Programa do SEST SENAT que oferece gratuitamente mudança de categoria da CNH prorroga inscrições até 21 de julho

O SEST SENAT prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de inscrições para o público geral no Mais Motoristas. A iniciativa oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros.
O programa contempla a mudança da CNH para as categorias C, D ou E, além da capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT.
Para participar, é necessário:

  • ter, no mínimo, 19 anos;
  • saber ler e escrever;
  • possuir CPF;
  • estar com a CNH válida para a mudança de categoria pretendida;
  • não estar com o direito de dirigir suspenso;
  • não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, na página do programa Mais Motoristas.

Link para inscrições.

Link do edital.

Será gerado um ranking de seleção após o período de cadastros. O método prioriza mulheres no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico, demais mulheres e público geral. Candidatos desempregados e com maior número de dependentes diretos largam na frente na classificação.

 

Sobre o programa

Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional.
O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende do desenvolvimento contínuo de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.

Fonte: SEST SENAT

Terceira pista da Rodovia dos Imigrantes tem acesso direto ao Porto de Santos avaliado pelo Governo de São Paulo

Quase seis meses depois de receber oficialmente o projeto, o Governo do Estado ainda não tem definição sobre a possibilidade de incluir o Corredor Porto-Indústria (Copi) nas obras da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes.

Proposto pela Prefeitura de Cubatão, o Copi cria um acesso direto entre a futura pista e o Porto de Santos, sem passar pelas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni, retirando parte do fluxo de caminhões das áreas urbanas da cidade industrial e permitindo maior fluidez no transporte de cargas.

Apesar de a ideia ter sido apresentada em 29 de janeiro pelo prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), durante reunião com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a pasta respondeu, em nota, que “está analisando tecnicamente o projeto”. Antes, o Copi já tinha sido apresentado em audiência pública do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e submetido ao Conselho da Autoridade Portuária (CAP).

A Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) afirma que o fato de a proposta ter ligação com os estudos da futura terceira pista da Imigrantes faz com que seja avaliada “de forma integrada, considerando aspectos técnicos, operacionais, ambientais, logísticos e econômico-financeiros”. O Estado afirma manter “diálogo institucional com a Prefeitura de Cubatão e demais órgãos envolvidos”.

O Governo Estadual nada mencionou a respeito de uma possível parceria com a União no empreendimento, embora questionado pela Reportagem. O Governo Federal afirma que um estudo feito pela Infra S.A. sobre o corredor deve ser apresentado no final deste mês. A informação foi confirmada para A Tribuna pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em visita ao Porto de Santos, na última terça-feira.

Caso o resultado da análise seja favorável, Santoro disse que iniciará tratativas com o Estado.

O combinado

Concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a Ecovias Imigrantes explica que “o projeto da terceira pista (de responsabilidade da empresa) atende à solicitação do Governo do Estado para uma nova ligação entre a região do Planalto e a Baixada Santista, com vocação para veículos pesados, mínimo impacto ambiental e capacidade para atender a demanda de tráfego atual e futura”.

Segundo a empresa, “novos projetos ou obras complementares, que não estejam no escopo inicial, devem ser submetidos à análise e aprovação do Governo”.

 

Estudos

Com cerca de 13,5 quilômetros de extensão, o Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido, com acostamento e dimensionadas para tráfego pesado. De acordo com cálculos feitos pela Prefeitura, a via teria capacidade para circulação de até 20 mil veículos por dia.

Em nota, a Prefeitura informa que acompanha todas as discussões relacionadas ao projeto.

“Desde a apresentação da proposta, a Administração Municipal tem mantido diálogo institucional com os governos do Estado, Federal, a Infra S.A., autoridades ligadas ao setor de infraestrutura, logística e transportes, além de representantes da iniciativa privada e demais instituições envolvidas no desenvolvimento regional”.

A Prefeitura acrescenta que entende que empreendimentos dessa magnitude exigem análises técnicas aprofundadas e criteriosas, contemplando aspectos de engenharia, mobilidade, logística, meio ambiente, viabilidade econômico-financeira e integração com outros projetos estruturantes. “Por essa razão, respeita o trabalho que vem sendo conduzido pelos órgãos competentes e acompanha atentamente a evolução dos estudos”.

A Prefeitura de Cubatão considera “extremamente positiva” a participação de diferentes instituições na avaliação do projeto. “Não há espaço para disputas entre propostas ou protagonismos institucionais quando o objetivo é solucionar um dos principais gargalos logísticos do País”.

A Administração diz que toda contribuição técnica é bem-vinda e fortalece a construção de uma solução consistente. A Prefeitura defende ainda que o debate esteja concentrado na busca pela melhor alternativa para o interesse público, “seja por meio da integração do Copi à futura terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, seja por outro modelo de implantação que venha a ser considerado tecnicamente mais adequado”.

“O fundamental é que a região avance para uma solução definitiva. Os desafios enfrentados por Cubatão e pelo Porto são urgentes”.

 

Fonte: A Tribuna

Reforma Tributária gera corrida de transportadoras para revisar créditos de ICMS

A proximidade da transição da Reforma Tributária tem levado transportadoras de todo o país a intensificar a revisão de seus créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O movimento ganhou força após especialistas alertarem que os saldos existentes poderão representar um importante ativo financeiro durante a migração para o novo sistema tributário, enquanto eventuais erros ou créditos não aproveitados podem resultar em perdas definitivas.

A preocupação cresce especialmente entre empresas que acumulam créditos relacionados a combustíveis, peças, pneus e manutenção da frota, itens que possuem tratamento específico na legislação atual.

 

Empresas buscam recuperar créditos antes da transição

O setor de transporte vive uma verdadeira corrida para revisar sua escrituração fiscal. O objetivo é identificar créditos de ICMS que deixaram de ser apropriados nos últimos anos ou que ainda podem ser utilizados antes da substituição gradual do imposto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Segundo especialistas, muitas transportadoras nunca realizaram uma auditoria tributária completa e podem possuir valores relevantes que permanecem sem aproveitamento por falhas operacionais ou interpretações restritivas da legislação.

 

Combustível e manutenção estão entre os principais créditos

Entre os créditos mais analisados pelas empresas estão aqueles relacionados ao consumo de diesel, aquisição de pneus, compra de peças, manutenção dos veículos e demais insumos utilizados diretamente na atividade de transporte.

Embora a legislação varie conforme o estado e o tipo de operação, esses itens costumam concentrar parte significativa dos créditos tributários das transportadoras, tornando a revisão ainda mais estratégica neste momento de transição.

 

Reforma Tributária aumenta urgência

A implementação do IBS e da CBS mudará completamente a lógica da tributação sobre o consumo no Brasil. Durante o período de transição, empresas precisarão conviver simultaneamente com o modelo atual e o novo sistema, exigindo maior controle sobre seus créditos fiscais.

A movimentação das empresas ocorre porque os créditos de ICMS acumulados ao longo dos anos representam um ativo importante para o caixa das transportadoras, especialmente em um momento de aumento dos custos operacionais.

Nas operações de longa distância, de acordo com o levantamento da consultoria ILOS, o combustível responde, sozinho, por 39% dos custos totais do transporte rodoviário. A recente alta do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, elevou ainda mais essa despesa e reforçou a necessidade de recuperar créditos tributários que possam aliviar o impacto financeiro.

 

Auditoria tributária ganha papel estratégico

Diante desse cenário, escritórios de contabilidade e consultorias tributárias registram aumento na procura por revisões fiscais voltadas especificamente ao setor de transportes.

Além de recuperar valores eventualmente esquecidos, o trabalho busca validar a documentação fiscal, conferir a correta escrituração dos créditos e reduzir riscos de autuações futuras durante a convivência entre os dois modelos tributários.

A recomendação é que as empresas não aguardem o início efetivo da cobrança do IBS para realizar esse diagnóstico, já que a adaptação tecnológica e fiscal exigirá tempo e planejamento.

 

Planejamento será decisivo

Para especialistas, a Reforma Tributária transforma os créditos tributários em um dos principais pontos de atenção para o setor de transporte. Empresas que iniciarem agora a revisão de seus saldos terão mais condições de aproveitar os créditos existentes, ajustar seus sistemas e adaptar seus processos à nova realidade tributária.

Além da recuperação de créditos, o momento também exige revisão de contratos, parametrização dos ERPs e atualização das regras fiscais, preparando as transportadoras para a substituição gradual do ICMS pelo IBS ao longo do período de transição.

 

Fonte: APET

Frete mínimo e CIOT entram em nova fase de discussão no Congresso

A discussão sobre o frete mínimo voltou a ganhar força no transporte rodoviário de cargas com a tramitação da Medida Provisória 1.343/2026. O texto aprovado pela Câmara dos Deputados foi encaminhado ao Senado e ainda precisa ser analisado antes da conclusão do prazo de vigência da medida.

A proposta tem como eixo central o reforço das regras de controle e fiscalização das operações de transporte. Entre os principais pontos estão o cadastramento da operação, a geração do Código Identificador da Operação de Transporte, o CIOT, e medidas administrativas voltadas ao cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Na prática, o tema interessa diretamente a caminhoneiros autônomos, transportadoras, embarcadores e empresas que contratam frete. A intenção da medida é ampliar a rastreabilidade das operações e dificultar a contratação de transporte por valores abaixo do piso mínimo previsto para a atividade.

Para quem vive da estrada, a pauta tem impacto direto na remuneração da viagem. O frete mínimo é visto por muitos profissionais como uma proteção contra contratações que não cobrem os custos básicos da operação, especialmente em um cenário de diesel caro, pedágios reajustados, manutenção elevada, pneus, alimentação, estadia e tempo parado.

Do lado de setores produtivos, a preocupação está no efeito das regras sobre o custo logístico. Indústria, agro, comércio e embarcadores acompanham o tema porque mudanças na contratação do frete podem influenciar o preço final da movimentação de cargas, a flexibilidade das negociações e a competitividade das cadeias de abastecimento.

O debate, portanto, não se resume a uma disputa entre quem transporta e quem embarca. Ele envolve a tentativa de equilibrar remuneração mínima, fiscalização eficiente, segurança jurídica e viabilidade econômica para todos os lados da cadeia logística.

Além dos pontos ligados ao piso mínimo e ao CIOT, o texto aprovado pela Câmara recebeu outras alterações durante a tramitação. Por isso, a análise no Senado também deve envolver negociações sobre o alcance final da medida e sobre eventuais ajustes antes da votação.

Para o caminhoneiro autônomo, o acompanhamento é importante porque a MP pode influenciar a forma como as operações serão registradas, fiscalizadas e remuneradas nos próximos meses. Também pode alterar a relação entre motoristas, transportadoras, empresas contratantes e intermediadores de carga.

Enquanto a tramitação não é concluída, a recomendação é manter atenção aos canais oficiais, às entidades representativas e às próximas etapas no Congresso. No transporte rodoviário, mudanças nas regras do frete não ficam apenas no papel: elas aparecem na negociação da carga, na emissão dos documentos e no resultado final da viagem.

No centro da discussão está uma pergunta que segue aberta para o setor: como garantir que o transporte seja remunerado de forma justa sem comprometer a eficiência e a competitividade da logística brasileira?

 

Fonte: Revista Caminhoneiro

Índice CNT revela baixa confiança do transportador paulista e acende alerta para o setor

Amigos transportadores,

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou o resultado da Pesquisa Índice CNT de Confiança do Transportador, importante indicador que apresenta a percepção do setor em relação ao cenário atual e às expectativas para os próximos seis meses.

Em âmbito nacional, o índice permanece abaixo dos 50 pontos, o que demonstra que a confiança do transportador ainda se encontra em um patamar limitado. Ao mesmo tempo, quando observamos a evolução em relação às pesquisas anteriores, é possível identificar uma melhora gradual, sinalizando que parte do setor começa a enxergar perspectivas um pouco mais positivas para o ambiente político e econômico.

No entanto, quero chamar atenção para um dado que merece profunda reflexão. No Estado de São Paulo, o índice de confiança ficou em apenas 41,2%, o menor resultado registrado desde 2023.

Esse número não pode ser analisado de forma isolada. Ele reflete um conjunto de fatores que tem pressionado diariamente as empresas de transporte rodoviário de cargas.

Os juros elevados continuam dificultando investimentos, especialmente aqueles voltados à renovação de frota. As incertezas econômicas permanecem presentes, somadas às indefinições sobre temas essenciais para o setor, como a política de frete, o CIOT, o piso mínimo e outras questões regulatórias. Além disso, a desaceleração da atividade econômica impacta diretamente o transporte. Somos uma atividade-meio. Quando a economia reduz seu ritmo, o transporte sente os efeitos de forma imediata.

Esse cenário limita a capacidade das empresas de crescer, investir, gerar empregos e planejar o futuro com segurança.

É justamente diante desse contexto que a FETCESP tem intensificado sua atuação institucional.

Estamos trabalhando junto ao Governo Federal para ampliar alternativas de financiamento com juros mais acessíveis, de modo que o transportador tenha melhores condições para renovar sua frota e investir em eficiência, segurança e sustentabilidade. Também participamos ativamente das mesas de negociação, tanto em âmbito estadual quanto nacional, sempre defendendo melhores condições para o exercício da atividade transportadora.

Além disso, firmamos uma importante aproximação com a FIESP e o CIESP, com o objetivo de fortalecer o diálogo entre embarcadores e transportadores, reduzir gargalos da cadeia logística e construir soluções conjuntas para temas que impactam diretamente a competitividade do setor.

A Federação trabalha diariamente para contribuir com a construção de um ambiente mais favorável ao transporte rodoviário de cargas. No entanto, nenhuma entidade consegue avançar sozinha.

Quanto maior for a participação dos transportadores, maior será nossa força para negociar, representar e conquistar avanços concretos para todo o setor.

Por isso, faço um convite a cada empresário e transportador: participe do seu sindicato. É nesse espaço que construímos nossas pautas, fortalecemos nossa representatividade e defendemos, de forma organizada, os interesses da categoria.

Juntos, nossa voz tem muito mais força.

Tenho convicção de que, com união, diálogo e trabalho contínuo, criaremos as condições necessárias para recuperar a confiança do transportador e, nas próximas pesquisas, alcançar resultados mais positivos para o nosso setor.

 

Carlos Panzan

Presidente da FETCESP

Pesquisa CNT de Rodovias 2026 inicia etapa de campo para avaliar a infraestrutura viária do país

A CNT deu início, nessa segunda-feira (29), à etapa de campo da Pesquisa CNT de Rodovias 2026, o mais amplo e tradicional levantamento sobre as condições da infraestrutura rodoviária brasileira. Nesta edição, 23 pesquisadores percorrerão mais de 117 mil quilômetros de rodovias pavimentadas em aproximadamente 30 dias, um crescimento de 2,5% em relação a 2025.

A operação teve início em 13 cidades distribuídas pelas cinco regiões do país — com exceção de Macapá (AP), cuja equipe iniciará os trabalhos posteriormente — e avaliará rodovias de todos os estados do Brasil. A saída de campo é realizada em parceria com federações estaduais do transporte. Os pesquisadores partiram de Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Manaus (AM), Rio Branco (AC), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Maceió (AL) e Teresina (PI).

Reconhecida como referência nacional na avaliação da malha rodoviária, a Pesquisa CNT de Rodovias chega ao seu 31º ano abrangendo 100% das rodovias federais pavimentadas, os principais trechos estaduais e todas as rodovias concedidas. O levantamento permite acompanhar a evolução da infraestrutura ao longo do tempo e identificar os principais desafios enfrentados pelo transporte rodoviário, com o objetivo de servir de base para análises técnicas, estudos setoriais e tomadas de decisão.

Durante o trabalho de campo, os pesquisadores avaliarão as características do pavimento, da sinalização e da geometria das vias. Todo o percurso será registrado por câmeras instaladas nos veículos de pesquisa, enquanto os dados serão coletadas em sistema digital padronizado, garantindo precisão e uniformidade nos resultados.

A edição de 2026 da Pesquisa CNT de Rodovias incorpora novas soluções tecnológicas que tornam a coleta e o processamento das informações ainda mais ágeis, precisos e seguros. Entre as novidades estão a utilização de sensores em todas as rotas para ampliar os estudos sobre as condições do pavimento, a transmissão de dados via satélite em parte do percurso e a centralização do processamento em uma infraestrutura própria da CNT, com base em nuvem privada e recursos de inteligência artificial.

As inovações ainda incluem um sistema de identificação imediata de falhas nas imagens captadas em campo, reduzindo o tempo de correção de inconsistências, além da ampliação da avaliação remota das rodovias, empregada tanto na auditoria das rotas quanto no aprimoramento dos modelos de IA. Com essas melhorias, a Pesquisa ganha mais eficiência operacional, maior capacidade de processamento e ainda mais confiabilidade nos resultados.

A diretora executiva da Confederação, Fernanda Rezende, destaca que os resultados são amplamente utilizados por transportadores, investidores, pesquisadores e gestores públicos. “A Pesquisa CNT de Rodovias oferece um diagnóstico técnico da infraestrutura viária e transforma esse conhecimento em subsídios para tomada de decisão de gestores de empresas e do poder público, direcionamento de investimentos e ações que contribuam para um transporte mais seguro, eficiente e competitivo para o país”, afirma.

 

Pesquisa completa mais de três décadas como referência

Realizada há 31 anos, a Pesquisa forma uma série histórica que permite avaliar avanços, identificar gargalos e apoiar decisões estratégicas para o transporte e a logística. Com dados técnicos coletados de maneira padronizada e abrangente, o levantamento amplia o conhecimento sobre as condições das rodovias e reforça a importância dos investimentos em infraestrutura.

Nos últimos anos, a Pesquisa CNT de Rodovias passou por um processo contínuo de modernização tecnológica. O uso de ferramentas digitais, sistemas automatizados de análise e recursos de inteligência artificial amplia a capacidade de processamento das informações e contribuído para o aprimoramento da qualidade dos diagnósticos.

 

Fonte: CNT

STF libera a retomada dos processos sobre pejotização nas instâncias ordinárias, mas o julgamento de mérito ainda está pendente

Nos últimos anos, a matéria tem sido marcada por uma aparente tensão entre a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal (STF), que vem reconhecendo a constitucionalidade de diversas formas alternativas de organização produtiva e contratação de serviços, e parte da jurisprudência da Justiça do Trabalho, que frequentemente identifica fraude à legislação trabalhista e reconhece vínculos de emprego em determinadas situações concretas.

 

O que está sendo discutido no STF?

A controvérsia atualmente está submetida ao julgamento do Supremo Tribunal Federal no âmbito do ARE nº 1.532.603, ao qual foi atribuída repercussão geral sob o Tema nº 1.389. O processo teve origem em demanda envolvendo um corretor de seguros e uma seguradora, na qual o Tribunal Superior do Trabalho (TST) afastou o reconhecimento do vínculo de emprego e considerou válida a contratação mediante contrato de franquia. Entretanto, o STF entendeu que a discussão possui relevância jurídica, econômica e social suficiente para que a matéria seja analisada sob a sistemática da repercussão geral.

O Tema 1.389 não se limita ao exame de contratos de franquia. O STF analisará, de forma abrangente: a) a licitude da contratação de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços; b) a competência da Justiça do Trabalho para apreciar alegações de fraude em contratos civis ou comerciais; c) a distribuição do ônus da prova em processos que discutem a existência de fraude na contratação.

A tese a ser fixada pelo Supremo terá caráter vinculante e deverá ser observada por todos os órgãos do Poder Judiciário.

 

A suspensão nacional dos processos 

Em abril de 2025, o Ministro Gilmar Mendes, relator do processo, determinou a suspensão nacional de todas as ações que discutiam a licitude da contratação de trabalhadores autônomos ou de pessoas jurídicas para prestação de serviços. A medida alcançou processos em todas as fases processuais e em todos os graus de jurisdição.

Na ocasião, o relator destacou a multiplicação de demandas sobre o tema e o significativo número de reclamações constitucionais e recursos dirigidos ao STF em razão de decisões da Justiça do Trabalho que, segundo sua compreensão, nem sempre observavam a jurisprudência consolidada da Corte acerca da liberdade de organização produtiva e das formas alternativas de contratação.

A suspensão buscava, portanto, preservar a segurança jurídica e permitir que o Supremo fixasse uma orientação uniforme para todos os tribunais do país.

 

A recente decisão do ministro Gilmar Mendes

Recentemente, contudo, o Ministro Gilmar Mendes reviu parcialmente a medida anteriormente adotada.

Segundo o relator, a suspensão integral dos processos produziu um expressivo represamento da prestação jurisdicional, impedindo a produção de provas, retardando a solução das controvérsias e afetando inclusive demandas que, embora relacionadas ao tema, dependem de ampla instrução probatória.

Em razão disso, foi determinado o levantamento parcial da suspensão, permitindo que os processos voltem a tramitar normalmente perante as Varas do Trabalho e os Tribunais Regionais do Trabalho.

Assim, ficam novamente autorizados a produção de provas; a realização de audiências; a instrução processual; e o julgamento das ações nas instâncias ordinárias.

Todavia, a controvérsia não foi definitivamente solucionada.

Conforme consignado pelo próprio relator, após o julgamento pelos Tribunais Regionais do Trabalho, os processos permanecerão sobrestados até que o Supremo Tribunal Federal conclua o julgamento do Tema 1.389 e fixe a tese de repercussão geral.

 

O cenário atual de insegurança jurídica

A decisão do Ministro Gilmar Mendes elimina o represamento processual, mas não afasta a insegurança jurídica ainda existente.

Enquanto o STF não profere decisão definitiva sobre o mérito da controvérsia, continuarão sendo proferidas sentenças e acórdãos pelos órgãos da Justiça do Trabalho, muitas vezes adotando interpretações distintas acerca da licitude ou não de determinadas formas de contratação.

Nesse contexto, poderão coexistir decisões reconhecendo a validade da contratação autônoma ou empresarial e outras reconhecendo vínculos empregatícios em situações semelhantes.

Por essa razão, o julgamento definitivo do Tema 1.389 é aguardado com enorme expectativa pelos setores econômicos e pelas entidades empresariais, especialmente naquelas atividades em que historicamente são utilizadas formas alternativas de organização produtiva e prestação de serviços.

 

Reflexos para o setor de transporte rodoviário de cargas

O tema possui particular relevância para o transporte rodoviário de cargas.

O setor opera tradicionalmente com diferentes modalidades de contratação, dentre elas a prestação de serviços por transportadores autônomos e empresas de transporte contratadas, coexistindo relações de natureza civil, comercial e trabalhista.

Embora a controvérsia relativa à chamada “pejotização” não se confunda com os regimes jurídicos próprios do transporte rodoviário de cargas, especialmente aqueles disciplinados pela Lei nº 11.442/2007, é inegável que o futuro posicionamento do STF poderá influenciar a forma como a Justiça do Trabalho examina alegações de fraude e de reconhecimento de vínculo empregatício em determinadas modalidades de contratação.

Por essa razão, as empresas do setor devem acompanhar atentamente a evolução do Tema 1.389, mantendo especial atenção à estruturação documental das contratações, à autonomia efetivamente existente nas relações negociais e à produção de provas nas ações atualmente em tramitação.

 

Conclusão

A recente decisão do Ministro Gilmar Mendes não representa o julgamento da constitucionalidade da denominada “pejotização”. O Supremo Tribunal Federal ainda não definiu a tese de mérito no Tema nº 1.389.

O que houve foi apenas o levantamento parcial da suspensão nacional dos processos, permitindo que as ações voltem a tramitar e sejam julgadas nas instâncias ordinárias, de forma a evitar o significativo represamento da prestação jurisdicional.

A palavra final, contudo, ainda será dada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja futura decisão deverá estabelecer parâmetros definitivos acerca da licitude das contratações autônomas e empresariais e dos limites de atuação da Justiça do Trabalho na apreciação de alegadas fraudes nas relações de prestação de serviços.

 

Fonte: assessoria jurídica do SETCESP

Descarbonização do transporte exigirá 42 mil novos profissionais até 2050

A descarbonização do transporte rodoviário de cargas no Brasil exigirá investimentos de R$ 3,42 trilhões até 2050 e dependerá de uma combinação de diferentes tecnologias, além da expansão acelerada da infraestrutura de abastecimento e recarga em todo o país.

As projeções foram apresentadas por Rubens Filho, gerente executivo de Meio Ambiente do Pacto Global da ONU no Brasil, durante o painel “Transição energética na prática: eficiência, infraestrutura e competitividade”, realizado nesta terça-feira (1º), no Fórum Transporte Sustentável, promovido pela OTM Editora na fábrica da Scania, São Bernardo do Campo (SP).

Segundo o executivo, a descarbonização do transporte de longa distância não deverá ocorrer por meio de uma única solução tecnológica. O estudo “Roadmap para o Transporte Rodoviário Net Zero”, desenvolvido pelo Hub Biocombustíveis e Elétricos do Pacto Global da ONU, projeta um modelo baseado na coexistência de cinco alternativas energéticas: eletrificação, biodiesel renovável, diesel verde (HVO), biometano e hidrogênio verde.

A expectativa é que os veículos elétricos respondam por 63% da frota de caminhões de longa distância até 2050. O biodiesel renovável deverá representar cerca de 20% da frota, enquanto biometano e hidrogênio verde alcançarão participação de 6% cada. O diesel verde deverá responder por aproximadamente 5% do total.

 

Infraestrutura será gargalo

Um dos principais desafios apontados pelo estudo está na infraestrutura energética. O levantamento estima que o país precisará implantar cerca de 42 mil novos pontos de abastecimento e recarga para atender à futura frota de veículos de baixo carbono.

A expansão, segundo Rubens Filho, deverá considerar a infraestrutura já existente, a criação de corredores energéticos ao longo das principais rodovias e as vocações regionais de produção energética.

O estudo mostra, por exemplo, forte concentração dos eletropostos no eixo Sul-Sudeste, especialmente em São Paulo, que reúne praticamente metade da infraestrutura nacional atualmente instalada. Já a produção de biocombustíveis apresenta características regionais distintas, o que poderá favorecer estratégias diferenciadas de descarbonização no país.

 

Financiamento no centro da transição

O financiamento aparece como um dos principais entraves à descarbonização. De acordo com o roadmap, a maior parcela dos recursos necessários estará associada à renovação da frota, sobretudo em função do elevado custo de aquisição de caminhões elétricos e movidos a célula de combustível. Além disso, o estudo aponta a necessidade de aproximadamente R$ 12,9 bilhões anuais em incentivos e investimentos voltados à infraestrutura e ao desenvolvimento do ecossistema de abastecimento.

Na avaliação do Pacto Global, a transição energética no transporte rodoviário brasileiro é tecnicamente viável e poderá gerar impactos econômicos relevantes, incluindo a criação de até 888 mil empregos até 2050. Entretanto, o avanço dependerá da coordenação entre setor privado, governo, instituições financeiras e fornecedores de energia.

O estudo projeta que, com a adoção gradual das novas tecnologias, as emissões do transporte rodoviário de longa distância poderão ser reduzidas em 72,3% até 2050, evitando a emissão de aproximadamente 1,65 gigatonelada de CO₂ equivalente no período. Com isso, a participação do segmento nas emissões totais brasileiras cairia dos atuais 1,15% para cerca de 0,7%.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

STF suspende punições da NR-1 psicossocial por 90 dias

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu ontem (25), a eficácia sancionatória dos dispositivos da NR-1 que tratam de riscos psicossociais no trabalho. Por 90 dias, ficam proibidas autuações, multas e outras penalidades baseadas exclusivamente nesses itens da norma.

A decisão vale para todas as empresas do país, incluindo as do setor de transporte. O STF encaminhou o caso para tentativa de solução consensual com o governo federal dentro desse prazo de três meses.

Atenção: a NR-1 não foi revogada. Está suspensa a possibilidade de punição com base na disciplina psicossocial.

O SEST SENAT já oferece curso sobre NR-1 e riscos psicossociais para empresas do transporte. A CNT – Confederação Nacional do Transporte segue acompanhando de perto o tema.

Em breve, mais informações em cnt.org.br

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

COMJOVEM Santos realiza visita técnica à Terra Master

A COMJOVEM Núcleo Santos realizou sua sexta reunião mensal de 2026 em formato externo nesta sexta-feira (19), na sede da Terra Master Terminais. O encontro reuniu participantes do núcleo para conhecer de perto a estrutura da empresa e, na sequência, seguiu com uma visita técnica ao terminal.

A reunião foi um convite de Gabriel Veneziani, Coordenador Financeiro da Terra Master e membro da COMJOVEM Santos. “É uma honra receber a COMJOVEM aqui, agradecer sempre pela nossa parceria. Vamos conhecer um pouco da empresa, da história, dos nossos aposentos aqui. Espero que seja um dia de muito enriquecimento para todo mundo”, disse Veneziani.
Gabriel Alves, Coordenador do Núcleo Santos, destacou o porte da empresa visitada e agradeceu a recepção. “Conhecer toda a estrutura da empresa, uma empresa enorme, renomada aqui na Baixada Santista. Só agradecer pela recepção”, afirmou.

Os participantes também tiveram a oportunidade de ouvir um pouco da trajetória de Fernanda Veneziani, CEO da Terra Master, fundada em 2005 e conduzida como um negócio de família. “A gente trabalhou num processo aqui de governança corporativa para estruturar bem o modelo de sucessão. Nós temos um acordo de sócios muito bem definido, muito bem estruturado”, explicou.

Outro ponto abordado por Fernanda, que é advogada de formação, foi a importância da conformidade regulatória no setor. “As leis existem para serem cumpridas, independente de eu aceitar, de eu concordar. Os CIOTs, os fretes mínimos. A gente vai se adaptar rapidamente para cumprir”, afirmou, citando as recentes mudanças do CIOT.

Também participaram do encontro representantes da Transpocred, cooperativa de crédito especializada no segmento de transportes, logística e correios, que apresentaram aos membros da COMJOVEM Santos soluções de financiamento e crédito voltadas ao setor, como linhas para aquisição e renovação de frota, capital de giro e produtos de gestão financeira desenvolvidos especificamente para atender às necessidades do segmento de transportes e logística.

Após a reunião, o grupo seguiu para uma visita técnica ao terminal da Terra Master, conhecendo de perto a operação e a estrutura logística da empresa. Encontros como esse reforçam o propósito da COMJOVEM de aproximar jovens executivos do setor de transporte rodoviário de cargas e ampliar o conhecimento sobre diferentes modelos de negócio e operação na região da Baixada Santista.

 

Fonte: SINDISAN