CNT apresenta ao vice-presidente Geraldo Alckmin demandas do transporte sobre a MP do Piso Mínimo do Frete

O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, participou, na quarta-feira (22), em Brasília, de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar dos impactos da Medida Provisória nº 1.343/2026 sobre o transporte rodoviário de cargas. Promovido pela NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), o encontro levou à Vice-Presidência as principais preocupações do setor e reforçou a importância da participação das entidades representativas nas decisões que afetam a atividade transportadora em todo o país.

A agenda ocorre após a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei de Conversão nº 6/2026. A CNT atuou ao longo da tramitação da medida provisória no Congresso Nacional e apoiou o acordo aprovado pelos parlamentares. Na avaliação da Confederação, as alterações promovidas pelos senadores representaram avanços em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, especialmente pela retirada do piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas profissionais de longa distância, preservando a negociação entre empregadores e trabalhadores por meio de acordos e convenções coletivas.

Desde o início da tramitação da MP nº 1.343/2026, a CNT apresentou contribuições técnicas voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica, da previsibilidade regulatória e da competitividade das empresas. Na avaliação da Confederação, a participação do setor na formulação de normas que interferem diretamente nas operações é fundamental para evitar distorções e garantir que as medidas considerem a realidade econômica do transporte rodoviário de cargas.

Com a conclusão da tramitação no Congresso Nacional, a matéria segue para avaliação do Poder Executivo, que poderá sancionar ou vetar dispositivos do texto aprovado. Nesse contexto, a reunião com Geraldo Alckmin amplia o diálogo do transporte com o governo federal em uma etapa estratégica para a definição do texto final.

“A CNT segue acompanhando a matéria e defendendo um ambiente regulatório que concilie segurança jurídica, equilíbrio nas relações do setor e condições para a competitividade e a sustentabilidade das empresas transportadoras”, ressaltou Valter Souza.

Participaram do encontro o presidente da Fenatac (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística) e do Conselho Regional do SEST SENAT no Centro-Oeste, Paulo Afonso Lustosa; a assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística, Edmara Claudino; e o assessor da Fenatac, Bruno Lustosa.

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Governo de São Paulo adia início da operação do pedágio free-flow nas rodovias Anchieta e Imigrantes

O governo do Estado de São Paulo adiou o início da cobrança do pedágio “free-flow” nas rodovias Anchieta e Imigrantes.

A cobrança eletrônica do pedágio estava prevista para começar em 1º de agosto. A nova data ainda não foi divulgada.

Até a entrada em operação do novo sistema, permanece a cobrança atual de R$ 40,60 nas praças existentes da Anchieta (Riacho Grande, km 31) e Imigrantes (Piratininga, km 32).

O valor cobrado faz do pedágio das rodovias que ligam a capital ao litoral paulista no mais caro do Brasil.

 

Críticas ao pedágio free-flow e reposicionamento dos pórticos

O governador Tarcísio de Freitas concordou em redefinir os locais das praças onde a cobrança será feita depois de críticas de moradores de um bairro de São Bernardo do Campo sobre o planejamento inicial.

O pórtico da Rodovia dos Imigrantes no sentido norte será reposicionado para a região do quilômetro 38, enquanto o pórtico do sentido sul permanecerá na altura do quilômetro 29. Já o equipamento da Anchieta será mantido no quilômetro 33.

De acordo com o governo paulista, a decisão foi tomada após diálogo e avaliações técnicas realizadas durante a implantação do sistema.

O reposicionamento permitirá “preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária, um dos objetivos do programa Siga Fácil”, como é chamado o sistema de cobrança free-flow, afirma o Palácio dos Bandeirantes.

 

Nova data ainda em aberto

O reposicionamento das praças de pedágio será realizado antes da entrada em operação do sistema de cobrança eletrônico.

Por isso foi necessário reprogramar a data de início do funcionamento do free-flow no sistema Anchieta-Imigrantes.

O governo paulista informou que a nova data será divulgada após a conclusão de procedimentos técnicos e administrativos.

Até o início, o sistema continuará funcionando como é hoje: com cobrança de R$ 40,60 apenas no sentido litoral.

Quando o free-flow começar a operar, o valor será dividido entre a descida e a subida da serra. Assim, o motorista vai pagar R$ 20,30 na ida e R$ 20,30 na volta.

 

Como funciona o free-flow

O free-flow permite que os veículos passem pelo pedágio sem parar na cabine ou reduzir a velocidade.

Toda vez que um veículo passar pelos pórticos eletrônicos, as câmeras vão fazer as leituras das placas dianteiras e traseiras dos veículos em todas as faixas da rodovia, inclusive de automóveis que estão em alta velocidade, em uma situação de neblina ou em casos de tráfego intenso.

As praças atuais do sistema Anchieta-Imigrantes, com cabines, serão desativadas e demolidas no decorrer dos próximos meses.

 

Fonte: Money Times

Participe da Pesquisa de Mercado do TRC 2026

A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país.

O levantamento será realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor.

A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento.

Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG).

A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Acesse o questionário e participe:
https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7

 

Fonte: NTC & Logística

Transportadoras devem se atentar às restrições de tráfego em Romaria/MG entre 1º e 15 de agosto

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Minas Gerais (3º Ofício de Uberlândia), expediu a Recomendação nº 13/2026 no âmbito do Procedimento Administrativo nº 1.22.003.001258/2024-66, direcionada à NTC&Logística para divulgar e orientar seus associados sobre as restrições de tráfego de veículos de grande porte na região do Triângulo Mineiro durante o período das festividades religiosas de Nossa Senhora da Abadia, no município de Romaria/MG.

A Portaria DER-MG nº 4.242, de 6 de fevereiro de 2026 traz as diretrizes para restrição do tráfego a fim de garantir a segurança viária dos romeiros que peregrinam pelas rodovias de acesso ao Santuário, como forma de mitigar o risco de acidentes graves, conforme abaixo:

1. Período da Restrição: de 1º a 15 de agosto de 2026.

2. A restrição aplica-se a veículos ou Combinações de Veículos de Carga (CVC) que excedam os limites regulamentares, com foco na fiscalização de veículos acima de 8 eixos, cujos limites gerais são:

• Largura máxima: 2,60 metros.
• Altura máxima: 4,40 metros.
• Comprimento total: 19,80 metros.
• Peso Bruto Total Combinado (PBTC): 58,5 toneladas.

3. Trechos Rodoviários Interditados

Nos dias e horários coincidentes com a Festa de Nossa Senhora da Abadia, o trânsito destes veículos fica proibido nos seguintes trechos:

• BR-365: Entre o km 476,20 (entroncamento com MGC-462, em Patrocínio) e o km 608 (entroncamento com o Anel Viário, em Uberlândia).

• MG-190:Entre o km 41 (entroncamento com MG-223, saindo de Monte Carmelo) e o km 104,4 (entroncamento com LMG-812, em Nova Ponte).

• MG-223:Entre o km 28 (entroncamento com BR-365, em Celso Bueno) e o km 87 (entroncamento com a BR-050, na saída para Araguari).

• LMG-748:Entre o km 41 (entroncamento com BR-050, em Araguari) e o km 35 (entroncamento com BR-365, em Indianópolis).

 

Na recomendação, o MPF ressalta que a mera aplicação de multa administrativa (art. 187, inciso I, do CTB), não será a única consequência, pois empresas identificadas descumprindo reiteradamente os bloqueios, poderão ser alvos de de Ações Civis Públicas, com a proibição de trafegar sob pena de multa diária, e a condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo em valores não inferiores a R$ 50.000,00.

Diante desse cenário, a NTC&Logística recomenda às empresas associadas que utilizam essas rotas que revisem, com antecedência, o planejamento logístico de suas frotas durante o período de restrição previsto na Portaria DER-MG, para evitar autuações e demais consequências administrativas e judiciais desnecessárias, mas também como medida de conscientização e responsabilidade coletiva, voltada à proteção da vida e da integridade dos romeiros.

 

Atenciosamente,

NTC&Logística

 

Fonte: NTC&Logística

ANTT atualiza pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou  a atualização dos coeficientes dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário remunerado de cargas. A revisão incorpora a variação acumulada de 3,54% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrada entre dezembro de 2025 e maio de 2026, além da atualização do preço de referência do óleo diesel S10 para R$ 6,97.

A atualização periódica está prevista na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC) e mantém a metodologia estabelecida pela Resolução ANTT nº 5.867/2020.

Atualização preserva metodologia de cálculo

A deliberação aprovada atualiza os coeficientes utilizados no cálculo dos pisos mínimos, sem alterações nos critérios previstos na regulamentação vigente.

Os valores permanecem calculados com base em tipo de carga, configuração do veículo, número de eixos carregados e características da operação. Os parâmetros utilizados para definição dos pisos mínimos aplicáveis ao transporte rodoviário remunerado de cargas permanecem inalterados.

Valores são atualizados conforme critérios previstos na regulamentação

A atualização incorpora a variação do IPCA e do preço de referência do óleo diesel S10, conforme os critérios previstos na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e na regulamentação vigente.

Os novos coeficientes passam a compor os valores de referência utilizados na contratação do transporte rodoviário remunerado de cargas de carga lotação.

Os valores estão no anexo da Resolução ANTT 6.084/2026.

 

Fonte: ANTT

Nota de Posicionamento – Medida Provisória nº 1.343/2026

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) acompanhou, de forma permanente, a tramitação da Medida Provisória nº 1.343/2026 e de seu respectivo Projeto de Lei de Conversão (006/2026), atuando institucionalmente junto à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, ao lado da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e com o apoio das entidades representativas do setor, para contribuir tecnicamente com o debate e defender os interesses do Transporte Rodoviário de Cargas.

Desde o início das discussões, a NTC&Logística manifestou entendimento de que alterações estruturais com impactos regulatórios, econômicos, operacionais e trabalhistas para o setor deveriam ser precedidas de uma análise técnica mais aprofundada e de um amplo processo de diálogo, envolvendo todos os agentes da Cadeia Produtiva, não se justificando o tratamento de matéria dessa envergadura mediante edição de medida provisória – votação e aprovação na Câmara dos Deputados sem a devida consulta a todos os entes envolvidos.

O Transporte Rodoviário de Cargas é uma atividade essencial para o abastecimento do país e reúne diferentes atores, como transportadoras, caminhoneiros autônomos, embarcadores, operadores logísticos, indústria, comércio, agronegócio, demais modais de transporte e, ao final da cadeia, o abastecimento da sociedade brasileira.

Por essa razão, qualquer mudança de grande alcance deve considerar os impactos sobre todo o ecossistema do transporte.

A NTC&Logística entende que o aperfeiçoamento das regras do setor é legítimo e necessário, mas defende que as soluções construídas para o Transporte Rodoviário de Cargas devem buscar o equilíbrio entre todas as partes envolvidas, promovendo segurança jurídica, previsibilidade, competitividade e condições adequadas para o desenvolvimento da atividade econômica.

A aprovação da matéria pelo Congresso Nacional, na seção realizada na última terça-feira (14/07/26) no Senado Federal, e agora sendo submetida à apreciação e sanção presidencial, ainda traz preocupações.

Houve avanços relevantes em relação à proposta inicial da Medida Provisória, e o debate permitiu a revisão de pontos que geravam preocupação para diversos segmentos da cadeia produtiva. No entanto, a NTC&Logística considera que ainda há temas que merecem acompanhamento permanente e aprofundamento técnico, razão pela qual o trabalho institucional da entidade continuará sendo desenvolvido junto aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A NTC&Logística reafirma seu compromisso com a construção de soluções equilibradas para o setor, sempre pautadas pelo diálogo, pela representação responsável e pela busca de medidas que assegurem o amplo exercício livre da atividade econômica no País e que contribuam para a eficiência logística, a viabilidade das empresas, a valorização dos profissionais do transporte, o fortalecimento do Transporte Rodoviário de Cargas brasileiro e a competitividade do Brasil no cenário mundial.

 

Brasília, 16 de julho de 2026.

Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística

 

Fonte: NTC&Logística

São Paulo planeja maior túnel rodoviário do Brasil

O governo de São Paulo prepara a construção do maior túnel rodoviário do Brasil na nova pista da Rodovia dos Imigrantes, em projeto que avança na fase de planejamento. A estrutura deve concentrar cerca de 80% do trajeto sob a Serra do Mar, entre a capital e a Baixada Santista.

 

Travessia da serra entra em nova fase

A proposta altera de forma profunda a travessia entre o planalto e o litoral, hoje um gargalo para o transporte de carga e o turismo na região. A Serra do Mar, trecho mais sensível da ligação, combina alta demanda de veículos, relevo acidentado e presença de Mata Atlântica preservada.

O novo traçado pretende modernizar esse corredor estratégico sem repetir o modelo de pistas em viadutos e cortes extensos na encosta. Com o túnel abrigando a maior parte da pista, o governo estadual tenta responder à pressão por mais capacidade viária e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental na serra.

 

Menos intervenção na Mata Atlântica

O desenho preliminar prevê que aproximadamente 80% do percurso da nova pista seja feito por dentro da montanha. A opção altera a lógica de expansão sobre a superfície, que historicamente abre clareiras, exige supressão de vegetação e interfere nos cursos d’água da Mata Atlântica.

A Serra do Mar abriga um dos últimos grandes contínuos desse bioma no país e concentra nascentes, fauna sensível e encostas instáveis. Colocar quase todo o caminho em túnel diminui a faixa de obra a céu aberto e restringe a área diretamente afetada.

Técnicos ouvidos ao longo da elaboração do conceito defendem que essa é a única forma de conciliar aumento de capacidade com preservação. A leitura é que, sem a solução subterrânea, qualquer ampliação da Imigrantes aprofundaria conflitos com órgãos ambientais e com a sociedade civil.

 

Infraestrutura, turismo e carga em jogo

A Rodovia dos Imigrantes segue como uma das principais portas de saída da produção industrial da Grande São Paulo rumo ao Porto de Santos e ao polo turístico da Baixada. Em fins de semana de verão e feriados prolongados, congestionamentos se arrastam por horas, com reflexos na economia local.

O governo aposta que a nova pista, apoiada no maior túnel rodoviário do país, alivie o tráfego e ofereça rota mais segura em trechos hoje marcados por neblina, curvas fechadas e riscos de deslizamentos. O transporte rodoviário de cargas deve ganhar previsibilidade e tempo menor de viagem, fator decisivo para a logística.

Para o turismo, uma travessia mais fluida tende a reduzir o custo de acesso às praias e estimular a ocupação hoteleira em períodos de alta. A expectativa na Baixada Santista é de reforço no fluxo de visitantes e no faturamento do comércio, condicionado, porém, ao cronograma da obra e à tarifa de pedágio que será praticada.

 

Desafio técnico e financeiro

A construção de um túnel de grande extensão sob a Serra do Mar se coloca, por outro lado, como um dos projetos mais complexos da engenharia rodoviária recente em São Paulo. A combinação de geologia heterogênea, lençóis d’água e necessidade de monitoramento constante de impactos exige tecnologia avançada e planejamento fino.

O setor de construção civil terá de lidar com escavações profundas, sistemas de ventilação em grande escala, saídas de emergência, drenagem e equipamentos de segurança adaptados ao alto fluxo de veículos. O custo total da obra ainda não é divulgado, mas a avaliação interna é que se trata de um investimento de longo prazo, com impacto relevante nos orçamentos públicos e nas concessões rodoviárias.

Ambientalistas acompanham com atenção os primeiros movimentos. A leitura predominante é que o conceito, em si, reduz a pressão direta sobre a Mata Atlântica, mas a execução precisa ser extremamente controlada para evitar danos subterrâneos, como alterações em cursos d’água e instabilidade de encostas.

 

Próximos passos e efeito demonstração

O projeto ainda não tem data definida para início das obras. As próximas etapas incluem detalhamento técnico do traçado, estudos de impacto ambiental, audiências públicas e definição de cronogramas e fontes de financiamento. Cada uma dessas fases pode impor ajustes, atrasos e até reconfigurações na extensão exata do túnel.

No governo paulista e entre órgãos de infraestrutura, a percepção inicial é positiva. A obra é tratada como chance de transformar um gargalo histórico em vitrine de infraestrutura com menor pegada ambiental, alinhada ao discurso de desenvolvimento sustentável.

Organizações ligadas ao meio ambiente, por sua vez, indicam que vão cobrar transparência na divulgação de dados, condicionantes rígidas nas licenças e monitoramento independente ao longo da construção e da operação. O sucesso ou o fracasso no cumprimento dessas etapas tende a definir o legado do projeto.

A longo prazo, a nova pista da Imigrantes e o maior túnel rodoviário do Brasil podem se tornar referência para obras em outras serras do país, hoje pressionadas pela demanda por novas ligações viárias. Se conseguir equilibrar mobilidade, segurança e preservação, o corredor entre São Paulo e litoral pode inaugurar um novo padrão de infraestrutura em áreas ambientalmente sensíveis.

 

Fonte: NC News

Empresas respondem por mais de dois terços do volume de cargas transportadas por rodovias

Dos alimentos que chegam aos supermercados aos insumos utilizados pela indústria, grande parte da produção brasileira depende do transporte rodoviário para percorrer o país. Por trás dessa movimentação, está um setor formado por diferentes perfis de operadores, no qual as empresas de transporte de cargas respondem pela maior parcela da atividade.

A dimensão dessa participação pode ser observada nos dados de produção do setor. Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), as ETCs (Empresas de Transporte de Cargas) são responsáveis por 68,45% do volume de carga transportada, medido em TKU (toneladas por quilômetro útil), enquanto os transportadores autônomos respondem por apenas 12%. Desse total, mais da metade está vinculada às ETCs na condição de agregados ou exclusivos, ficando a cargo dos autônomos algo em torno de 5% do volume transportado. O indicador relaciona a quantidade de carga transportada à distância percorrida e ajuda a dimensionar a participação de cada categoria na atividade.

A participação na produção contrasta com a composição do setor. Embora o Brasil tenha 816.806 transportadores autônomos cadastrados, diante de 319.286 empresas de transporte de cargas, as ETCs reúnem 1.971.232 veículos registrados no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Entre os autônomos, são 937.431 veículos.

A leitura conjunta dos indicadores revela que o número de operadores, isoladamente, não traduz a participação de cada categoria na produção do transporte. Mesmo em menor número entre os registros, as empresas reúnem cerca de 1,97 milhão de veículos e respondem por mais de dois terços da atividade medida em TKU.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os indicadores ajudam a compreender como está estruturado o transporte rodoviário de cargas e a dimensão da atividade empresarial no país. “Quando falamos em transporte rodoviário de cargas, estamos falando de uma atividade que faz parte do dia a dia de toda a sociedade. É o transporte que conecta a produção, movimenta mercadorias e atende às diferentes necessidades da economia brasileira. Os dados mostram a dimensão da participação das empresas nessa atividade e a importância de garantir condições para que o setor continue operando com eficiência e contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa.

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Free flow começa a operar na Anchieta e Imigrantes em 1º de agosto; veja como será a cobrança

Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) passarão a contar, a partir de 1º de agosto, com um novo sistema de cobrança de pedágio. O free flow (pórticos eletrônicos) permitirá que os veículos passem pelos pedágios sem precisar parar nas cabines. A cobrança será feita pelos pórticos instalados no Km 33 da Via Anchieta e no Km 29 da Rodovia dos Imigrantes, nos dois sentidos, perto das atuais praças de pedágio.

A informação é da diretora da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Raquel França Carneiro. Segundo ela, a mudança vai aumentar a fluidez do trânsito, reduzir acidentes e abrir caminho para a retirada definitiva das praças de pedágio ainda neste ano.

A principal mudança para os usuários será na forma de cobrança. Atualmente, os motoristas pagam R$ 40,60 apenas na descida da Serra do Mar. Com o free flow, haverá duas cobranças de R$ 20,30, uma em cada sentido.

Raquel afirma que a alteração beneficiará principalmente os caminhoneiros. Hoje, eles pagam a tarifa cheia na descida, quando estão com carga. Com o novo sistema, a tarifa será calculada separadamente em cada sentido e, como muitos retornam vazios e com menos eixos apoiados no solo, o valor da viagem de volta será menor.

Inicialmente, segundo a diretora, nada muda nas praças de pedágio das rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni. A adoção do free flow nesses trechos será discutida após a consolidação do modelo no Sistema Anchieta-Imigrantes.

A Artesp estima que 77% dos veículos que circulam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes já utilizam tag eletrônica — índice que chega a 71% entre os veículos de passeio e a 93% entre os comerciais. Para esses usuários, a cobrança continuará sendo automática.

Quem não possui tag poderá consultar os débitos e fazer o pagamento pela plataforma Siga Fácil, utilizando Pix, cartão de crédito ou os totens de autoatendimento da Ecovias Imigrantes.

Como determina a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o prazo para regularizar débitos de pedágios eletrônicos foi ampliado para 16 de novembro. Depois dessa data, deverá voltar a valer o prazo anterior, de 30 dias após a passagem pelos pórticos. Quem não fizer o pagamento estará sujeito a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Não haverá descontos para usuários frequentes, como ocorre em concessões mais recentes. Segundo Raquel Carneiro, o contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes substitui a tecnologia de cobrança, mas mantém o modelo tarifário atual.

Além da cobrança de pedágio, os pórticos farão parte do programa estadual Muralha Paulista, que compartilha informações em tempo real com a Polícia Militar Rodoviária. Os equipamentos identificam características dos veículos, como placa, categoria, peso e quantidade de eixos.

A diretora da Artesp destaca que a tecnologia tem 99,99% de precisão, mesmo em condições de chuva, neblina, placas parcialmente sujas ou veículos trafegando lado a lado.

Com a implantação do free flow, as atuais praças de pedágio permanecerão temporariamente abertas para a passagem livre dos veículos até que sejam parcialmente demolidas. A retirada definitiva das estruturas dependerá da implantação de um novo modelo de Operação Comboio, cujos testes terão início ainda no segundo semestre.

 

Fonte: G1 Santos

Programa do SEST SENAT que oferece gratuitamente mudança de categoria da CNH prorroga inscrições até 21 de julho

O SEST SENAT prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de inscrições para o público geral no Mais Motoristas. A iniciativa oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros.
O programa contempla a mudança da CNH para as categorias C, D ou E, além da capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT.
Para participar, é necessário:

  • ter, no mínimo, 19 anos;
  • saber ler e escrever;
  • possuir CPF;
  • estar com a CNH válida para a mudança de categoria pretendida;
  • não estar com o direito de dirigir suspenso;
  • não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, na página do programa Mais Motoristas.

Link para inscrições.

Link do edital.

Será gerado um ranking de seleção após o período de cadastros. O método prioriza mulheres no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico, demais mulheres e público geral. Candidatos desempregados e com maior número de dependentes diretos largam na frente na classificação.

 

Sobre o programa

Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional.
O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende do desenvolvimento contínuo de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.

Fonte: SEST SENAT