Roubos de carga na Baixada Santista atingem menor índice desde 2002, diz SSP-SP

A Baixada Santista registrou uma queda de 84,6% nos roubos de carga no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).

A secretaria afirmou que foram oito ocorrências nos três primeiros meses de 2026, sendo o menor índice para a região desde 2002. No ano passado, a pasta registrou 52 casos entre janeiro e março.

De acordo com a SSP-SP, a cidade de Praia Grande apresentou a maior redução: foram 11 ocorrências em 2025 e nenhum caso registrado em 2026. Em março deste ano, houve apenas um caso em Santos e outro em Guarujá, marcando o menor volume mensal já registrado em 26 anos.

Os dados também englobam as outras seis cidades da Baixada Santista: Bertioga, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e São Vicente.

Por meio de nota, o coordenador do Programa de Prevenção de Furtos e Roubos de Cargas (Procarga), Carlos Afonso Silva, explicou que a região sempre foi atrativa para os criminosos por conta do Porto de Santos, que “facilita o escoamento de mercadorias ilícitas”.

Para Afonso, as diversas operações de combate na região contribuíram para a redução dos indicadores. “Parcela significativa dos roubos é praticada por organizações criminosas, que são desmanteladas e acabam migrando de foco de atuação ou de território”, destacou o coordenador.

Fonte: G1 Santos e Região.

Combate ao roubo de carga: lei que combate a receptação avança

Recentemente começou a valer a lei nº 15.358/2026, conhecida como Lei Antifacção. Na teoria, a nova regra é enfrentamento ao crime organizado no Brasil, especialmente ao introduzir mecanismos mais rigorosos contra a receptação de mercadorias roubadas, um dos principais pilares de sustentação do roubo de cargas. A legislação amplia o alcance das penalidades, prevendo bloqueio e confisco de bens, restrições a benefícios legais e a possibilidade de intervenção em empresas envolvidas em práticas ilícitas, incluindo a suspensão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Ao atingir diretamente a base econômica que viabiliza a circulação de mercadorias de origem criminosa, a nova lei cria condições mais efetivas para desarticular cadeias estruturadas de receptação. Esse ponto é considerado estratégico pelo setor de transporte rodoviário de cargas, uma vez que o enfraquecimento desse mercado tende a reduzir o incentivo financeiro por trás dos crimes.

O avanço ocorre em um contexto ainda desafiador. Em 2025, o Brasil registrou 8.570 ocorrências de roubo de cargas, com prejuízos estimados em cerca de R$ 900 milhões, segundo levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). O estado de São Paulo concentrou 3.470 casos, reforçando sua posição como um dos principais focos do problema no país e evidenciando a necessidade de medidas estruturais e coordenadas.

Para a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), a nova legislação representa um instrumento importante no combate ao crime, desde que acompanhada de aplicação técnica e consistente. “O endurecimento das penas por receptação de cargas roubadas era uma demanda antiga do transporte rodoviário de cargas. Sua efetivação representa um avanço relevante na proteção da atividade regular, na medida em que fortalece a concorrência leal e desestimula práticas ilegais que distorcem o mercado”, afirma o presidente da entidade, Carlos Panzan.

Contudo, segundo o dirigente é fundamental que a aplicação da lei ocorra com rigor técnico e segurança jurídica, evitando penalizações indevidas a empresas que atuam dentro da legalidade.

Apesar do avanço normativo, a efetividade da lei dependerá diretamente da sua implementação. A integração entre órgãos de fiscalização, segurança pública e inteligência é apontada como um dos principais desafios para garantir que as medidas alcancem toda a cadeia criminosa. A ausência de coordenação pode limitar o alcance das ações e comprometer os resultados esperados.

Outro ponto sensível está na complexidade das operações logísticas, que exige critérios claros para a identificação de responsabilidades, evitando interpretações equivocadas que possam gerar insegurança jurídica no setor. Para a FETCESP, o enfrentamento à receptação deve ocorrer de forma estruturada, contínua e baseada em dados, garantindo precisão nas ações e efetividade no combate ao crime.

 

Fonte: Transporte Moderno

Sindisan participa de visita à Secretaria de Segurança Pública do Estado de SP

Carlos Panzan, presidente da FETCESP, visita Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Ele se reuniu com o Capitão Derrite, secretário de segurança pública e deputado federal (PL). O presidente do Sindisan, André Neiva, também esteve presente.

O objetivo principal dessa visita foi relacionado à manutenção do Programa PROCARGA (criado em 1997 no âmbito da SSP/SP), cujo foco é a repressão aos Delitos de Carga em São Paulo, restabelecendo a realização de reuniões periódicas de análise e avaliação do cenário com a participação do TRC Paulista.

Essa participação conjunta reforça a união e a representatividade dos diferentes atores do setor, evidenciando um esforço coletivo em busca de soluções e avanços significativos para o transporte de cargas no estado de São Paulo.

Como explicou o presidente do Sindisan, André Neiva, “o PROCARGA passará a ficar ligado ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Será criado um conselho consultivo, com a participação das entidades”, detalhou.

Na opinião de Neiva, “o fato de ter uma linha aberta com a secretaria traz mais garantia aos empresários que estão empenhados em trabalhar pelo combate ao roubo de cargas”.

Participaram ainda da reunião o presidente da NTC & Logística, Francisco Pelucio; o presidente do SETCESP, Adriano Depentor; o Presidente da ABTLP, José Maria Gomes; os diretores Marcelo Rodrigues e Roberto Mira, juntamente com o Assessor de Segurança das entidades Coronel Mauro Ricciarelli.

Fonte: Fetcesp/ Sindisan.

NTC&Logística divulga números da Pesquisa de Roubo de Cargas em 2018

Desde 1998, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística divulga anualmente a estatística nacional de roubos de carga. Esse relatório tem como base informações colhidas formal e informalmente. Ao longo de 2018, foi registrado um total de 22.183 ocorrências de roubos de carga pelo país. Já no ano anterior, essa soma chegava a 25.970 casos.

O ano passado mostra uma queda de mais de 3 mil incidentes, cerca de 15%, com relação a 2017. E também é um número menor registrado em comparação com 2016, que apontou 24.550. Mesmo assim, ainda é uma quantidade muito alta de episódios. Os prejuízos foram computados em R$ 1,47 bilhão. Segundo o Presidente da NTC&Logística, José Hélio Fernandes, “mesmo a pesquisa apontando uma considerável redução se comparado ao ano de 2017, estamos falando de milhares de roubos em todo o Brasil e isso não é aceitável”. Fernandes ainda comenta que a redução tem muito a ver com o trabalho desenvolvido no Rio de Janeiro, onde o exército por ordem do governo federal interveio com o objetivo de amenizar a situação da segurança interna, impactando positivamente nos resultados da pesquisa.

“Isso ocorre porque os roubos de carga acabaram se tornando um negócio que formou quadrilhas especializadas no assunto, englobando traficantes de drogas e facções criminosas”, comentou o Vice-presidente para assuntos de Segurança da NTC&Logística, Roberto Mira. Nesse cenário, a região Sudeste é a mais afetada, arcando com 84,79% das ocorrências. Em seguida, aparece a região Nordeste, com 6,43%; Sul, com 5,69%; Centro-oeste, 2,34%; e por último a região Norte, com 0,75%.

Já analisando os estados dentro da região Sudeste, o campeão de incidentes é o Rio de Janeiro, onde os registros chegaram a 41,39%, seguido por São Paulo, 39,39%. Juntamente com Espírito Santo e Minas Gerais, amargam um total de R$ 937,76 milhões de prejuízo. Logo depois aparece a região Norte, com R$ 238,96 milhões; Sul, com R$ 152,13 milhões; Centro-oeste, com R$ 108,03 milhões; e Norte, atingindo R$ 36,25 milhões. Enquanto o Norte chegou em 2016 ao seu pico de registros com 237 casos, o Sudeste nunca apresentou menos de 16 mil ocorrências.

Apesar desse montante arrasador da região, a queda nacional se deve, no Rio de Janeiro, à intervenção federal na área da segurança, que resultou também na diminuição de casos. Em 2017 essa parte do Brasil sozinha acumulava a soma do país em 2018: 22.212 casos. Já em São Paulo, a forte retração se deve, não ao trabalho policial mas, em especial, ao forte investimento das empresas em tecnologias de segurança. Mesmo assim, representantes do setor ainda reivindicam uma melhor articulação do governo em função da segurança rodoviária para o setor de transportes.

E essa solicitação não deve ser ignorada. O Brasil é o país que possui a maior concentração rodoviária de transporte de cargas dentre as principais economias do mundo. A malha rodoviária concentra 61% do escoamento da produção do país. Isso representa que quase tudo que é produzido aqui viaja pelas estradas brasileiras para chegar a seu destino, ficando à mercê de redes criminosas que concentram suas ações nos itens que mais lhe proveriam lucros.

Assim, os produtos mais procurados nos roubos são relacionados ao tráfico, como cigarros, eletrodomésticos, produtos alimentícios, combustíveis, bebidas, artigos farmacêuticos, produtos químicos, autopeças e têxteis e confecções. Por essa razão também, a maior parte dos assaltos, 78%, ocorre em áreas urbanas, sendo a sua maioria realizada pela manhã. Assim, apenas 22% dos assaltos acontecem em rodovias, onde as quadrilhas dão preferência ao período da noite.

O presidente NTC&Logística, se mostra otimista, “o que sabemos é que temos que continuar fazendo um trabalho integrado na repressão, cobrando uma legislação mais punitiva, além de atrelar informação e tecnologia buscando todas as frentes para tentar atenuar ao máximo esse delito”. Já o Vice-presidente de segurança da entidade comenta que o trabalho integrado com as polícias, vem trazendo grandes resultados e isso deve continuar para que no próximo ano os estados mais afetados como São Paulo e Rio de Janeiro possam ter uma diminuição considerável”.

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Fonte: NTC&Logística