histórica Usina Hidrelétrica de Itatinga, ativo gerido pela própria autoridade portuária. A usina passa por um processo de repotencialização, que inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro, que poderá abastecer máquinas e veículos no complexo.

 

Incentivo verde

Para estimular o mercado a aderir a essa nova realidade, o porto também aposta em incentivos econômicos. A APS prorrogou e ampliou a política de descontos tarifários para os chamados “navios verdes”; embarcações que possuem boa pontuação no Índice Ambiental de Navios (ESI, da sigla em inglês). A medida beneficia armadores que investem em frotas menos poluentes, reforçando o compromisso do governo federal com a descarbonização da cadeia logística.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, as iniciativas em Santos servem de modelo para o setor, provando que é possível conciliar o aumento da movimentação de cargas com a proteção ambiental e a inovação tecnológica.

 

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos

44,6% das transportadoras de cargas têm vagas abertas para motoristas

Monitoramento da CNT (Confederação Nacional do Transporte) acerca do déficit de motoristas em cada segmento aponta que, no transporte de cargas, 44,6% das empresas têm vaga aberta para motoristas. Em transporte urbano de passageiros, o número vai a 50,6% das companhias. No segmento de passageiros rodoviários, o patamar chega a 55,6% das empresas com vagas abertas.

Para a entidade, a escassez de motoristas no Brasil resulta de uma combinação de fatores estruturais e conjunturais: alta responsabilidade; desafios diários no trânsito; condições adversas de trabalho, o que reduz sua atratividade, e a necessidade de qualificações específicas, como a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) nas categorias D ou E e cursos especializados.

Em relação à CNH, a avaliação do governo é que mudanças implementadas recentemente pelo Ministério dos Transportes – que entre outros pontos acabam com a exigência de aulas em autoescolas – podem ajudar em parte na formação de novos motoristas de ônibus e caminhão, com redução de custos. A resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que moderniza o processo de obtenção da carteira também prevê, por exemplo, a oferta de custos para caminheiros pelo Sest/Senat.

Os problemas relatados pelo setor produtivo, contudo, são mais profundos. Segundo o diagnóstico do PNL (Plano Nacional de Logística) 2050, a insuficiência de motoristas está associada à remuneração relativa, às condições de trabalho, à rotatividade elevada e à imagem negativa da ocupação, fatores estruturais, e não apenas reflexo de um ciclo conjuntural do mercado de trabalho.

“Ajustes na legislação podem ampliar o acesso de novos profissionais ao mercado. Por isso, defendemos iniciativas como a do Ministério dos Transportes, que buscam reduzir o custo da obtenção da CNH por meio do fim da obrigatoriedade das autoescolas, sem, contudo, desconsiderar a questão da segurança, que deverá ser mantida com a continuidade da exigência dos testes teóricos e práticos para a obtenção da CNH”, avalia a CNT.

 

Fonte: Agência Infra

Governo lança oficialmente o Move Brasil, programa para renovar a frota de caminhões

O governo federal lançou oficialmente nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil para a renovação da frota brasileira de caminhões e à redução de emissões no transporte rodoviário de cargas. A iniciativa, apresentada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, prevê a oferta de R$ 10 bilhões em linhas de crédito, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a aquisição de veículos novos e seminovos fabricados no país. Do total de recursos, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperativados, segmento que concentra parte relevante da frota mais antiga em circulação no Brasil. O objetivo do programa é estimular a eficiência logística, aumentar a segurança nas rodovias e acelerar a substituição de caminhões com mais de duas décadas de uso.

“Isso é importante para o meio ambiente, para a saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca caminhões novos e mais seguros nas estradas e ajuda a preservar empregos, além de estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília, acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. As bases do Move Brasil foram estabelecidas por medida provisória publicada em dezembro, que autorizou a destinação de recursos do Tesouro Nacional para linhas de crédito de renovação da frota. Em seguida, o MDIC definiu, por portaria, os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem dos veículos financiados. Coube ao Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar as condições financeiras das operações.

 

Limite de R$ 50 milhões por beneficiário

Pelas regras do programa, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. As taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, conforme a classificação de risco do tomador, já incluídos custos financeiros e spread bancário. As operações poderão contar com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura garantias de até 80% do valor financiado, além da possibilidade de inclusão de seguro do bem e seguro prestamista. O financiamento de caminhões novos será restrito a veículos de fabricação nacional, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, política industrial do governo que busca fortalecer cadeias produtivas, ampliar o conteúdo tecnológico e gerar emprego e renda no país.

Para os seminovos, serão elegíveis apenas caminhões fabricados a partir de 2012, desde que comprovem conteúdo local e atendam aos critérios ambientais definidos pelo MDIC. Nesse caso, o acesso ao crédito ficará restrito a caminhoneiros autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas. Do ponto de vista ambiental, os caminhões novos deverão atender à fase P8 do Proconve, padrão mais recente de emissões, enquanto os seminovos precisarão cumprir, no mínimo, a fase P7. O programa também prevê condições mais vantajosas para quem entregar um caminhão antigo como contrapartida, exigindo a baixa definitiva do veículo no órgão de trânsito e seu encaminhamento para desmontagem.

 

Efeito limitado para o mercado de usados

A avaliação do mercado de veículos usados é de que os efeitos diretos do programa tendem a ser limitados. Para o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Everton Fernandes, embora o crédito subsidiado facilite a compra de caminhões novos, muitos caminhoneiros autônomos enfrentam dificuldades para comprovar renda e acessar financiamentos em bancos públicos. Segundo ele, o setor de usados pesados depende, em grande parte, da renovação periódica de frotas por grandes empresas. “Se o benefício for aproveitado pelas transportadoras com frota própria, a venda de caminhões seminovos e usados pode se beneficiar indiretamente, com maior oferta de veículos no mercado”, afirma Fernandes.

Na avaliação dos bancos das montadoras, o programa tem mérito, mas não enfrenta o problema estrutural do setor. Para Enilson Sales, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o Move Brasil ajuda a aliviar pressões de curto prazo, mas não resolve o impacto da elevada carga tributária sobre veículos pesados no Brasil. “O esforço do MDIC é louvável e vai aquecer o mercado temporariamente, mas é um enxuga-gelo. O problema começa com uma carga tributária de cerca de 44% sobre esses bens”, afirma. Segundo ele, enquanto o país mantiver um modelo de transporte fortemente baseado no modal rodoviário, sem revisão da tributação e maior integração com outros modais, iniciativas de crédito tendem a ter efeito limitado no tempo.

A indústria já começou a operar o programa. A rede de concessionárias da Volkswagen Caminhões e Ônibus, por exemplo, passou a oferecer o financiamento do Move Brasil para caminhões novos e seminovos elegíveis, com prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e possibilidade de financiamento integral do bem. Segundo a montadora, condições mais atrativas estão disponíveis para clientes que entregarem veículos com mais de 20 anos ou optarem por modelos com menor impacto ambiental, como os movidos a biometano ou eletricidade.

 

Fonte: Transporte Moderno

Obras de drenagem na Alemoa provocam desvios da perimetral

As obras de construção de um canal de drenagem nas imediações da rotatória da Alemoa, entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a avenida Engenheiro Augusto Barata, provocam algumas alterações no tráfego de veículos a partir desta sexta-feira (09/01). Ao quadruplicar a capacidade atual de vazão de águas pluviais, a intervenção realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) irá solucionar o problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos.

Desde o dia 20 de outubro, a APS constrói uma pista alternativa para o desvio do trânsito, pois as faixas de rolamento no sentido da saída do Porto precisarão ser interditadas para a implantação do canal de drenagem. Com isso, a atual rotatória será suprimida (e, posteriormente, substituída por retornos nos dois sentidos), o que irá causar os seguintes desvios:

– Para os veículos vindos da Via Anchieta pelo viaduto Doutor Paulo Bonavides, com destino à Alamoa Industrial, será necessário pegar a primeira saída à direita, na rua Doutor Albert Schweitzer, retornando por debaixo do viaduto pela rua Augusto Scaraboto.

– Os veículos vindos do terminal da BTP com destinos em direção à Ponta da Praia terão de sair pela faixa da direita ao lado do viaduto e contornar a Alamoa Industrial pelas ruas Aurélio Batista Félix, dos Italianos e Doutor Albert Schweitzer atravessando à esquerda no semáforo para o viaduto Paulo Bonavides.

O desvio afeta o trânsito apenas no sentido da saída do Porto – a pista alternativa é mais estreita que a atual, portanto com menor capacidade de escoamento, o que pode provocar algumas retenções de tráfego durante a realização das obras, que irão até janeiro de 2027. A pista no sentido da entrada no Porto não será afetada pelos trabalhos.

 

Maior capacidade de drenagem

A região da Alemoa é um dos maiores pontos críticos de Santos nos períodos de chuva, apresentando severos alagamentos, o que causa transtornos para a população local e para a operação portuária, com interrupções no tráfego de caminhões, ônibus e carros.

A pequena vala de drenagem hoje existente no final do viaduto mede 1,5 m x 1,5 m, sendo insuficiente para o escoamento das águas pluviais. Essa vala será substituída por um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura, quadruplicando a atual capacidade de vazão. As obras serão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos no local.

Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico, o que também irá contribuir para uma maior fluidez do tráfego, visto que as três faixas de rolamento ficarão bem definidas. A rotatória será substituída por dois retornos com entrada livre, o que igualmente facilitará o trânsito dos veículos.

Durante toda a obra, agentes da Guarda Portuária estarão no local para orientar os motoristas. Um guincho da corporação ficará de prontidão para o caso de ocorrências que exijam a remoção de veículos da pista.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

Prorrogado o Crédito Outorgado do ICMS no Estado de São Paulo para as empresas do TRC Paulista

Através do Decreto n. 70.292 de 26/12/25 publicado no DOE em 29/12/25 o Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prorrogou a opção da utilização do crédito outorgado ( presumido) de 20% do valor do imposto devido na prestação de serviço de transporte intermunicipal e interestadual iniciado no Estado de São Paulo com base no convênio ICMS nº 106/96 até 31/12/2026.

Esse decreto que tem vigência a partir do dia 01/01/2026 é fruto de intensas tratativas com o governo do Estado e a Secretaria da Fazenda com a Fetcesp durante o ano de 2025.

A Fetcesp ainda tem o compromisso de continuar tratando da manutenção da opção desse crédito outorgado/ presumido até o fim do ICMS sempre a favor das empresas do TRC paulista que inclusive muitas operam em todo território nacional.

 

Fonte: FETCESP

Licitações de condomínios logísticos no Porto de Santos recebem propostas únicas

As licitações de dois condomínios logísticos no Porto de Santos, um em Santos e outro em Guarujá, receberam duas receberam duas propostas únicas (uma para cada), em sessão pública realizada hoje, 17 de dezembro, na Autoridade Portuária de Santos (APS).

Foram oferecidas ao mercado duas áreas para a instalação de estacionamentos de caminhões com galpões e áreas de serviço anexas. Em Santos, é um imóvel de 242 mil m2, situado no Saboó, margem direita do Porto de Santos, com previsão de 530 vagas. Em Guarujá, a oferta era de 186 mil m2, no bairro Conceiçãozinha, para 417 vagas.

Para a área de Santos, o Consórcio Portlog ofereceu R$ 289 mil mensais de contraprestação fixa mensal pelo espaço. A área de Guarujá recebeu, por sua vez, a proposta de R$ 165 mil mensais, do Consórcio Marlog-Petrasalis Logística. Ambas as cessões incluem as construções necessárias para a implantação dos condomínios.

Como não houve concorrentes, uma vez que outras duas propostas (uma para cada espaço) foram inabilitadas por inconsistências documentais, as ofertas foram aceitas pela APS. Agora os proponentes terão seus documentos de habilitação verificados e, caso estejam regulares, serão feitas as convocações para assinatura dos contrato.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

Prorrogado até 14/12 prazo para transportadores do RS, RJ, SP e SC participarem do Índice CNT de Confiança

A Confederação Nacional do Transporte deu início à nova rodada do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, uma sondagem sobre as expectativas econômicas que mede a percepção dos empresários do setor sobre o cenário atual da economia e da sua atividade, bem como as suas perspectivas para os próximos seis meses.

A pesquisa representa um instrumento estratégico para orientar a tomada de decisões e fortalecer o posicionamento do setor transportador.

Nessa nova etapa, estão em andamento as sondagens regionais nos seguintes estados:

  • Santa Catarina – em parceria com a Fetrancesc
  • Rio Grande do Sul – em parceria com a Fetransul
  • Rio de Janeiro – em parceria com a Fetranscarga
  • São Paulo – em parceria com a Fetcesp

Os questionários podem ser respondidos até o dia 14 de dezembro. Acesse aqui.

Com apenas seis perguntas objetivas, a participação leva menos de cinco minutos. Todas as informações são tratadas de forma confidencial e agregada, sem a identificação individual das empresas respondentes.

O levantamento evidencia a atuação conjunta da CNT e das federações estaduais na mobilização do empresariado e na geração de informações que orientam o planejamento e a tomada de decisões no transporte.

“Os resultados também servem como referência para empresas que contratam ou prestam serviços de transporte. Compreender as expectativas do setor é essencial para antecipar movimentos do mercado e identificar, com antecedência, as principais tendências de curto prazo”, ressalta a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

 

Fonte: CNT

APS adia implantação de desvios de trânsito na Alemoa

A Autoridade Portuária de Santos (APS) comunica que foi adiada a ativação da pista alternativa para o desvio de trânsito necessário à execução das obras de drenagem na via perimetral da margem direita, nas imediações da rotatória da Alemoa. Devido a questões técnicas, os desvios de trânsito não mais serão ativados nesta sexta-feira (05/12), como anteriormente previsto. Em breve, a APS informará a nova data de início dessa intervenção.

As obras programadas trarão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos. A pequena vala de drenagem hoje existente será substituída por um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura, quadruplicando a atual capacidade de vazão das águas de chuva.

Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico. E rotatória será substituída por dois retornos com entrada livre. Tudo isso irá proporcionar maior fluidez no trânsito dos veículos na região.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

Obras de drenagem na Alemoa provocam desvios da perimetral

O problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos, está com os dias contados. A Autoridade Portuária de Santos (APS) está construindo um canal de drenagem nas imediações da rotatória da Alemoa, entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a avenida Engenheiro Augusto Barata, que irá quadruplicar a capacidade atual de vazão de águas pluviais. A partir desta sexta-feira (05/12), as obras provocam algumas alterações no tráfego de veículos.

Desde o dia 20 de outubro, a APS constrói uma pista alternativa para o desvio do trânsito, pois as faixas de rolamento no sentido da saída do Porto precisarão ser interditadas para a implantação do canal de drenagem. Com isso, a atual rotatória será suprimida (e, posteriormente, substituída por retornos nos dois sentidos), o que irá causar os seguintes desvios:

– Para os veículos vindos da Via Anchieta pelo viaduto Doutor Paulo Bonavides, com destino à Alamoa Industrial, será necessário pegar a primeira saída à direita, na rua Doutor Albert Schweitzer, retornando por debaixo do viaduto pela rua Augusto Scaraboto.

– Os veículos vindos do terminal da BTP com destinos em direção à Ponta da Praia terão de sair pela faixa da direita ao lado do viaduto e contornar a Alamoa Industrial pelas ruas Aurélio Batista Félix, dos Italianos e Doutor Albert Schweitzer, atravessando à esquerda no semáforo para o viaduto Paulo Bonavides.

O desvio afeta o trânsito apenas no sentido da saída do Porto – a pista alternativa é mais estreita que a atual, portanto com menor capacidade de escoamento, o que pode provocar algumas retenções de tráfego durante a realização das obras, que irão até dezembro de 2026. A pista no sentido da entrada no Porto não será afetada pelos trabalhos.

 

Maior capacidade de drenagem

A região da Alemoa é um dos maiores pontos críticos de Santos nos períodos de chuva, apresentando severos alagamentos, o que causa transtornos para a população local e para a operação portuária, com interrupções no tráfego de caminhões, ônibus e carros.

A pequena vala de drenagem hoje existente no final do viaduto mede 1,5 m x 1,5 m, sendo insuficiente para o escoamento das águas pluviais. Essa vala será substituída por um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura, quadruplicando a atual capacidade de vazão. As obras serão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos no local.

Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico, o que também irá contribuir para uma maior fluidez do tráfego, visto que as três faixas de rolamento ficarão bem definidas. A rotatória será substituída por dois retornos com entrada livre, o que igualmente facilitará o trânsito dos veículos.

Durante toda a obra, agentes da Guarda Portuária estarão no local para orientar os motoristas. Um guincho da corporação ficará de prontidão para o caso de ocorrências que exijam a remoção de veículos da pista.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

ANTT intensifica aplicação de multas por descumprimento do piso do frete em 2025

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforçou, em 2025, a imposição de penalidades por violação do valor mínimo do frete. Conforme informações da Agência, de janeiro a outubro, foram registradas mais de 37,5 mil autuações por supostas não conformidades com o piso do frete, um número aproximadamente nove vezes superior ao total de 4,3 mil infrações contabilizadas durante todo o ano anterior.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, reconhece a relevância de uma remuneração adequada para a saúde financeira do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), mas ressalta os consideráveis obstáculos práticos e a insegurança jurídica que cercam a implementação dessa regra. “A fiscalização do frete mínimo afeta diretamente a composição de despesas das operações de transporte, e a entidade atua para assegurar que esses custos sejam equilibrados e que a fiscalização não se transforme em um obstáculo administrativo desproporcional.”

Dentre as dificuldades identificadas, a entidade avalia que uma supervisão demasiadamente rigorosa ou uma tabela desalinhada da realidade do mercado podem provocar consequências negativas, como o crescimento da informalidade, a elevação das despesas logísticas para o contratante do serviço (embarcador) e até a impossibilidade de realização de certas operações de transporte. O debate sobre o frete mínimo e sua fiscalização é crucial para conciliar os interesses divergentes de todos os agentes da cadeia logística, almejando um ponto de equilíbrio entre a sustentabilidade econômica dos transportadores e os reflexos mais amplos na economia nacional.

Na avaliação de Paulo Carvalho, diretor do SETCEPAR, sobre o momento atual do setor, o embarcador precisa compreender que o piso mínimo corresponde ao cálculo do custo operacional e, para que uma transportadora tenha lucratividade, o valor do frete precisa ser superior a esse piso. Outra questão é que diversas transportadoras já não conseguem mais trabalhar com motoristas autônomos (terceiros). “A negociação com os embarcadores está bastante complicada, pois frequentemente eles já se encontram no limite do piso e também porque não estão sendo notificados ou multados atualmente.”

Para Tiago Dallagrana, também diretor da entidade, as autuações vêm promovendo transformações expressivas nas operações, algumas benéficas, forçando revisões de tarifas que estavam defasadas em diversos segmentos. Em contrapartida, a metodologia aplicada igualmente ocasionou aumentos consideráveis em certos modelos de veículos, elevando excessivamente o custo de algumas operações e criando obstáculos para conseguir carregá-los. “O sistema não é capaz de entender plenamente a dinâmica dos serviços e produz uma quantidade elevada de penalidades que, ao serem examinadas detalhadamente, se mostram incoerentes, como ocorre com cargas fracionadas, operações de agregados e milk run, por exemplo.”

 

Atuação diversificada

Diante desse cenário, o SETCEPAR, em cooperação com outras associações representativas do TRC, conduz uma atuação diversificada para refinar e assegurar uma fiscalização eficaz.

Estas iniciativas incluem: a organização de eventos de esclarecimento e fóruns dedicados à qualificação; a propagação de conhecimentos técnicos para a adequada observância da lei do frete mínimo; e o fornecimento de suporte jurídico especializado e consultoria estratégica às empresas filiadas, cobrindo temas ligados à fiscalização e à correta implementação do frete mínimo, assegurando a proteção de seus direitos e interesses.

No dia 01 de dezembro está agendada uma audiência pública com a finalidade de coletar contribuições para melhorar a resolução que estabelece as normas gerais, a metodologia e os coeficientes dos pisos mínimos.

Na visão de Kasnodzei, os tópicos que mereceriam atenção nesse debate são a sustentabilidade no Transporte Rodoviário de Cargas, incluindo a metodologia de cálculo do frete; mais transparência e facilidade de acesso às informações da tabela de fretes e suas diretrizes de uso; e um maior aprofundamento sobre a corresponsabilidade dos embarcadores no atendimento ao frete mínimo. “A meta é compatibilizar os interesses da cadeia produtiva, procurando um entendimento que leve a um ecossistema de negócios mais equitativo e funcional. Esta postura almeja soluções práticas que tragam vantagens para todo o setor”, elucida.

Por fim, oSETCEPAR enxerga o piso mínimo de frete como um mecanismo essencial para a factibilidade e a competitividade do transporte rodoviário de cargas. No entanto, a entidade milita por correções e melhorias constantes, com o intuito de alinhar a regulamentação com as particularidades e a dinâmica do cotidiano operacional do transporte de cargas no contexto brasileiro.

 

Fonte: Frota&Cia