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Participe da Pesquisa de Mercado do TRC 2026

A NTC&Logística deu início a uma nova edição da Pesquisa de Mercado do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), com o objetivo de avaliar o cenário econômico do setor no primeiro semestre de 2026 e reunir informações estratégicas sobre os desafios, oportunidades e tendências que impactam as empresas transportadoras em todo o país.

O levantamento será realizado por meio de um questionário objetivo e de fácil preenchimento, composto por perguntas de múltipla escolha. A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a realidade do transporte rodoviário de cargas, contribuindo para a elaboração de análises, estudos e ações voltadas ao fortalecimento do setor.

A participação das empresas é fundamental para garantir a representatividade dos dados coletados e permitir a construção de um panorama atualizado e confiável da atividade transportadora no Brasil. As informações obtidas também servirão de base para discussões institucionais e para o desenvolvimento de estratégias que atendam às demandas do segmento.

Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados durante a segunda edição de 2026 do CONET&Intersindical (Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado), que será realizada no dia 27 de agosto, em Ouro Preto (MG).

A NTC&Logística convida todas as empresas transportadoras a participarem da pesquisa e contribuírem para o fortalecimento da representação e do desenvolvimento do Transporte Rodoviário de Cargas.

Acesse o questionário e participe:
https://forms.gle/ktGbDcBM3KQfMPyB7

 

Fonte: NTC & Logística

Governo de São Paulo adia início da operação do pedágio free-flow nas rodovias Anchieta e Imigrantes

O governo do Estado de São Paulo adiou o início da cobrança do pedágio “free-flow” nas rodovias Anchieta e Imigrantes.

A cobrança eletrônica do pedágio estava prevista para começar em 1º de agosto. A nova data ainda não foi divulgada.

Até a entrada em operação do novo sistema, permanece a cobrança atual de R$ 40,60 nas praças existentes da Anchieta (Riacho Grande, km 31) e Imigrantes (Piratininga, km 32).

O valor cobrado faz do pedágio das rodovias que ligam a capital ao litoral paulista no mais caro do Brasil.

 

Críticas ao pedágio free-flow e reposicionamento dos pórticos

O governador Tarcísio de Freitas concordou em redefinir os locais das praças onde a cobrança será feita depois de críticas de moradores de um bairro de São Bernardo do Campo sobre o planejamento inicial.

O pórtico da Rodovia dos Imigrantes no sentido norte será reposicionado para a região do quilômetro 38, enquanto o pórtico do sentido sul permanecerá na altura do quilômetro 29. Já o equipamento da Anchieta será mantido no quilômetro 33.

De acordo com o governo paulista, a decisão foi tomada após diálogo e avaliações técnicas realizadas durante a implantação do sistema.

O reposicionamento permitirá “preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária, um dos objetivos do programa Siga Fácil”, como é chamado o sistema de cobrança free-flow, afirma o Palácio dos Bandeirantes.

 

Nova data ainda em aberto

O reposicionamento das praças de pedágio será realizado antes da entrada em operação do sistema de cobrança eletrônico.

Por isso foi necessário reprogramar a data de início do funcionamento do free-flow no sistema Anchieta-Imigrantes.

O governo paulista informou que a nova data será divulgada após a conclusão de procedimentos técnicos e administrativos.

Até o início, o sistema continuará funcionando como é hoje: com cobrança de R$ 40,60 apenas no sentido litoral.

Quando o free-flow começar a operar, o valor será dividido entre a descida e a subida da serra. Assim, o motorista vai pagar R$ 20,30 na ida e R$ 20,30 na volta.

 

Como funciona o free-flow

O free-flow permite que os veículos passem pelo pedágio sem parar na cabine ou reduzir a velocidade.

Toda vez que um veículo passar pelos pórticos eletrônicos, as câmeras vão fazer as leituras das placas dianteiras e traseiras dos veículos em todas as faixas da rodovia, inclusive de automóveis que estão em alta velocidade, em uma situação de neblina ou em casos de tráfego intenso.

As praças atuais do sistema Anchieta-Imigrantes, com cabines, serão desativadas e demolidas no decorrer dos próximos meses.

 

Fonte: Money Times

Transportadoras devem se atentar às restrições de tráfego em Romaria/MG entre 1º e 15 de agosto

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República em Minas Gerais (3º Ofício de Uberlândia), expediu a Recomendação nº 13/2026 no âmbito do Procedimento Administrativo nº 1.22.003.001258/2024-66, direcionada à NTC&Logística para divulgar e orientar seus associados sobre as restrições de tráfego de veículos de grande porte na região do Triângulo Mineiro durante o período das festividades religiosas de Nossa Senhora da Abadia, no município de Romaria/MG.

A Portaria DER-MG nº 4.242, de 6 de fevereiro de 2026 traz as diretrizes para restrição do tráfego a fim de garantir a segurança viária dos romeiros que peregrinam pelas rodovias de acesso ao Santuário, como forma de mitigar o risco de acidentes graves, conforme abaixo:

1. Período da Restrição: de 1º a 15 de agosto de 2026.

2. A restrição aplica-se a veículos ou Combinações de Veículos de Carga (CVC) que excedam os limites regulamentares, com foco na fiscalização de veículos acima de 8 eixos, cujos limites gerais são:

• Largura máxima: 2,60 metros.
• Altura máxima: 4,40 metros.
• Comprimento total: 19,80 metros.
• Peso Bruto Total Combinado (PBTC): 58,5 toneladas.

3. Trechos Rodoviários Interditados

Nos dias e horários coincidentes com a Festa de Nossa Senhora da Abadia, o trânsito destes veículos fica proibido nos seguintes trechos:

• BR-365: Entre o km 476,20 (entroncamento com MGC-462, em Patrocínio) e o km 608 (entroncamento com o Anel Viário, em Uberlândia).

• MG-190:Entre o km 41 (entroncamento com MG-223, saindo de Monte Carmelo) e o km 104,4 (entroncamento com LMG-812, em Nova Ponte).

• MG-223:Entre o km 28 (entroncamento com BR-365, em Celso Bueno) e o km 87 (entroncamento com a BR-050, na saída para Araguari).

• LMG-748:Entre o km 41 (entroncamento com BR-050, em Araguari) e o km 35 (entroncamento com BR-365, em Indianópolis).

 

Na recomendação, o MPF ressalta que a mera aplicação de multa administrativa (art. 187, inciso I, do CTB), não será a única consequência, pois empresas identificadas descumprindo reiteradamente os bloqueios, poderão ser alvos de de Ações Civis Públicas, com a proibição de trafegar sob pena de multa diária, e a condenação ao pagamento de indenização por dano moral coletivo em valores não inferiores a R$ 50.000,00.

Diante desse cenário, a NTC&Logística recomenda às empresas associadas que utilizam essas rotas que revisem, com antecedência, o planejamento logístico de suas frotas durante o período de restrição previsto na Portaria DER-MG, para evitar autuações e demais consequências administrativas e judiciais desnecessárias, mas também como medida de conscientização e responsabilidade coletiva, voltada à proteção da vida e da integridade dos romeiros.

 

Atenciosamente,

NTC&Logística

 

Fonte: NTC&Logística

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Julho/2026)

1) 10/07/2026, das 15h às 20h10

Motivo: Congestionamento devido acidente na Anchieta Sul.

Terminais em Contingência: Todos os terminais do Porto de Santos.

 

2) 13/07/2026, às 00h, ao dia 15/07, às 7h.

Motivo: Greve dos caminhoneiros.

Terminais em Contingência: Todos os terminais do Porto de Santos.

 

3) 28/07/2026, das 4h às 12h30

Motivo: Acidente na Rodovia Anchieta Pista Sul – Sentido Baixada Santista

Terminais em Contingência: Todos os terminais do Porto de Santos.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

CNT apresenta ao vice-presidente Geraldo Alckmin demandas do transporte sobre a MP do Piso Mínimo do Frete

O diretor de Relações Institucionais da CNT, Valter Souza, participou, na quarta-feira (22), em Brasília, de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para tratar dos impactos da Medida Provisória nº 1.343/2026 sobre o transporte rodoviário de cargas. Promovido pela NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), o encontro levou à Vice-Presidência as principais preocupações do setor e reforçou a importância da participação das entidades representativas nas decisões que afetam a atividade transportadora em todo o país.

A agenda ocorre após a aprovação, pelo Senado Federal, do Projeto de Lei de Conversão nº 6/2026. A CNT atuou ao longo da tramitação da medida provisória no Congresso Nacional e apoiou o acordo aprovado pelos parlamentares. Na avaliação da Confederação, as alterações promovidas pelos senadores representaram avanços em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, especialmente pela retirada do piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas profissionais de longa distância, preservando a negociação entre empregadores e trabalhadores por meio de acordos e convenções coletivas.

Desde o início da tramitação da MP nº 1.343/2026, a CNT apresentou contribuições técnicas voltadas ao fortalecimento da segurança jurídica, da previsibilidade regulatória e da competitividade das empresas. Na avaliação da Confederação, a participação do setor na formulação de normas que interferem diretamente nas operações é fundamental para evitar distorções e garantir que as medidas considerem a realidade econômica do transporte rodoviário de cargas.

Com a conclusão da tramitação no Congresso Nacional, a matéria segue para avaliação do Poder Executivo, que poderá sancionar ou vetar dispositivos do texto aprovado. Nesse contexto, a reunião com Geraldo Alckmin amplia o diálogo do transporte com o governo federal em uma etapa estratégica para a definição do texto final.

“A CNT segue acompanhando a matéria e defendendo um ambiente regulatório que concilie segurança jurídica, equilíbrio nas relações do setor e condições para a competitividade e a sustentabilidade das empresas transportadoras”, ressaltou Valter Souza.

Participaram do encontro o presidente da Fenatac (Federação Interestadual das Empresas de Transporte de Cargas & Logística) e do Conselho Regional do SEST SENAT no Centro-Oeste, Paulo Afonso Lustosa; a assessora de Relações Institucionais da NTC&Logística, Edmara Claudino; e o assessor da Fenatac, Bruno Lustosa.

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

SINDISAN participa da Operação Inverno na Rodovia dos Imigrantes

Na manhã desta sexta-feira (24), o SINDISAN acompanhou mais uma edição da Operação Inverno, realizada no Km 56 da Rodovia dos Imigrantes (Posto de Balança). A ação incluiu uma Blitz Educativa de Trânsito, reunindo Ecovias Imigrantes, SINDISAN, SEST SENAT, APELL Cubatão e Polícia Militar Rodoviária, com foco na conscientização de motoristas sobre segurança viária e boas práticas no trânsito.

Faixas e banners alusivos à Operação Inverno foram fixados no local, e o encaminhamento dos veículos para os testes foi conduzido pela PM, que direcionou os caminhões ao estacionamento do bolsão montado para a operação.

 

Suporte completo ao motorista

Sérgio Luís Gonçalves Pereira, diretor da unidade do SEST SENAT São Vicente, explicou que a instituição atua com uma frente voltada inteiramente ao bem-estar do motorista. A equipe ofereceu orientações de saúde e simulações educativas utilizando óculos de realidade virtual, para reproduzir os perigos de dirigir alcoolizado. Vale ressaltar que a ação também é uma homenagem ao Dia do Motorista, comemorado em 25 de julho.

A programação incluiu ainda o apoio do Despoluir, programa ambiental da instituição, que esteve no local realizando o Teste de Opacidade nos caminhões. O procedimento utiliza um opacímetro, que mede a densidade da fumaça emitida pelo escapamento do veículo, permitindo identificar emissões acima do padrão legal. Ao final, é emitido um laudo oficial, validado pela CETESB, que atesta a conformidade ambiental do veículo.

“A gente espera, nessas quatro horas, fazer um atendimento não em grande quantidade, mas em qualidade, para aqueles que a gente conseguir parar”, completou Sérgio.

 

Foco na segurança do transporte de produtos perigosos

Já Sergio Sukadolnick, diretor de relações institucionais da CESARI e 2º vice-presidente da Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), destacou o caráter de diagnóstico da ação, voltado a identificar pontos de atenção na frota que circula pela Baixada Santista.

“Aqui é exatamente para a gente tentar ver o que está acontecendo no transporte na Baixada Santista. Vai ser uma amostragem — a gente não vai conseguir parar todos os veículos, mas o que a gente quer é tentar identificar se tem problemas, se tem algum tipo de avaria que possa vir a contribuir para um sinistro”, afirmou.

Segundo ele, a fiscalização abrangeu tanto a documentação e o treinamento dos motoristas quanto a parte rodante dos veículos, incluindo simbologia e demais itens de identificação de pontos de risco. “Queremos levantar a situação que a gente tem nesse momento por meio de uma amostra, mas isso vai servir depois para tomar ações dentro da Comissão Central, hoje ligada à Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura e Logística. Vamos ficar com informações que vão contribuir para orientar, acompanhar a regularização e conversar com o setor para que as respostas que não estão sendo verificadas em inspeções sejam tratadas com mais rigor”, explicou.

 

Um trabalho conjunto pela segurança viária

A Operação Inverno reforça o compromisso do setor de transporte de cargas com a segurança nas rodovias durante o período de maior incidência de neblina e chuvas na Serra do Mar. O SINDISAN acompanha de perto essas iniciativas, que unem poder público, entidades de classe e instituições parceiras em torno de um mesmo objetivo: reduzir riscos, orientar motoristas e qualificar a fiscalização ao longo da Rodovia dos Imigrantes.

 

Fonte: SINDISAN

Biometano pode acelerar descarbonização do transporte pesado, aponta estudo da CNT

O biometano, produzido a partir de resíduos agrícolas, industriais e urbanos, tem potencial para reduzir as emissões de gases do efeito estufa no transporte rodoviário pesado em comparação ao diesel, contribuindo para a descarbonização do setor. Essa é uma das principais conclusões do estudo Biometano: Uma alternativa limpa para o modal rodoviário, elaborado pela CNT e apresentado pela gerente executiva Ambiental da entidade, Érica Marcos, durante a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado, realizada na última quinta-feira (16), em São Paulo.

Durante o painel, a representante da Confederação destacou que, embora o potencial ambiental do biometano seja expressivo, sua expansão depende do aumento da oferta, da ampliação da infraestrutura de abastecimento e, principalmente, da competitividade econômica em relação aos combustíveis convencionais.

“O biometano reúne características importantes para acelerar a descarbonização do transporte, mas a transição energética precisa ser sustentável também do ponto de vista econômico. Toda fonte energética precisa oferecer acessibilidade econômica, infraestrutura e segurança para que sua adoção aconteça de forma consistente. A sustentabilidade ambiental e a viabilidade econômica precisam caminhar juntas”, afirmou Érica Marcos.

Segundo o estudo da CNT, o biometano é produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos provenientes da agropecuária, do saneamento, da indústria e dos resíduos sólidos urbanos. Após esse processo, o combustível adquire características semelhantes às do GNV (gás natural veicular), de origem fóssil, podendo abastecer caminhões e ônibus preparados para essa tecnologia.

Além de reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa, o biometano contribui para diminuir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a economia circular ao transformar resíduos em energia renovável.

O levantamento também demonstra que o transporte rodoviário brasileiro já dispõe de caminhões e ônibus aptos a utilizar o biometano, evidenciando a viabilidade técnica da tecnologia. Entretanto, a ampliação do uso desse combustível renovável ainda depende da expansão da infraestrutura de distribuição, do aumento da oferta nacional, da redução do custo dos veículos compatíveis e da adoção de políticas públicas capazes de estimular sua utilização e torná-lo mais competitivo.

A publicação da CNT destaca ainda o potencial brasileiro para ampliar esse mercado. São Paulo lidera a produção nacional de biometano veicular, concentrando cerca de 53% da oferta do país entre as unidades habilitadas. Considerando as plantas autorizadas e aquelas em processo de análise, a produção nacional alcança 3,7 milhões de metros cúbicos por dia, dos quais 63% têm origem em resíduos sólidos urbanos.

Promovida pelo Club de Negócios do CIBiogás, a 3ª edição do CIBiogás Conecta Transporte Pesado reuniu representantes da indústria, transportadores, distribuidores, fabricantes de tecnologia, agentes públicos e especialistas para debater os desafios e as oportunidades para a expansão do biometano no transporte pesado.

Érica Marcos participou do painel Biometano em movimento: Desafios e oportunidades de expansão ao lado de Ana Paula Feitoza, gerente Institucional da Compagas; Aurélio Ferreira, diretor de Desenvolvimento da Ultragaz; Rafael Gonzalez, diretor de Estratégia e Suprimento de Gás da Necta Gás Natural; e Luana da Silva, analista de Negócios do Itaipu Parquetec.

 

Fonte: CNT

Aprovação ambiental de caminhões em São Paulo atinge 98,3% em 2026

O Programa Despoluir, iniciativa do Sistema Transporte voltada à avaliação ambiental de veículos movidos a diesel, registrou crescimento de aproximadamente 35% no número de atendimentos realizados no transporte rodoviário de cargas em São Paulo. Levantamento da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), responsável pela execução do programa no estado, aponta que foram feitas 6.561 avaliações no primeiro semestre de 2026, ante 4.853 no mesmo período de 2025.

Criado pelo Sistema Transporte, formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), pelo SEST SENAT e pelo Instituto de Transporte e Logística (ITL), o Despoluir realiza gratuitamente a medição da emissão de fumaça preta de veículos a diesel. A análise utiliza equipamentos específicos para verificar a opacidade dos gases emitidos pelo escapamento e identificar possíveis irregularidades relacionadas à combustão e ao funcionamento do motor.

Os dados dos atendimentos realizados em São Paulo também indicam a manutenção de um elevado nível de conformidade ambiental. A taxa de aprovação dos veículos passou de 97,9% em 2022 para 99,2% em 2025. No primeiro semestre de 2026, o indicador ficou em 98,3%.

Também houve redução na opacidade média das emissões, indicador que mensura a densidade da fumaça expelida pelos escapamentos dos veículos ao longo do período analisado. O índice, que era de 0,233 em 2022, recuou para 0,129 em 2025, registrando uma média de 0,157 no primeiro semestre de 2026. A redução desse valor aponta para uma menor emissão de poluentes e, consequentemente, um melhor desempenho ambiental da frota.

Para o presidente da FETCESP, Carlos Panzan, os resultados demonstram uma evolução na forma como as empresas incorporam o controle ambiental à gestão de suas frotas. “Observamos uma mudança importante no comportamento das transportadoras. As avaliações deixaram de ser utilizadas apenas para verificar o atendimento aos limites de emissão e passaram a funcionar como instrumento de acompanhamento da manutenção. Com o diagnóstico, é possível identificar antecipadamente problemas no sistema de injeção, nos filtros, na regulagem do motor e em outros componentes que afetam tanto as emissões quanto o desempenho do veículo”, explica.

Segundo o coordenador do Programa Despoluir no estado de São Paulo, Flávio Teixeira, os índices de aprovação resultam de uma combinação entre renovação da frota, manutenção preventiva e conscientização das empresas. Embora veículos mais novos possuam tecnologias mais avançadas de controle de emissões, o acompanhamento técnico continua sendo essencial durante toda a vida útil do caminhão.

“Mesmo um veículo relativamente novo pode apresentar emissões acima do esperado quando existem falhas de manutenção. Da mesma forma, caminhões com mais tempo de uso podem permanecer dentro dos limites quando recebem acompanhamento adequado. Renovação, manutenção e conscientização precisam fazer parte de uma mesma estratégia de eficiência”, acrescenta.

Entre os veículos atendidos pelo Despoluir em São Paulo, a idade média permaneceu entre sete e oito anos. O resultado indica que uma parcela relevante das empresas participantes mantém um processo de renovação, embora ainda existam veículos mais antigos em operação.

Flávio avalia também que o Programa Despoluir vai além da aferição das emissões e se consolida como uma ferramenta de gestão para as transportadoras, contribuindo para aumentar a eficiência operacional e estimular a manutenção preventiva da frota. “O Despoluir oferece um diagnóstico técnico que ajuda a reduzir emissões, otimizar o consumo de combustível, ampliar a confiabilidade dos veículos e prevenir custos maiores com manutenção corretiva”, afirma.

Para a FETCESP, no entanto, os resultados positivos observados entre as empresas atendidas não eliminam o desafio representado pela permanência de veículos antigos em segmentos com menor capacidade de investimento. Pequenas e médias transportadoras e transportadores autônomos enfrentam maiores dificuldades de acesso ao crédito, especialmente diante do valor dos veículos novos, das exigências de garantias e do custo dos financiamentos.

“O avanço ambiental precisa ser acompanhado por uma política nacional de renovação de frota, com crédito acessível, juros competitivos, prazos compatíveis com a atividade e mecanismos que também alcancem empresas menores e transportadores autônomos. A modernização da frota deve ser tratada como uma política de eficiência econômica, segurança viária e redução de emissões”, finaliza Panzan.

 

Fonte: FETCESP

Empresas transportam quase seis vezes mais cargas por rodovias do que autônomos

Dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) mostram que as Empresas de Transporte de Cargas (ETCs) respondem por 68,45% do volume transportado, medido em toneladas por quilômetro útil (TKU), enquanto os transportadores autônomos representam apenas 12%.

Segundo a agência, mais da metade do percentual de autônomos atuam como agregados ou exclusivos de empresas de transporte. Assim, os autônomos independentes respondem por cerca de 5% do volume transportado. O indicador TKU relaciona a quantidade de carga transportada à distância percorrida e é utilizado para medir a produção do setor.

Os dados também mostram que a participação na movimentação de cargas não acompanha a quantidade de operadores registrados. Atualmente, o Brasil possui 816,8 mil transportadores autônomos cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), comparado com 319,2 mil empresas de transporte.

Apesar de serem menos numerosas, as empresas concentram uma frota maior. As ETCs reúnem 1.971.232 veículos registrados no RNTRC, enquanto os transportadores autônomos somam 937.431 veículos.

Na avaliação da ANTT, os números indicam que a quantidade de operadores, por si só, não reflete a participação de cada categoria na atividade. Embora representem um número menor de registros, as empresas concentram cerca de 1,97 milhão de veículos e respondem por mais de dois terços do volume transportado no país.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os indicadores ajudam a demonstrar como está estruturado o transporte rodoviário de cargas no Brasil.

“Quando falamos em transporte rodoviário de cargas, estamos falando de uma atividade que faz parte do dia a dia de toda a sociedade. É o transporte que conecta a produção, movimenta mercadorias e atende às diferentes necessidades da economia brasileira. Os dados mostram a dimensão da participação das empresas nessa atividade e a importância de garantir condições para que o setor continue operando com eficiência e contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirmou Vander Costa.

 

Fonte: Mundo Logística

ANTT atualiza pisos mínimos de frete do transporte rodoviário de cargas

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou  a atualização dos coeficientes dos pisos mínimos de frete do transporte rodoviário remunerado de cargas. A revisão incorpora a variação acumulada de 3,54% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrada entre dezembro de 2025 e maio de 2026, além da atualização do preço de referência do óleo diesel S10 para R$ 6,97.

A atualização periódica está prevista na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC) e mantém a metodologia estabelecida pela Resolução ANTT nº 5.867/2020.

Atualização preserva metodologia de cálculo

A deliberação aprovada atualiza os coeficientes utilizados no cálculo dos pisos mínimos, sem alterações nos critérios previstos na regulamentação vigente.

Os valores permanecem calculados com base em tipo de carga, configuração do veículo, número de eixos carregados e características da operação. Os parâmetros utilizados para definição dos pisos mínimos aplicáveis ao transporte rodoviário remunerado de cargas permanecem inalterados.

Valores são atualizados conforme critérios previstos na regulamentação

A atualização incorpora a variação do IPCA e do preço de referência do óleo diesel S10, conforme os critérios previstos na Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e na regulamentação vigente.

Os novos coeficientes passam a compor os valores de referência utilizados na contratação do transporte rodoviário remunerado de cargas de carga lotação.

Os valores estão no anexo da Resolução ANTT 6.084/2026.

 

Fonte: ANTT