4ª SIPAT Unificada reúne mais de 500 participantes em São Vicente

Entre os dias 25 e 29 de agosto, o SINDISAN, em parceria com as unidades do SEST SENAT da Baixada Santista, promoveu a 4ª edição da SIPAT Unificada. O evento, realizado no SEST SENAT de São Vicente, reuniu mais de 500 participantes e contou com o envolvimento de 16 empresas do setor de transporte rodoviário de cargas da Baixada Santista e do Litoral Paulista, consolidando-se como um dos principais espaços de conscientização sobre saúde, segurança do trabalho e qualidade de vida da região.

Nesta edição, a programação teve como eixo central o trabalho voluntário, em referência à declaração de 2026 pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional do Voluntariado para o Desenvolvimento Sustentável. Como parte da mobilização, colaboradores das empresas participantes foram convidados a enviar vídeos relatando como o trabalho voluntário transforma a própria vida e a de quem recebe o apoio. O evento também contou com arrecadação de agasalhos.

 

Programação

Ao longo da semana, a programação reuniu palestras, oficinas e dinâmicas com temas como infecções sexualmente transmissíveis, primeiros socorros, síndrome de FOMO, burnout, alimentação saudável, endividamento e saúde emocional, uso seguro de medicamentos, violência contra a mulher e saúde integrativa. Pela primeira vez, o evento foi encerrado no sábado, dia dedicado à segurança viária, com palestras sobre direção defensiva e prevenção de acidentes no transporte de cargas, apresentação do Programa Fala Motorista e uma palestra sobre legislação de trânsito.

A gerente-executiva do SINDISAN, Patrícia Santos, reforçou o crescimento da iniciativa a cada edição. “Chegamos ao fim da quarta edição da SIPAT Unificada do SINDISAN. Esse ano tivemos a participação de 16 empresas, mais de 500 colaboradores estiveram conosco aqui na unidade do SEST SENAT de São Vicente ao longo desses últimos cinco dias. Foi um prazer tê-los conosco, e espero que estejamos juntos novamente na quinta edição, que será realizada em 2027”, disse.

Para Ronaldo Oliveira, da ID Consultoria, que acompanha a SIPAT Unificada desde a primeira edição, o balanço da semana é positivo. “Eu, que participei da primeira, da segunda e da terceira edição, quero parabenizar primeiramente todas as empresas que se empenharam em realizar essa Semana Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio. Foi um sucesso”, afirma.

Já o diretor da unidade São Vicente do SEST SENAT, Sérgio Luís Gonçalves Pereira, destacou o papel da instituição a serviço do trabalhador do transporte. “É uma oportunidade única recebê-los aqui na nossa casa, que é, na verdade, a casa de vocês, do trabalhador em transporte. O SEST SENAT foi criado para atender o trabalhador e é mantido pelo setor patronal, que faz uma contribuição. Só em São Paulo são 32 unidades, e no Brasil, 176, à disposição de quem trabalha no transporte de cargas, de passageiros, aquaviário, aéreo e ferroviário”.

 

Patrocínio e apoio

A comissão organizadora, composta por cipeiros das empresas Aldebaran Transportes, Estrela Logística, Fassina Logística, Line Transportes, Sigma Transportes, SuperTrans e Terra Master, foi responsável por toda a coordenação do evento
Com mais essa edição de sucesso, o SINDISAN reafirma seu compromisso com a prevenção de acidentes, a promoção da saúde e a valorização das pessoas no setor de Transporte Rodoviário de Cargas.
O evento teve patrocínio da Port Risk, da Sanmell Motos São Vicente e da Transpocred. A realização foi do SINDISAN e da COMJOVEM Santos, com apoio institucional do SEST SENAT e do Movimento Vez & Voz, e o apoio da Perfil Saúde Corporativa e da UNIP.

 

Confira as fotos dos dias de evento aqui.

 

Fonte: SINDISAN.

STF valida regras de seguro obrigatório no transporte de cargas

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve as regras para a contratação dos seguros obrigatórios e o gerenciamento de riscos no transporte rodoviário de cargas previstas na Lei nº 14.599/2023. A decisão foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7579, apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A ação, protocolada em dezembro de 2023, questionava dispositivos da legislação que alteraram as regras dos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. Com a conclusão do julgamento, os dispositivos questionados permanecem válidos.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) participou do processo como amicus curiae e defendeu a constitucionalidade das regras. Entre os pontos defendidos pela entidade está a participação do transportador na contratação dos seguros e no gerenciamento dos riscos relacionados à operação.

Relator da ação, o ministro Nunes Marques votou pela manutenção das regras. Segundo o ministro, o modelo definido pelo Congresso Nacional é constitucional e permite ao transportador participar da contratação dos seguros e do gerenciamento dos riscos.

O julgamento começou no Plenário Virtual do STF em abril e foi interrompido após pedido de vista do ministro Flávio Dino. A análise foi retomada em 7 de agosto e concluída no dia 18. O acórdão, que formaliza a decisão do colegiado, ainda não foi publicado pelo STF.

Para o gerente de Relações Trabalhistas da CNT, Frederico Toledo, a decisão mantém a relação entre as responsabilidades do transportador e sua participação na contratação dos seguros e no gerenciamento de riscos.

“Existe uma relação direta entre a responsabilidade assumida pelo transportador e sua participação na contratação dos seguros e no gerenciamento de riscos. A decisão do STF mantém essa lógica e encerra o questionamento sobre a constitucionalidade das regras, trazendo maior segurança jurídica para o setor.”

 

O QUE ESTAVA EM DISCUSSÃO
A Lei nº 14.599/2023 alterou as regras aplicáveis aos seguros obrigatórios no transporte rodoviário de cargas. Entre as mudanças, estabeleceu a responsabilidade do transportador pela contratação dos seguros previstos para a atividade e novas regras para o PGR (Plano de Gerenciamento de Riscos).

Entre os argumentos apresentados pela CNI estava o de que as mudanças restringiam a liberdade de contratação e a livre concorrência. Em posição contrária, a CNT defendeu que o modelo amplia a autonomia do transportador na contratação dos seguros e no gerenciamento dos riscos da operação.

O tema integra a Agenda Institucional Transporte e Logística 2026, que reúne as principais pautas acompanhadas pela CNT nos três Poderes. No documento, a confederação defende a manutenção das regras da Lei nº 14.599/2023 e aponta que as mudanças contribuem para reduzir a burocracia e evitar perdas operacionais aos transportadores.

 

Fonte: Mundo Logística

SINDISAN celebra 89 anos com cerimônia no Mercado Municipal de Santos

O Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (SINDISAN) celebrou, na noite do dia 14 de agosto, seus 89 anos de fundação em uma cerimônia realizada no Mercado Municipal de Santos. O evento reuniu cerca de 200 pessoas, entre associados, autoridades, representantes do setor de transporte e logística e convidados, para marcar quase nove décadas de atuação da entidade.

Durante a cerimônia, o presidente da FETCESP (Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo), Carlos Panzan, fez um discurso e, juntamente com o presidente da ABTLP (Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos), Oswaldo Caixeta, e a presidente do SINDICAMP (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de Campinas e Região) Rafaela Cozar, prestaram homenagens ao SINDISAN em reconhecimento à sua trajetória.

A presidente Rose Fassina destacou a relevância do transporte rodoviário para a economia brasileira e o papel da instituição na representação do setor. “O transporte rodoviário de cargas tem uma importância fundamental para o desenvolvimento econômico do Brasil. É o modal que faz a economia do país acontecer e funcionar”, afirmou.

Rose lembrou que a entidade reúne hoje mais de 150 empresas associadas e reforçou o papel do SINDISAN como elo entre o passado e o presente do setor. “Trazemos do passado a experiência e atualizamos tudo o que há de novo hoje para o nosso associado, para que a gente consiga esse protagonismo no modal rodoviário”.

A presidente citou ainda os desafios regulatórios que estão no radar do setor, como a reforma tributária, a nova legislação sobre frete mínimo e a incorporação de inteligência artificial às operações. “O sindicato faz essa interlocução com os intervenientes públicos, porque o diálogo é o que dá a importância de estarmos atualizados em todas as questões, principalmente em legislação”, pontuou.

 

Homenagens a empresas associadas

Um dos momentos centrais da noite foi o reconhecimento a empresas associadas que fazem parte da história da instituição:

  • Bandeirantes-Deicmar, representada por Robson Bissani, diretor de operações. A empresa iniciou suas atividades em 1945 como despachante aduaneiro e hoje é referência em armazenagem geral e operação de terminais no Porto de Santos. Além disso, integra o quadro de associadas há mais de 45 anos. 
  • Transportadora Meca, representada por seu proprietário, Raul Elias Pinto, celebrou 70 anos de fundação em 1º de agosto, data que coincide com o aniversário do próprio SINDISAN. A empresa é uma das mais tradicionais do transporte de cargas sólidas a granel na região.
  • Nelcar Transportes Rodoviários, representada pelas gestoras Kelly Alves Higashibara e Silvia Alvarenga Rusconi, foi reconhecida pelo compromisso com práticas sustentáveis e pela adesão ao Programa Despoluir, tendo sido classificada pela FETCESP como a empresa que mais realizou aferições de opacidade em caminhões no estado de São Paulo em março deste ano.

 

Compensação de carbono

Em um gesto simbólico de sustentabilidade, Bruno Damada, CEO e fundador da SIIMP Sistemas, entregou à presidente Rose Fassina o Certificado de Compensação de Carbono referente ao evento, reforçando o compromisso ambiental da entidade nas suas iniciativas institucionais.

O evento teve o patrocínio de Divena Litoral, Cisalpina Tours International (CTI), Pamcary, PortRisk, Russo Consultores Aduaneiros, Ecovias e Consórcio Mercedes-Benz.

Confira as fotos do evento clicando neste link.

 

Fonte: SINDISAN.

Porto de Santos quer reduzir dependência dos caminhões

O crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos (SP) volta a colocar em evidência um dos principais gargalos da logística brasileira: a forte dependência do transporte rodoviário. Responsável por cerca de 30% da corrente de comércio exterior do país, o complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas em 2025, alta de 3,6% em relação ao ano anterior, mas ainda concentra a maior parte de seus acessos por caminhões.

Segundo Felipe Fray, gerente de Controle de Acessos Logísticos da Autoridade Portuária de Santos (APS), aproximadamente 2,8 milhões de veículos pesados circulam anualmente pelo porto. Durante apresentação no Fórum de Infraestrutura e Políticas Públicas e Colégio de Inspetores 2026, promovido pelo Crea-SP, o executivo afirmou que a ampliação da participação ferroviária é uma das principais estratégias para sustentar o crescimento das operações.

Atualmente, cerca de 36% das cargas movimentadas no Porto de Santos utilizam a ferrovia. A expectativa da APS é ampliar essa participação nos próximos anos. “O transporte rodoviário também vai crescer, mas em ritmo menor que o ferroviário”, afirmou Fray.

Segundo o gerente, o elevado fluxo de caminhões aumenta os custos de manutenção da infraestrutura viária, intensifica os congestionamentos e reduz a eficiência dos acessos ao porto. “O caminhão é muito mais prejudicial para um pavimento do que um veículo de passeio”, observou.

 

Tecnologia e integração logística

Além da expansão ferroviária, a APS aposta em soluções tecnológicas para ampliar a capacidade operacional do porto. Entre as iniciativas estão simulações computacionais para validar projetos de navegação antes da implantação e a integração dos centros de controle dos acessos terrestres e marítimos por meio de sistemas inteligentes de monitoramento e gerenciamento de tráfego.

A autoridade portuária também estuda ampliar a capacidade da Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) e incentivar o uso de dutovias para o transporte de granéis líquidos, modal considerado mais eficiente para esse tipo de carga. Segundo Fray, essas alternativas podem reduzir a pressão sobre o sistema rodoviário, embora ainda dependam de avanços regulatórios, ambientais e de novos investimentos.

O Porto de Santos recebe, em média, 5.772 navios por ano e concentra operações de longo curso, principalmente com mercados asiáticos, o que amplia a complexidade da coordenação entre os modais terrestre e marítimo, e reforça a necessidade de investimentos para acompanhar o crescimento da demanda.

 

Fonte: NTC&Logística

Piso mínimo, CIOT e suspensão do RNTRC: as novidades da Lei nº 15.485/2026

Seguem as primeiras impressões sobre a recém-publicada Lei nº 15.485, que entrou em vigor em 6 de agosto de 2026, data da sua publicação. A lei altera profundamente as regras do setor de transporte rodoviário de cargas e traz um nível de rigor que exigirá revisão imediata dos procedimentos internos das associadas. A seguir, apresenta-se cada ponto, para alinhamento exato do que muda para o setor.

A lei tem caráter de reforma ao alterar simultaneamente quatro leis estruturantes: a Lei dos Pisos Mínimos, a Lei de Custeio da Previdência, a Lei do TRC e o Estatuto do Motorista. Trata-se, portanto, de um cerco regulatório integrado.

A norma começa definindo conceitos técnicos importantes, como o que é carga a granel pressurizada e os veículos de carga de pequeno porte (com capacidade útil acima de 500 kg e PBT de até 3.500 kg).

No centro da política de pisos, a ANTT ganhou respaldo para firmar parcerias com a Infra S.A. na elaboração das planilhas de custos, que agora devem obrigatoriamente seguir 11 vetores técnicos bem claros, abrangendo desde distâncias e eixos até tipos específicos de carga, como refrigeradas, reefer, tanques criogênicos e contêineres.

Um ponto que exige atenção cirúrgica é a regra de reajuste automático: se o preço do combustível ao consumidor final oscilar 5% para mais ou para menos, a ANTT tem o prazo exato de 3 dias úteis para publicar a nova tabela. Além disso, há atualizações ordinárias semestrais obrigatórias até 20 de janeiro e 20 de julho, usando o IPCA caso haja omissão do órgão. O descumprimento do piso deixou de ser apenas uma questão financeira comum e passou a gerar um dever legal de indenizar o transportador em até duas vezes o valor do piso da operação.

Merece destaque, para o dia a dia das associadas, a nova escala punitiva trazida pelos artigos 5º-A a 5º-F. A ANTT pode aplicar suspensão cautelar do RNTRC de 5 a 30 dias de forma preventiva, se houver risco concreto ou reiteração (mais de 4 autuações em 6 meses), excetuando o TAC contratado. Em caso de reincidência em 12 meses, a suspensão definitiva vai de 15 a 45 dias. Se houver contumácia — ou seja, duas suspensões definitivas em 24 meses —, a empresa sofre o cancelamento do RNTRC, ficando proibida de operar por até dois anos.

As sanções ainda podem ser estendidas a sócios e empresas do mesmo grupo em casos de fraude ou confusão patrimonial, e multas para reincidentes podem chegar a R$ 1 milhão. Vale destacar que plataformas digitais, aplicativos e intermediários de frete agora respondem solidariamente se publicarem ofertas abaixo do piso.

Ainda dentro desse pacote, o CIOT continua obrigatório e deve ser vinculado de forma integrada ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). Para os TACs, a emissão passa obrigatoriamente por instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central e habilitada pela ANTT. A falta de CIOT gera multa pesada de R$ 10.500, e o prazo limite para pagamento integral do frete é de 30 dias úteis. Para a antecipação de recebíveis, a lei tabelou o Custo Efetivo Total em no máximo 300% da taxa do CDI proporcional ao prazo, proibindo qualquer taxa abusiva que fira o piso mínimo.

Por fim, a administração pública passa a ter a diretriz de destinar até 30% de suas contratações de transporte para TACs credenciados, com emissão facilitada por Nota Fiscal Fácil (NFF).

Há também dois pontos fundamentais para a região: primeiro, a confirmação expressa de que a remuneração do TAC-agregado e do TAC-independente deve respeitar rigorosamente os pisos mínimos, salvo no transporte internacional; segundo, a autorização à ANTT para editar normas específicas de CIOT e prazos para as operações municipais e intermunicipais de movimentação de contêineres entre margens portuárias, terminais e regiões retroportuárias (p.ex. vira).

A lei também impõe um limite ético e jurídico para as empresas de gerenciamento de risco: fica estritamente proibido usar processos judiciais sem trânsito em julgado ou processos administrativos sem decisão definitiva como desculpa para bloquear ou impedir a contratação de um motorista, respeitando a LGPD. Ficam vedadas, assim, listas pretas baseadas em meras distribuições de ações.

Essa lei altera ainda o Estatuto do Motorista (Lei nº 13.103/2015), determinando que acordos e convenções coletivas fixem pisos salariais para motoristas em operações de longa distância — aqueles que ficam fora da base ou da residência por mais de 24 horas. Além disso, reformula o Procargas para apoiar renovação de frotas, pontos de parada e descanso (PPDs) em rodovias não concedidas, capacitação e inovação tecnológica.

Por fim, a lei traz importantes regras de transição, ponto nevrálgico para compreender como o setor deve proceder no curto prazo. As normas antigas continuam valendo no que não colidirem com a nova lei.

Ficou estabelecido um prazo razoável de adaptação não inferior a 60 dias para exigências que dependam de complexidade tecnológica, período em que a fiscalização de novas obrigações acessórias será primordialmente orientativa (com notificações para regularização), exceto em casos de fraude, dolo ou reincidência.

Requer atenção redobrada, porém, o fato de que as obrigações materiais — como pagar o piso mínimo de frete, quitar corretamente e cumprir normas fiscais e de trânsito — são de exigibilidade imediata. As penalidades mais severas de suspensão e cancelamento só valem para fatos novos, sem retroatividade para criar reincidência, e os contratos em andamento têm prazo de até 90 dias para serem adequados.

Recomenda-se que a revisão dos sistemas de emissão de frete seja realizada em confronto com a tabela da ANTT, com auditoria dos critérios de gerenciamento de risco e preparação dos aditivos contratuais dentro do prazo de 90 dias.

Fonte: Marco Fabrício Vieira, assessor jurídico do SINDISAN para assuntos de trânsito e transporte.

Rodovias Anchieta e Imigrantes terão interdições por uma semana; veja trechos e horários

Quem pretende utilizar as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) na próxima semana encontrará uma série de bloqueios e interdições.

Entre a próxima segunda-feira (3/8) e domingo (9/8), a Ecovias Imigrantes, concessionária responsável pela via, fará obras de manutenção que irão alterar também as operações subida e descida da serra.

As interdições ocorrerão em diferentes datas e horários, principalmente no período da noite, e vão alterar o tráfego entre a via Anchieta (SP-150) e a rodovia dos Imigrantes (SP-160). Em um dos dias, também haverá bloqueio durante a manhã.

Segundo a Ecovias, os bloqueios são necessários para a realização de obras de conservação e manutenção da infraestrutura viária. Durante os serviços, o tráfego será desviado para as pistas que permanecerem abertas.

Confira o cronograma de bloqueios

Segunda e quinta-feira (3 e 6/8)
A partir das 23h30, a pista Sul da Anchieta, será bloqueada para obras no trecho de serra.

Durante esse período:

A descida para o litoral será feita pela pista Norte da Anchieta e pela pista Sul da Imigrantes;
A subida para São Paulo ocorrerá pela pista Norte da Imigrantes.

Terça e quarta-feira (4 e 5/8)
Também a partir das 23h30, serão bloqueadas as pistas Sul da Via Anchieta e da rodovia dos Imigrantes no trecho de serra.

 

Fonte: Gazeta d S. Paulo

SINDISAN participa da Operação Inverno na Rodovia dos Imigrantes

Na manhã desta sexta-feira (24), o SINDISAN acompanhou mais uma edição da Operação Inverno, realizada no Km 56 da Rodovia dos Imigrantes (Posto de Balança). A ação incluiu uma Blitz Educativa de Trânsito, reunindo Ecovias Imigrantes, SINDISAN, SEST SENAT, APELL Cubatão e Polícia Militar Rodoviária, com foco na conscientização de motoristas sobre segurança viária e boas práticas no trânsito.

Faixas e banners alusivos à Operação Inverno foram fixados no local, e o encaminhamento dos veículos para os testes foi conduzido pela PM, que direcionou os caminhões ao estacionamento do bolsão montado para a operação.

 

Suporte completo ao motorista

Sérgio Luís Gonçalves Pereira, diretor da unidade do SEST SENAT São Vicente, explicou que a instituição atua com uma frente voltada inteiramente ao bem-estar do motorista. A equipe ofereceu orientações de saúde e simulações educativas utilizando óculos de realidade virtual, para reproduzir os perigos de dirigir alcoolizado. Vale ressaltar que a ação também é uma homenagem ao Dia do Motorista, comemorado em 25 de julho.

A programação incluiu ainda o apoio do Despoluir, programa ambiental da instituição, que esteve no local realizando o Teste de Opacidade nos caminhões. O procedimento utiliza um opacímetro, que mede a densidade da fumaça emitida pelo escapamento do veículo, permitindo identificar emissões acima do padrão legal. Ao final, é emitido um laudo oficial, validado pela CETESB, que atesta a conformidade ambiental do veículo.

“A gente espera, nessas quatro horas, fazer um atendimento não em grande quantidade, mas em qualidade, para aqueles que a gente conseguir parar”, completou Sérgio.

 

Foco na segurança do transporte de produtos perigosos

Já Sergio Sukadolnick, diretor de relações institucionais da CESARI e 2º vice-presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), destacou o caráter de diagnóstico da ação, voltado a identificar pontos de atenção na frota que circula pela Baixada Santista.

“Aqui é exatamente para a gente tentar ver o que está acontecendo no transporte na Baixada Santista. Vai ser uma amostragem — a gente não vai conseguir parar todos os veículos, mas o que a gente quer é tentar identificar se tem problemas, se tem algum tipo de avaria que possa vir a contribuir para um sinistro”, afirmou.

Segundo ele, a fiscalização abrangeu tanto a documentação e o treinamento dos motoristas quanto a parte rodante dos veículos, incluindo simbologia e demais itens de identificação de pontos de risco. “Queremos levantar a situação que a gente tem nesse momento por meio de uma amostra, mas isso vai servir depois para tomar ações dentro da Comissão Central, hoje ligada à Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura e Logística. Vamos ficar com informações que vão contribuir para orientar, acompanhar a regularização e conversar com o setor para que as respostas que não estão sendo verificadas em inspeções sejam tratadas com mais rigor”, explicou.

 

Um trabalho conjunto pela segurança viária

A Operação Inverno reforça o compromisso do setor de transporte de cargas com a segurança nas rodovias durante o período de maior incidência de neblina e chuvas na Serra do Mar. O SINDISAN acompanha de perto essas iniciativas, que unem poder público, entidades de classe e instituições parceiras em torno de um mesmo objetivo: reduzir riscos, orientar motoristas e qualificar a fiscalização ao longo da Rodovia dos Imigrantes.

 

Fonte: SINDISAN

SINDISAN e SINDROD firmam Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027

Convenção Coletiva de Trabalho entre SINDISAN e SINDROD tem reajuste salarial de 5,5%

 

Foi assinada hoje (15), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que terá vigência entre 01/05/2026 e 30/04/2027.

O reajuste salarial foi de 5,5% e o reajuste dos benefícios teve variação entre 5,5% e 8%.

O texto completo da CCT está disponível para empresas associadas na Intranet do SINDISAN.

As empresas não associadas devem solicitar à secretaria pelo e-mail secretaria@sindisan.com.br 

Fonte: SINDISAN

SINDISAN encerra as negociações salariais de 2026

No dia 07 de julho o SINDISAN deu por encerradas as negociações salariais de 2026 com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região (SINDROD). A Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 terá validade de 1º de maio de 2026 até 30 de abril de 2027.

O reajuste salarial negociado foi de 5.5% (INPC de 4,11% + 1,39% de aumento real) e será aplicado a partir de 1º de julho. As diferenças por aplicação do reajuste convencionado referentes aos meses de maio e junho, serão pagas como abono indenizatório (apenas sobre o salário-base), até o quinto dia útil do mês subsequente à assinatura do instrumento, mantendo-se a data base de 1º de maio. Já o reajuste dos benefícios deverá ser aplicado a partir de maio, conforme tabela abaixo:

Para os salários acima de R$ 5.500,00 deverá prevalecer a livre negociação entre empregado e empregador, considerando uma garantia mínima de R$ 301,92 para qualquer salário acima desse valor. 

PARADIGMA: Todos os empregados admitidos a partir de 1º de maio de 2025 e que não têm paradigma, ou não sujeitos à tabela de salários normativos, terão assegurada uma correção proporcional aos meses decorridos, da efetiva admissão, até a data de 15 de abril de 2026.

O texto completo da CCT segue em fase de ajustes e será divulgado em breve.

Fonte: SINDISAN

Pedágios em SP terão reajuste a partir de julho; Imigrantes tem o mais caro do país

valor do pedágio do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) será reajustado em 4,91% em julho. Com o aumento, a tarifa nas rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) passará de R$ 38,70 para R$ 40,60, mantendo-se como a mais alta do país.

O reajuste foi homologado pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e publicado no Diário Oficial desta terça-feira (23). As novas tarifas da Ecovias Imigrantes entram em vigor à 0h do dia 1º de julho de 2026.

Segundo a deliberação da Artesp, os novos valores passam a valer para veículos de passeio e comerciais a partir da 0h de 1º de julho. O reajuste integra a atualização anual das tarifas prevista nos contratos de concessão das rodovias estaduais paulistas.

No início de 2026, a Artesp anunciou que a praça de pedágio do SAI será substituída por pórticos free flow, que registram a cobrança conforme a passagem do veículo. Atualmente, a tarifa é aplicada apenas para quem desce a serra. Com a mudança, o valor será dividido: metade na subida à capital e metade para quem segue ao litoral (veja mais abaixo).

Confira os valores atuais e os novos valores das praças de pedágio da Ecovias Imigrantes:

Rodovia dos Imigrantes (Piratininga – km 32)

  • Atual: R$ 38,70
  • Novo: R$ 40,60
  • Aumento: R$ 1,90 (4,91%)

 

Via Anchieta (Riacho Grande – km 31)

  • Atual: R$ 38,70
  • Novo: R$ 40,60
  • Aumento: R$ 1,90 (4,91%)

 

Rodovia Cônego Domênico Rangoni (Santos – km 250)

  • Atual: R$ 18,30
  • Novo: R$ 19,20
  • Aumento: R$ 0,90 (4,92%)

 

Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (São Vicente – km 280)

  • Atual: R$ 10,90
  • Novo: R$ 11,40
  • Aumento: R$ 0,50 (4,59%)

 

Veja abaixo os pedágios mais caros:

Rodovia Tarifa de pedágio
Rodovia dos Imigrantes (SP-160) R$ 40,60***
Rodovia Anchieta (SP-150) R$ 40,60***
Cujubim (BR-364) R$ 37**
Pimenta Bueno (BR-364) R$ 35,40
Rodovia dos Lagos (RJ-124) R$ 30,60*
Curitiba-Paranaguá (BR-277) R$ 24
Juiz de Fora-Rio de Janeiro (BR-040/495 R$ 21
Magé-Manilha (BR-493) R$ 20,10
Pelotas-Rio Grande do Sul (BR-116/392) R$ 19,60
Ermênio de Oliveira Penteado (SP-075) R$ 19,40