Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Junho/2026)

1) 02/06/2026, das 17h40 às 19h40

Motivo: Congestionamento na Rodovia Anchieta pista sul baixada sentido litoral, devido ao excesso de veículos no acesso ao Porto Alemoa.

Terminais em Contingência: Todos os Terminais Margem Direita.

 

2) 03/06/2026, das 13h às 16h15

Motivo: Congestionamento na Rodovia Cônego Domênico Rangoni Trecho Baixada – Sentido Leste.

Terminais em Contingência: Todos os Terminais Margem Esquerda.

 

3) 12/06/2026, das 11h às 14h15

Motivo: Congestionamento na Av. Engenheiro Augusto Barata – Sentido Anchieta.

Terminais em Contingência: Terminais de Conteineres e Carga Geral da Margem Direita.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

Novos CIOT e MDF-e elevam pressão sobre transportadoras

As recentes mudanças nas regras do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) elevaram a complexidade operacional das transportadoras e exigirão investimentos adicionais em tecnologia, revisão de processos e governança documental. O alerta é da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), que vê um avanço da fiscalização eletrônica sobre o transporte rodoviário de cargas.

Segundo a entidade, o setor passa a operar sob um ambiente de controle cada vez mais integrado, no qual informações fiscais, regulatórias e operacionais são cruzadas automaticamente pelos sistemas da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nesse cenário, inconsistências cadastrais ou documentais podem resultar em impedimentos operacionais, autuações e atrasos na movimentação de cargas.

“O transporte já opera em um ambiente altamente regulado. O desafio é garantir equilíbrio entre fiscalização, segurança jurídica e viabilidade operacional para que as empresas consigam se adaptar sem comprometer produtividade e eficiência logística”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

 

Fiscalização integrada

A preocupação da entidade ganhou força após a ampliação da obrigatoriedade do CIOT promovida pela Medida Provisória nº 1.343/2026 e regulamentações posteriores da ANTT. O código passou a ser exigido em praticamente todas as operações de transporte remunerado realizadas por terceiros, incluindo contratações entre embarcadores e transportadoras, e também subcontratações.

Paralelamente, as alterações implementadas no MDF-e desde outubro de 2025 ampliaram o conjunto de informações obrigatórias e fortaleceram o monitoramento eletrônico das operações. Com os sistemas integrados, fretes informados abaixo dos pisos mínimos podem impedir a geração do CIOT, comprometendo a regularidade documental das viagens.

Desde 1º de junho, as transportadoras que operam em São Paulo também passaram a emitir um MDF-e distinto para cada unidade da Federação onde houver descarregamento da carga, exigência que amplia o nível de detalhamento das operações.

 

Primeiros impactos

Dados divulgados pela ANTT mostram que o novo sistema do CIOT registrou 534.908 operações entre os dias 24 e 29 de maio. No período, foram contabilizadas 469.883 operações declaradas, 53.038 encerradas e 11.932 canceladas.

A implantação ocorreu em meio a relatos de instabilidades sistêmicas e dificuldades operacionais, situação que, na avaliação da Fetcesp, reforça a necessidade de previsibilidade regulatória e estabilidade tecnológica para evitar impactos sobre a cadeia logística.

“O Transporte Rodoviário de Cargas reconhece a importância da formalização, da rastreabilidade e do combate às irregularidades. Porém, é fundamental que esse processo venha acompanhado de estabilidade dos sistemas, orientação técnica adequada e condições viáveis de adaptação. Estamos falando de uma atividade essencial para o abastecimento do país, que não pode conviver com insegurança operacional ou risco de paralisações por falhas sistêmicas”, avalia Panzan.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

COMJOVEM Salva Vidas 2026 mobiliza o Transporte Rodoviário de Cargas em campanha nacional de doação de sangue

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística e a Comissão de Jovens Empresários e Executivos do Transporte Rodoviário de Cargas (COMJOVEM) promovem mais uma edição da Campanha de Doação de Sangue COMJOVEM Salva Vidas. Realizada anualmente, entre os meses de junho, julho e agosto, a iniciativa mobiliza empresários, lideranças, colaboradores, familiares e a sociedade em torno de uma causa que salva vidas e contribui para a manutenção dos estoques dos hemocentros em um dos períodos mais sensíveis do ano.

Os meses de inverno costumam registrar uma redução no número de doadores, impactando diretamente os estoques de sangue em diversas regiões do país. Por esse motivo, a campanha busca conscientizar e incentivar a participação de empresas, entidades, colaboradores, familiares e da sociedade em geral em uma ação simples, mas capaz de salvar vidas.

Criada em 2017, a Campanha COMJOVEM Salva Vidas, projeto da NTC&Logística, tornou-se uma das mais importantes iniciativas de responsabilidade social desenvolvidas pela COMJOVEM. Desde o seu lançamento, a campanha já contabiliza mais de 5 mil doações de sangue e mais de 300 inscrições no Cadastro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Os números refletem o espírito de solidariedade, cidadania e compromisso social dos integrantes da COMJOVEM, além do engajamento de empresários, colaboradores, familiares e apoiadores da causa em todo o Brasil.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde reforçam a importância dessa mobilização. Em 2025, o Governo Federal informou que o Brasil registrou 831.518 bolsas de sangue coletadas apenas nos cinco primeiros meses do ano. Apesar dos números expressivos, o Ministério da Saúde segue promovendo campanhas de conscientização para ampliar o número de doadores regulares e garantir estoques seguros em todas as regiões do país, especialmente durante os meses mais frios, quando a procura pelos hemocentros costuma diminuir.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a campanha demonstra a capacidade de o Transporte Rodoviário de Cargas contribuir de forma efetiva com a sociedade.

“A Campanha COMJOVEM Salva Vidas representa um dos mais belos exemplos de união e responsabilidade social do nosso setor. Ao longo dos anos, vimos milhares de pessoas se mobilizarem em torno de uma causa que impacta diretamente a vida de quem mais precisa. Embora a campanha tenha um reforço especial entre os meses de junho, julho e agosto, a doação de sangue é uma necessidade permanente dos hemocentros e deve ser incentivada durante todo o ano. Cada doação representa esperança para muitas famílias e a oportunidade de salvar vidas”, destaca Rebuzzi.

O coordenador nacional da COMJOVEM, Hudson Rabelo, ressalta que o sucesso da campanha está diretamente ligado ao envolvimento dos Núcleos espalhados por todo o Brasil.

“A cada edição da Campanha COMJOVEM Salva Vidas, reforçamos o compromisso da nossa comissão com a solidariedade e com a construção de um setor cada vez mais conectado às necessidades da sociedade. O engajamento dos Núcleos, das empresas, dos colaboradores e de seus familiares é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Mais do que números, estamos falando de vidas que podem ser salvas por meio de um gesto simples. Nosso convite é para que todos participem, mobilizem suas equipes e fortaleçam ainda mais essa corrente do bem em todo o Brasil”, afirma Hudson.

A participação na campanha é simples. Após realizar a doação em um hemocentro, o participante deve encaminhar o comprovante aos representantes dos Núcleos da COMJOVEM, sindicatos, federações ou associações vinculadas à NTC&Logística. Esses comprovantes serão utilizados para a contabilização nacional da campanha, permitindo mensurar o impacto da mobilização promovida pelo setor em todo o Brasil.

A NTC&Logística e a COMJOVEM reforçam que a doação de sangue é um procedimento seguro, rápido e fundamental para a manutenção dos atendimentos hospitalares em todo o país. Embora a campanha tenha seu período de mobilização concentrado entre junho e agosto, a necessidade de doações existe durante todo o ano. Por isso, o convite permanece: doe sangue, incentive outras pessoas a participarem e ajude a salvar vidas.

 

Fonte: NTC&Logística

ANTT esclarece conceito de carga lotação e atende questionamento da NTC&Logística

A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, por meio da Superintendência de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC), respondeu oficialmente à Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística – NTC&Logística sobre as dúvidas relacionadas ao conceito de carga lotação e à aplicação das novas regras para geração do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

O retorno da Agência ocorreu após manifestação encaminhada pela NTC&Logística, que demonstrou preocupação quanto à interpretação da Portaria SUROC nº 06/2026, especialmente em operações realizadas para um único contratante, mas amparadas por múltiplos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e) ou Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e). A principal dúvida era se essas operações poderiam ser automaticamente enquadradas como carga lotação e, consequentemente, submetidas à Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

No documento, a ANTT esclarece que a Portaria SUROC nº 6/2026 foi alterada pela Portaria SUROC nº 16/2026 justamente para conferir maior clareza às regras operacionais relacionadas ao CIOT e garantir compatibilidade com o conceito de carga lotação já estabelecido pela Resolução ANTT nº 5.867/2020. Segundo a Agência, o cadastramento operacional das informações para geração do CIOT possui caráter instrumental e não altera, amplia ou substitui os requisitos normativos exigidos para caracterização da carga lotação.

A ANTT reforçou que, para que uma operação seja considerada carga lotação para fins de aplicação do piso mínimo de frete, é necessário o atendimento cumulativo de todos os requisitos previstos na Resolução nº 5.867/2020, entre eles a existência de um único contrato de transporte, um único contratante, utilização exclusiva da composição veicular, um único par origem-destino e a emissão de um único CT-e ou NF-e.

Dessa forma, a Agência destacou que operações realizadas para um único contratante, mas que envolvam múltiplos CT-e, múltiplas NF-e ou diversos pontos de origem e destino, não serão automaticamente submetidas ao piso mínimo de frete, mas apenas para fins de cadastramento da operação para geração do CIOT.

Para a NTC&Logística, o posicionamento da Agência traz maior segurança jurídica ao setor, ao confirmar que as exigências operacionais relacionadas ao CIOT não modificam o conceito normativo de carga lotação definido pela Resolução 5.867/2020. O esclarecimento também contribui para reduzir interpretações divergentes e garantir maior previsibilidade às operações de Transporte Rodoviário de Cargas.

A entidade segue acompanhando atentamente os desdobramentos relacionados ao cadastramento das operações e geração do CIOT, e às normas que impactam diretamente as empresas transportadoras, mantendo diálogo permanente com a ANTT em defesa da segurança jurídica e da competitividade do setor.

Leia a íntegra do Ofício aqui.

 

Fonte: NTC&Logística

CNT quer entender percepção de empresários do transporte rodoviário de cargas sobre o cenário econômico e suas perspectivas

A CNT inicia, no próximo dia 28 de maio, uma nova coleta do Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas, que acompanha a percepção dos empresários do setor sobre o cenário econômico, o ambiente de negócios e as suas expectativas para os próximos seis meses.

Nesta edição, o levantamento amplia seu alcance. Além de Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo passam a participar da sondagem, fortalecendo a representatividade regional da pesquisa. As coletas serão realizadas até 14 de junho, em parceria com as federações estaduais do transporte, evidenciando a atuação conjunta da CNT e das entidades regionais na mobilização do empresariado e na geração de informações estratégicas para o setor de transporte e logística.

Com apenas seis perguntas objetivas, o questionário pode ser preenchido em menos de cinco minutos. Todas as informações são tratadas de forma confidencial e agregada, sem identificação individual das empresas participantes. Os resultados consolidados da pesquisa serão divulgados no dia 25 de junho.

O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas é um importante instrumento de acompanhamento das expectativas do setor desde 2023, permitindo identificar tendências econômicas, avaliar o ambiente de negócios e subsidiar o planejamento das empresas transportadoras.

“Além de acompanhar o nível de confiança do empresariado, o levantamento ajuda a identificar tendências e desafios que impactam diretamente a atividade transportadora. A entrada de Minas Gerais e Espírito Santo amplia a abrangência da pesquisa e fortalece a leitura estadual, e agora em toda a região Sudeste, sobre o ambiente de negócios no transporte rodoviário de cargas”, afirma a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

A articulação com os empresários conta com a parceria das seguintes federações:

• Santa Catarina – Fetrancesc
• Rio Grande do Sul – Fetransul
• Rio de Janeiro – Fetranscarga
• São Paulo – Fetcesp
• Minas Gerais – Fetcemg
• Espírito Santo – Fetransportes

Acesse cnt.org.br/ict e participe!

 

Fonte: Fetcesp

Rodovia Anchieta terá mudanças com nova área, alargamento de curvas e outras melhorias no litoral de São Paulo; confira

A descida da serra na Rodovia Anchieta, no litoral de São Paulo, passará por uma série de intervenções para acompanhar o crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos. O Governo do Estado anunciou um pacote de obras de R$ 58 milhões, que inclui a de uma nova área de escape na Anchieta, além de adequações em curvas e melhorias operacionais para permitir a circulação mais segura de caminhões de grande porte no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), na Baixada Santista.

As obras têm como principal objetivo preparar a Rodovia Anchieta para receber as chamadas Combinações de Veículos de Carga (CVCs) de até 30 metros de comprimento e 74 toneladas. A expectativa é aumentar a eficiência logística do corredor que liga a Região Metropolitana de São Paulo ao maior porto da América Latina.

 

Intervenções

Entre as intervenções previstas na Via Anchieta estão o alargamento de curvas no trecho de serra, implantação de uma nova área de escape na pista Norte, reforço de sinalização, instalação de câmeras e painéis eletrônicos de monitoramento, melhorias na iluminação e nos serviços de atendimento aos usuários.

“Estamos fortalecendo um dos corredores logísticos mais importantes do Brasil”, afirma o secretário de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, ao destacar que o foco está na operação da serra e na proteção dos caminhoneiros.

De acordo com dados da Pesquisa CNT de Rodovias, a malha rodoviária lidera os índices de qualidade no país, com 14 das 20 melhores rodovias.

 

Cronograma

Segundo o Governo do Estado, as obras devem ser concluídas até o primeiro semestre de 2027. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas à modernização dos acessos ao Porto de Santos, responsável por concentrar uma parcela significativa das exportações e importações brasileiras. No ano passado, o caís santista movimentou 186,4 milhões de toneladas.

Com o investimento, a expectativa é reduzir riscos operacionais, aumentar a segurança dos motoristas e ampliar o escoamento de cargas em um dos principais corredores rodoviários do Brasil.

 

Fonte: A Tribuna

Move Brasil: BNDES abre protocolo para recebimento de propostas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, na última sexta-feira (29), o protocolo para recebimento de solicitações de financiamento da segunda edição do programa “Move Brasil”. A iniciativa do Governo Federal disponibilizará R$ 21,2 bilhões para a renovação da frota nacional de veículos pesados, incluindo caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários fabricados no Brasil.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa procura modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional.

De acordo com o MDIC, esse eixo do “Move Brasil” é voltado a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. A pasta destacou que a compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.

 

Ccomo aderir ao Move Brasil?

Para aderir ao programa, os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES, que não realiza operações diretas com os clientes finais nessa modalidade. Segundo o MDIC, o agente financeiro será responsável por analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa.

O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. No entanto, a pasta apontou que o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.

 

Regras do programa

Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8, conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018.

No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ainda divulgou as diferentes condições de financiamento. Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência.

Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até seis meses de carência. No caso de empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até seis meses de carência.

De acordo com o MDIC, o “Move Brasil” prevê um limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo. Além disso, o programa admite utilizar fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.

As taxas de juros podem alcançar níveis competitivos em relação aos praticados pelo mercado, ficando em torno de 13% ao ano.

 

Renovação da frota brasileira

O lançamento do “Move Brasil – Caminhões e Ônibus” aconteceu após a forte demanda registrada pelo “Mover”, programa do governo do Brasil criado para financiar a aquisição de caminhões novos e seminovos. Conforme divulgado pelo MDIC, entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o “Mover” registrou consumo superior a R$ 9,7 bilhões, com 8.444 operações, 5.135 clientes atendidos e mais de 15,6 mil caminhões financiados.

“É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”, apontou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. “Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados”, ressaltou.

Durante o lançamento da nova edição do “Move Brasil”, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitou o esforço dos presentes, que inclui representantes de bancos e ministros, para a realização do projeto.

“Então eu queria pedir para vocês, vamos fazer isso com muito carinho. Se a gente fizer isso e der certo para os autônomos, a gente tem chance de dizer que vamos, uma vez na vida, renovar de verdade a frota dos caminhões e ônibus nesse país”, ressaltou Lula.

Do valor total da linha de crédito, R$ 14,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além dos veículos e implementos, o MDIC destacou que também poderão ser financiados itens associados à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, desde que contratados em conjunto com o financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.

 

Fonte: Mundo Logística

Fim da escala 6×1 avança em Brasília; entenda os impactos imediatos para o transporte de cargas

O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal reacendeu o alerta no transporte rodoviário de cargas, um dos setores mais dependentes de operação contínua e intensiva em mão de obra do país.

Com expectativa de aprovação da PEC ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, o setor empresarial já se articula no Senado para ampliar o prazo de transição da medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na segunda-feira (25) que a proposta terá um período de adaptação de um ano para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

“Após 60 dias da promulgação da PEC, colocaremos no texto a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano, não mais do que isso”, declarou Motta.

O parlamentar também afirmou que há três pontos considerados “inegociáveis” pela Câmara e pelo governo: a redução da jornada semanal, o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários.

“Partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo. Temos ampla convergência nessas três situações que trazem para o trabalhador uma nova realidade”, afirmou.

 

Mudança pode elevar o frete?

A sinalização elevou a preocupação no transporte de cargas, setor que opera 24 horas por dia e já enfrenta forte escassez de mão de obra. Embora empresários tentem negociar mudanças no cronograma de implementação junto ao Senado, o clima em Brasília é de aprovação da PEC ainda em 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende ampliação da transição para quatro anos, com redução gradual de uma hora anual até atingir as 40 horas semanais.

No transporte de cargas, porém, a discussão ganhou contornos ainda mais delicados. Entidades afirmam que a mudança pode pressionar custos, elevar o frete e aprofundar um problema que já desafia empresas em todo o país: a falta de motoristas profissionais.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) já manifestou preocupação oficial com os efeitos da proposta. Segundo a entidade, o transporte é uma atividade essencial, opera de forma contínua e já enfrenta dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.

Levantamento da CNT mostra que 65,1% das transportadoras e 53% das empresas de transporte urbano já relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. Além disso, a entidade estima que o impacto adicional para o setor pode variar entre R$ 11,9 bilhões e R$ 28,2 bilhões, dependendo do formato final aprovado para a redução da jornada.

A preocupação é reforçada pelo peso da folha nas operações logísticas. Dados do setor indicam que a mão de obra representa entre 30% e 40% dos custos do transporte rodoviário de cargas. Na prática, isso significa que qualquer alteração na jornada pode gerar necessidade de novas contratações, reorganização de turnos e aumento imediato do custo operacional.

A possível revisão da escala 6×1 também acendeu alerta entre empresários do Paraná. Na região de Londrina, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar Londrina) avalia que mudanças na jornada podem ampliar gargalos operacionais, pressionar custos e agravar a escassez de mão de obra.

“O transporte de cargas funciona em um sistema que exige continuidade e previsibilidade. Hoje já enfrentamos escassez de motoristas. Alterações sem considerar essa realidade podem elevar custos e reduzir a capacidade de atendimento”, afirma Silvio Kasnodzei, presidente do Setcepar Londrina.

Por outro lado, um estudo da NTC&Logística reforça o cenário de pressão sobre o setor. Segundo a entidade, cerca de 88% das transportadoras têm dificuldade para contratar motoristas, situação que já provoca ociosidade de frota e limita a capacidade operacional das empresas.

 

Efeito em operações especializadas

A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), que representa empresas responsáveis pelo transporte de combustíveis, químicos e gás, afirma que a mudança pode agravar a escassez de profissionais em um segmento que já opera no limite.

“Há transportadoras que hoje estão com 50 motoristas a menos do que o necessário para completar o quadro. Se você altera a escala sem planejamento, esse número pode crescer ainda mais”, afirmou o presidente da entidade, Oswaldo Caixeta, em entrevista recente ao Videocast Transporte Moderno.

Segundo ele, a necessidade de ampliar equipes para compensar a redução da jornada esbarra na dificuldade de encontrar motoristas habilitados e treinados para operações de alto risco. “Se hoje já faltam 50, vai faltar muito mais. Isso é fato. E alguém vai pagar essa conta”, declarou.

No transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas do país, empresas avaliam que o impacto poderá atingir diretamente o frete, principalmente em operações de longa distância e serviços que exigem funcionamento ininterrupto.

“Quando o custo da operação aumenta, há impacto no valor do frete, que acaba sendo repassado ao longo da cadeia, afetando prazos e preços”, afirma Kasnodzei.

Centros de distribuição, operações de última milha e transportadoras voltadas ao comércio eletrônico também acompanham o debate com preocupação. A necessidade de manter entregas rápidas e operações contínuas pode exigir reforço de equipes em um cenário já marcado por margens apertadas.

 

Mais produtividade para as empresas

Ao mesmo tempo, a discussão escancara um problema estrutural do transporte brasileiro: a profissão de motorista perdeu atratividade nos últimos anos. Longas jornadas, pressão por produtividade, excesso de tempo fora de casa e desgaste físico aparecem entre os principais fatores que afastam jovens da atividade. Parte dos especialistas do setor avalia que jornadas menos exaustivas poderiam ajudar a reduzir turnover, acidentes e evasão de trabalhadores.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a medida pode gerar benefícios inclusive para as empresas, com ganhos de produtividade e redução de faltas. “Vamos melhorar a produtividade da economia brasileira, preencher vagas abertas e reduzir o número de faltas. Não vai ter setor da economia que será prejudicado”, declarou.

Já o relator da PEC, deputado Leo Prates (PDT-BA), classificou a proposta como uma transformação histórica nas relações de trabalho. “Este é um momento histórico. É a maior reforma na qualidade de vida. Estamos falando sobre as pessoas e sobre o futuro”, afirmou.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

IET alerta para risco de paralisação no transporte por falha no CIOT

O IET (Instituto de Estudos do Transporte e Logística) alertou para riscos de paralisação no transporte rodoviário de cargas após falhas registradas no novo sistema de validação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), exigido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) desde domingo (24).

Segundo o IET, falhas sistêmicas têm impedido a emissão de documentos essenciais, como o MDF-e e o CT-e, travando a circulação de caminhões.

O presidente do Instituto, Cristiano José Baratto, afirmou que o problema pode comprometer a distribuição de mercadorias, já que o próprio sistema eletrônico impede automaticamente o início das viagens quando há falhas na validação dos documentos.

Em comunicado, o Instituto pediu medidas emergenciais à ANTT, como suspensão temporária das novas validações, interrupção de autuações e criação de um período de adaptação operacional até a estabilização completa do sistema.

 

Fonte: Agência Infra

Governo diz que deve decidir sobre aumento de etanol na gasolina em junho

A reunião do conselho de ministros CNPE para discutir um aumento na mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% deve ocorrer na primeira quinzena de junho, e uma decisão confirmando o avanço da mescla é esperada, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, nesta segunda-feira (25).

Segundo ele, a discussão sobre o estabelecimento do E32 será uma mera formalidade porque o aumento da mistura de etanol na gasolina tem apoio de todos, em momento em que o governo brasileiro adota medidas para mitigar efeitos da alta do petróleo.

“Já está na pauta, o governo já anunciou a medida. Falta deliberar… é uma formalidade porque imagino que no CNPE não vai ter oposição”, afirmou Rosa a jornalistas durante evento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“No caso do etanol, não há dúvida, porque até 32% não há problema algum para motorização”, disse.

A possibilidade de um aumento da mistura já havia sido divulgada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ao final de abril que a mescla deveria aumentar.

Uma reunião anterior do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) chegou a ser marcada, mas teve de ser adiada devido à visita de Lula aos Estados Unidos, segundo Silveira.

O centro-sul, principal região produtora de etanol do Brasil, poderá produzir um volume recorde de etanol neste ano, com usinas destinando mais cana para o biocombustível, em detrimento do açúcar, com as produtividades agrícolas mais elevadas e também com o crescimento da fabricação do etanol de milho.

O ministro de Desenvolvimento disse ainda que um aumento maior da mistura, para 35%, depende de estudos adicionais.

Ele opinou que os impactos dos preços do petróleo estão contidos e que não há riscos de explosão das cotações domésticas, já que o Brasil anunciou planos de subvencionar os valores.

Mas adiantou que, se necessário, outras medidas poderiam ser tomadas em relação a prazos e valores dos subsídios.

 

Fonte: CNN