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Brasil ratifica a Convenção TIR (IRU) e consolida avanço histórico para o Transporte Rodoviário Internacional de Cargas

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a adesão do Brasil à Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR (Convenção TIR de 1975), administrada pela IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários), consolidando um marco histórico para o Transporte Rodoviário de Cargas e para a integração do país às principais rotas do comércio internacional.

 

A ratificação da Convenção foi precedida por ampla e consistente tramitação no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, em 9 de outubro de 2025, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 655/2025, que contém o texto da Convenção. Posteriormente, em 26 de novembro de 2025, o Senado Federal também aprovou o PDL 655/2025, formalizando a adesão do Brasil a esse importante tratado internacional.

 

Com a aprovação pelas duas Casas Legislativas, o Congresso Nacional promulgou o Decreto Legislativo nº 267, de 1º de dezembro de 2025, e a ratificação foi formalizada com a assinatura da Carta de Ratificação pelo Presidente da República em 31 de dezembro de 2025, no Palácio do Planalto, em Brasília. O instrumento será depositado junto à Secretaria-Geral das Nações Unidas, conforme previsto no texto da Convenção, passo necessário para que o acordo entre em vigor para o Brasil.

 

A Convenção TIR é um dos mais relevantes instrumentos internacionais de facilitação do comércio. TIR, sigla para Transportes Internacionais Rodoviários, é o único sistema universal de trânsito aduaneiro atualmente em operação no mundo, proporcionando benefícios como maior segurança na cadeia logística, envio eletrônico antecipado de dados às aduanas, redução de barreiras burocráticas e garantia internacional dos tributos aduaneiros, por meio do uso das Cadernetas TIR, reconhecidas globalmente.

Um trabalho histórico liderado pela NTC&Logística

Pauta prioritária da gestão do presidente Eduardo Rebuzzi, que tem contado com a firme colaboração do vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes, a ratificação da Convenção TIR é resultado de um trabalho técnico, institucional e persistente da NTC&Logística, ao longo de décadas, com atuação junto aos poderes Executivo e Legislativo, órgãos governamentais e entidades internacionais – inclusive a própria IRU.

Essa trajetória internacional teve início em junho de 1970, quando a NTC&Logística foi admitida como associada da IRU durante congresso realizado pela entidade em Haia, na Holanda. Criada em 1948, com sede em Genebra, na Suíça, a IRU é uma organização de alcance global, com assento na Organização das Nações Unidas (ONU), que atua na defesa dos interesses dos operadores de transporte rodoviário e pelo fortalecimento do setor em mais de 100 países.

Desde então, a NTC&Logística, reconhecida como representante da IRU no Brasil, vem defendendo a implantação do sistema TIR no país, considerada estratégica para a modernização do Transporte Rodoviário de Cargas. Nos últimos anos, esse trabalho foi intensificado e consolidado como uma das principais pautas da atual gestão, culminando agora na ratificação da Convenção pelo Estado brasileiro.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a conquista representa um divisor de águas para o setor. “A ratificação da Convenção TIR é uma conquista histórica para o Transporte Rodoviário de Cargas e para o Brasil. Trata-se de um trabalho construído ao longo de muitos anos, por diversas gestões da NTC&Logística, sempre com diálogo institucional, consistência técnica e visão de futuro. Esse avanço posiciona o país em um novo patamar de integração logística internacional, trazendo ganhos concretos de competitividade, eficiência e segurança para as empresas brasileiras”, destacou.

Rebuzzi também fez questão de agradecer a todos os envolvidos no processo. “Esse resultado é fruto de um esforço coletivo, que envolve dirigentes, técnicos, parceiros institucionais, o Governo Federal, o Congresso Nacional e as entidades internacionais. Nosso agradecimento especial à IRU, que sempre acreditou no potencial do Brasil integrado ao sistema TIR e apoiou essa construção ao longo de décadas”, completou.

 

Integração internacional e ganhos para o setor

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, ressaltou que a ratificação da Convenção TIR representa um avanço estratégico para o país no cenário global. “A entrada do Brasil no sistema TIR significa mais agilidade nas fronteiras, redução de custos operacionais, maior previsibilidade e segurança jurídica para as operações de transporte internacional. É um momento extremamente relevante para o setor e para a economia brasileira”, afirmou.

Segundo Guedes, o resultado reforça a importância da atuação conjunta entre entidades representativas e o poder público. “Esse processo demonstra como o trabalho técnico, contínuo e bem articulado entre o setor privado, o Governo Federal e as organizações internacionais gera resultados estruturantes para o país. A NTC&Logística cumpre, mais uma vez, seu papel institucional em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas”, acrescentou.

 

Próximos passos

Após o depósito da Carta de Ratificação junto à Organização das Nações Unidas, a Convenção TIR entrará em vigor para o Brasil no prazo previsto em seu texto. Posteriormente, será editado o Decreto Presidencial de Promulgação, que permitirá a incorporação definitiva da Convenção ao ordenamento jurídico brasileiro, viabilizando sua aplicação prática no País.

Com a ratificação da Convenção TIR, o Brasil dá um passo decisivo rumo à modernização do transporte internacional, fortalecendo o papel do Transporte Rodoviário de Cargas como elo fundamental da logística, do comércio exterior e do desenvolvimento econômico nacional.

 

Fonte: NTC&Logística

Governo lança oficialmente o Move Brasil, programa para renovar a frota de caminhões

O governo federal lançou oficialmente nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil para a renovação da frota brasileira de caminhões e à redução de emissões no transporte rodoviário de cargas. A iniciativa, apresentada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, prevê a oferta de R$ 10 bilhões em linhas de crédito, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a aquisição de veículos novos e seminovos fabricados no país. Do total de recursos, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperativados, segmento que concentra parte relevante da frota mais antiga em circulação no Brasil. O objetivo do programa é estimular a eficiência logística, aumentar a segurança nas rodovias e acelerar a substituição de caminhões com mais de duas décadas de uso.

“Isso é importante para o meio ambiente, para a saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca caminhões novos e mais seguros nas estradas e ajuda a preservar empregos, além de estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília, acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. As bases do Move Brasil foram estabelecidas por medida provisória publicada em dezembro, que autorizou a destinação de recursos do Tesouro Nacional para linhas de crédito de renovação da frota. Em seguida, o MDIC definiu, por portaria, os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem dos veículos financiados. Coube ao Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar as condições financeiras das operações.

 

Limite de R$ 50 milhões por beneficiário

Pelas regras do programa, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. As taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, conforme a classificação de risco do tomador, já incluídos custos financeiros e spread bancário. As operações poderão contar com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura garantias de até 80% do valor financiado, além da possibilidade de inclusão de seguro do bem e seguro prestamista. O financiamento de caminhões novos será restrito a veículos de fabricação nacional, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, política industrial do governo que busca fortalecer cadeias produtivas, ampliar o conteúdo tecnológico e gerar emprego e renda no país.

Para os seminovos, serão elegíveis apenas caminhões fabricados a partir de 2012, desde que comprovem conteúdo local e atendam aos critérios ambientais definidos pelo MDIC. Nesse caso, o acesso ao crédito ficará restrito a caminhoneiros autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas. Do ponto de vista ambiental, os caminhões novos deverão atender à fase P8 do Proconve, padrão mais recente de emissões, enquanto os seminovos precisarão cumprir, no mínimo, a fase P7. O programa também prevê condições mais vantajosas para quem entregar um caminhão antigo como contrapartida, exigindo a baixa definitiva do veículo no órgão de trânsito e seu encaminhamento para desmontagem.

 

Efeito limitado para o mercado de usados

A avaliação do mercado de veículos usados é de que os efeitos diretos do programa tendem a ser limitados. Para o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Everton Fernandes, embora o crédito subsidiado facilite a compra de caminhões novos, muitos caminhoneiros autônomos enfrentam dificuldades para comprovar renda e acessar financiamentos em bancos públicos. Segundo ele, o setor de usados pesados depende, em grande parte, da renovação periódica de frotas por grandes empresas. “Se o benefício for aproveitado pelas transportadoras com frota própria, a venda de caminhões seminovos e usados pode se beneficiar indiretamente, com maior oferta de veículos no mercado”, afirma Fernandes.

Na avaliação dos bancos das montadoras, o programa tem mérito, mas não enfrenta o problema estrutural do setor. Para Enilson Sales, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o Move Brasil ajuda a aliviar pressões de curto prazo, mas não resolve o impacto da elevada carga tributária sobre veículos pesados no Brasil. “O esforço do MDIC é louvável e vai aquecer o mercado temporariamente, mas é um enxuga-gelo. O problema começa com uma carga tributária de cerca de 44% sobre esses bens”, afirma. Segundo ele, enquanto o país mantiver um modelo de transporte fortemente baseado no modal rodoviário, sem revisão da tributação e maior integração com outros modais, iniciativas de crédito tendem a ter efeito limitado no tempo.

A indústria já começou a operar o programa. A rede de concessionárias da Volkswagen Caminhões e Ônibus, por exemplo, passou a oferecer o financiamento do Move Brasil para caminhões novos e seminovos elegíveis, com prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e possibilidade de financiamento integral do bem. Segundo a montadora, condições mais atrativas estão disponíveis para clientes que entregarem veículos com mais de 20 anos ou optarem por modelos com menor impacto ambiental, como os movidos a biometano ou eletricidade.

 

Fonte: Transporte Moderno

ANTT amplia rede de Pontos de Parada e Descanso nas rodovias federais concedidas

Os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) são estruturas implantadas ao longo das rodovias com o objetivo de oferecer descanso seguro, adequado e gratuito aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros, contribuindo para a redução da fadiga, a preservação da saúde e o aumento da segurança viária.

A iniciativa atende às diretrizes da Lei nº 13.103/2015 (Lei dos Caminhoneiros), que estabelece regras sobre jornada de trabalho, tempo de direção e períodos obrigatórios de descanso. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atua de forma integrada com o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na implementação, certificação e fiscalização dos PPDs.

Nas rodovias federais concedidas, os Pontos de Parada e Descanso são implantados pelas concessionárias como parte das obrigações contratuais, sob fiscalização da ANTT, seguindo padrões técnicos e com funcionamento contínuo.

 

Estrutura e funcionamento

Os PPDs devem contar com infraestrutura adequada ao repouso dos motoristas, incluindo banheiros em condições sanitárias apropriadas, áreas para alimentação, espaços de descanso, estacionamento seguro e iluminação adequada.

Além disso, as estruturas devem atender a critérios técnicos definidos em norma, com destaque para:

Segurança: sistema de vigilância e segurança privada, com acesso gratuito aos usuários;

Disponibilidade: funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana;

Qualidade: atendimento às normas vigentes de pavimentação e edificações, considerando o porte dos veículos e a demanda prevista.

Esses requisitos contribuem também para a organização do tráfego, evitando paradas irregulares em acostamentos e áreas não autorizadas.

 

PPDs entregues e em funcionamento

Atualmente, 8 Pontos de Parada e Descanso, que integram as obrigações contratuais das concessões rodoviárias federais, já foram entregues e estão em operação, localizados nos seguintes trechos:

  • BR-101/SC, km 219,85 – Palhoça (Autopista Litoral Sul);
  • BR-153/GO, km 211 – Uruaçu e BR-153/TO, km 801 – Talismã (Ecovias do Araguaia);
  • BR-116/RJ, km 209,80 – Seropédica e BR-116/MG, km 513,60 – Caratinga (Ecovias Rio Minas);
  • BR-116/SP, km 95 – Pindamonhangaba e BR-116/RJ, km 319,6 – Itatiaia (RIOSP);
  • BR-163/PA, km 59 – Novo Progresso (Via Brasil).

 

Próximas entregas

O planejamento atual prevê a implantação de 23 novos Pontos de Parada e Descanso, sendo 5 entregas previstas para 2026 e 18 para 2027, ampliando significativamente a rede de apoio aos motoristas profissionais nas rodovias federais concedidas.

 

Transparência e acesso à informação

No portal da ANTT, a sociedade pode consultar a lista de PPDs certificados, o mapa com a distribuição geográfica dos pontos e um painel de dados interativo com informações sobre os serviços disponíveis, abrangendo tanto rodovias concedidas quanto rodovias federais sob gestão pública. As informações auxiliam motoristas e empresas de transporte no planejamento de viagens mais seguras e regulares.

 

Fonte: ANTT

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Janeiro/2026)

1) 08/01/2026 das 13h às 19h20

Motivo: Obras na Avenida Eng. Augusto Barata, saída da Alemoa, sentido São Paulo.

Terminais em Contingência: Todos os terminais da contêineres.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

Obras de drenagem na Alemoa provocam desvios da perimetral

As obras de construção de um canal de drenagem nas imediações da rotatória da Alemoa, entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a avenida Engenheiro Augusto Barata, provocam algumas alterações no tráfego de veículos a partir desta sexta-feira (09/01). Ao quadruplicar a capacidade atual de vazão de águas pluviais, a intervenção realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) irá solucionar o problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos.

Desde o dia 20 de outubro, a APS constrói uma pista alternativa para o desvio do trânsito, pois as faixas de rolamento no sentido da saída do Porto precisarão ser interditadas para a implantação do canal de drenagem. Com isso, a atual rotatória será suprimida (e, posteriormente, substituída por retornos nos dois sentidos), o que irá causar os seguintes desvios:

– Para os veículos vindos da Via Anchieta pelo viaduto Doutor Paulo Bonavides, com destino à Alamoa Industrial, será necessário pegar a primeira saída à direita, na rua Doutor Albert Schweitzer, retornando por debaixo do viaduto pela rua Augusto Scaraboto.

– Os veículos vindos do terminal da BTP com destinos em direção à Ponta da Praia terão de sair pela faixa da direita ao lado do viaduto e contornar a Alamoa Industrial pelas ruas Aurélio Batista Félix, dos Italianos e Doutor Albert Schweitzer atravessando à esquerda no semáforo para o viaduto Paulo Bonavides.

O desvio afeta o trânsito apenas no sentido da saída do Porto – a pista alternativa é mais estreita que a atual, portanto com menor capacidade de escoamento, o que pode provocar algumas retenções de tráfego durante a realização das obras, que irão até janeiro de 2027. A pista no sentido da entrada no Porto não será afetada pelos trabalhos.

 

Maior capacidade de drenagem

A região da Alemoa é um dos maiores pontos críticos de Santos nos períodos de chuva, apresentando severos alagamentos, o que causa transtornos para a população local e para a operação portuária, com interrupções no tráfego de caminhões, ônibus e carros.

A pequena vala de drenagem hoje existente no final do viaduto mede 1,5 m x 1,5 m, sendo insuficiente para o escoamento das águas pluviais. Essa vala será substituída por um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura, quadruplicando a atual capacidade de vazão. As obras serão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos no local.

Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico, o que também irá contribuir para uma maior fluidez do tráfego, visto que as três faixas de rolamento ficarão bem definidas. A rotatória será substituída por dois retornos com entrada livre, o que igualmente facilitará o trânsito dos veículos.

Durante toda a obra, agentes da Guarda Portuária estarão no local para orientar os motoristas. Um guincho da corporação ficará de prontidão para o caso de ocorrências que exijam a remoção de veículos da pista.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

Programação preliminar do 18º Congresso Paulista do TRC destaca temas estratégicos para o futuro do transporte

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) divulgou os temas que serão debatidos no 18º Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas, que será realizado entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, em Águas de Lindóia (SP). Reconhecido como um dos mais importantes encontros do setor no país, o Congresso reunirá empresários, executivos, lideranças e especialistas para discutir os principais desafios e caminhos do transporte rodoviário de cargas.

Entre as temáticas estão a Renovação de Frota, que abordará temas como modernização da frota, acesso a crédito, sustentabilidade e o impacto das políticas públicas na competitividade do setor; Abastecimento Urbano, que trará reflexões sobre os desafios da logística nas cidades, eficiência operacional, last mile e soluções para um abastecimento mais sustentável e integrado aos centros urbanos. Visão Empresarial: Desafios, Caminhos e Possibilidades, que vai discutir o ambiente econômico, os gargalos estruturais, a competitividade das empresas e as perspectivas para o setor produtivo e logístico nos próximos anos.

O congresso também vai abordar o caminho para o sucesso na comunicação e na negociação, trazendo uma abordagem prática e estratégica sobre comunicação, negociação e liderança empresarial.

A diversidade de temas reforça o compromisso do 18º Congresso Paulista do TRC em promover debates atuais, estratégicos e conectados com a realidade do transporte rodoviário de cargas, unindo gestão, inovação, sustentabilidade, políticas públicas e desenvolvimento profissional.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser realizadas no site oficial da FETCESP. O Congresso é uma oportunidade única para atualização de conhecimentos, networking qualificado e construção de soluções que impactam diretamente o futuro do setor. Para mais informações e inscrições, acesse o site.

 

EVENTO

18º Congresso Paulista do TRC
Data: 14 e 17 de maio de 2026
Local: Bendito Cacao Resort&Spa – Águas de Lindóia (SP)
Inscrições: https://fetcesp.com.br/18-congresso-paulista-do-trc/

 

Fonte: FETCESP

NTC&Logística inicia Pesquisa Salarial no Transporte Rodoviário de Cargas – segmento de Carga Fracionada

A NTC&Logística, por meio do seu Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Econômicas (DECOPE), iniciou uma nova pesquisa, com foco na realidade salarial dos motoristas de caminhão que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas, no segmento de carga fracionada.

 

O levantamento tem como objetivo reunir informações atualizadas sobre os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do setor, contribuindo para a elaboração de estudos técnicos e análises que orientem a atuação da Associação junto às empresas, entidades e autoridades públicas.

 

De acordo com o DECOPE, a participação das empresas é essencial para garantir a representatividade dos dados e aprimorar o entendimento sobre a estrutura de custos e remuneração no transporte de cargas. As informações obtidas permitirão identificar padrões, variações regionais e tendências que impactam diretamente a competitividade e a gestão das operações no setor.

 

Todas as respostas serão tratadas de forma confidencial, e os resultados consolidados serão divulgados posteriormente pela NTC&Logística em seus canais oficiais.

 

A pesquisa pode ser respondida de forma rápida e está disponível no link abaixo.

 

Participe e contribua para o fortalecimento do setor, clique aqui.

 

Fonte: NTC&Logística

ANTT alerta para golpes que usam o nome do Free Flow para enganar motoristas

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) faz um alerta aos motoristas sobre a ocorrência de golpes que utilizam indevidamente o nome do sistema Free Flow, o pedágio eletrônico sem cancelas adotado em rodovias concedidas. Criminosos têm se aproveitado da novidade para aplicar fraudes, cobrar valores inexistentes e induzir usuários a realizar pagamentos indevidos ou fornecer dados pessoais.

O Free Flow permite que o veículo passe pelo ponto de cobrança sem parar. A identificação é feita por meio de câmeras e sensores, e o usuário deve consultar e quitar a tarifa posteriormente, dentro de 30 dias, diretamente com a concessionária responsável pela rodovia. Não há envio automático de boletos por correio ou um site único para consulta de débitos.

Os golpes mais comuns envolvem a criação de páginas falsas na internet, que simulam serviços de consulta de pedágio. Nesses sites, o motorista é induzido a informar dados do veículo e, em seguida, recebe a cobrança de um valor que não existe, geralmente com a geração de uma chave Pix que direciona o pagamento ao golpista. Em outra modalidade, boletos falsos são enviados para endereços físicos ou e-mails das vítimas, utilizando informações obtidas de forma irregular.

O Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, reforça que a consulta e o pagamento das tarifas do Free Flow devem ser feitos exclusivamente nos canais oficiais das concessionárias que administram cada trecho rodoviário. “Cada rodovia possui sua própria plataforma de atendimento, com orientações claras sobre formas de pagamento e eventuais penalidades em caso de inadimplência”, alerta.

Fonte: ANTT

Prorrogado o Crédito Outorgado do ICMS no Estado de São Paulo para as empresas do TRC Paulista

Através do Decreto n. 70.292 de 26/12/25 publicado no DOE em 29/12/25 o Governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prorrogou a opção da utilização do crédito outorgado ( presumido) de 20% do valor do imposto devido na prestação de serviço de transporte intermunicipal e interestadual iniciado no Estado de São Paulo com base no convênio ICMS nº 106/96 até 31/12/2026.

Esse decreto que tem vigência a partir do dia 01/01/2026 é fruto de intensas tratativas com o governo do Estado e a Secretaria da Fazenda com a Fetcesp durante o ano de 2025.

A Fetcesp ainda tem o compromisso de continuar tratando da manutenção da opção desse crédito outorgado/ presumido até o fim do ICMS sempre a favor das empresas do TRC paulista que inclusive muitas operam em todo território nacional.

 

Fonte: FETCESP

Comando feminino no transporte reforça estratégias para enfrentar escassez de mão de obra no setor

O setor de transporte de cargas no Brasil enfrenta um desafio que se acentua a cada ano: a escassez de motoristas profissionais. Estudos recentes apontam que a redução de caminhoneiros no mercado, aliada ao envelhecimento da categoria, representa um dos principais entraves para a eficiência logística nacional.

Esse cenário coloca em evidência a necessidade de estratégias inovadoras para atrair e qualificar novos profissionais, com destaque para a crescente participação de mulheres no segmento.

Em meio a esse contexto, a atuação de Rose Fassina, a primeira mulher a assumir a presidência do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (SINDISAN), ganha relevância não apenas pela representatividade, mas pela capacidade de articular respostas concretas aos problemas que afetam o transporte rodoviário. Sua liderança simboliza uma mudança cultural em um ambiente tradicionalmente dominado por homens e traz um novo olhar sobre a inclusão como fator de fortalecimento do setor logístico.

A falta de motoristas qualificados é apontada por empresas e entidades do setor como um dos maiores desafios do transporte rodoviário de cargas no Brasil. Pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) mostra que cerca de 65% das empresas relatam dificuldade para contratar motoristas, refletindo uma tendência de redução de profissionais ativos que compromete a operação eficiente das cadeias produtivas.

Para enfrentar esse cenário, iniciativas como o Programa Mais Motoristas, coordenado pelo SEST SENAT em parceria com sindicatos e empresas do transporte, têm ganhado destaque. O programa, lançado em 2023, visa ampliar a oferta de motoristas profissionais por meio da cobertura total dos custos de mudança de categoria da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a capacitação na Escola de Motoristas Profissionais.

Somente em 2024, mais de 55 mil pessoas se inscreveram na iniciativa, demonstrando o interesse e a necessidade de iniciativas que facilitem o acesso à habilitação profissional e ofereçam qualificação para atuar no transporte rodoviário.

O programa também já convocou dezenas de milhares de participantes para formação e mudança de CNH, com o objetivo de responder à forte demanda do mercado.

Na visão de Rose Fassina, a atuação de mulheres no setor não apenas amplia o universo de talentos, mas pode também ser um diferencial competitivo em um momento de escassez de mão de obra masculina e necessidade de inovação. “A integração de mulheres no transporte representa uma oportunidade de ampliar o pool de profissionais qualificados, além de trazer perspectivas diversificadas para a gestão e operação das empresas”, afirma a presidente do SINDISAN.

Para Rose Fassina, o fortalecimento de iniciativas que incentivem a formação de motoristas e apoiem a entrada de novos profissionais, independentemente do gênero, é fundamental para superar gargalos logísticos e responder às necessidades de um setor que mantém o país em movimento. A falta de motoristas não compromete apenas a entrega de cargas, mas impacta diretamente custos, prazos e competitividade do Brasil nos mercados interno e externo.

Além de qualificação técnica, a iniciativa busca atrair novos perfis para a profissão, contribuindo para a renovação da mão de obra e oferecendo oportunidades para jovens e outros grupos ainda pouco representados, como as mulheres. Programas de formação como a Escola de Motoristas Profissionais incluem treinamento em segurança, condução econômica e relações interpessoais, proporcionando uma base sólida para a atuação no transporte rodoviário.

Enquanto o setor logístico segue em transformação, a combinação entre lideranças que rompem paradigmas e políticas de formação profissional robustas aponta para um novo momento na história do transporte de cargas brasileiro. A inclusão de mulheres, unida a esforços para qualificar novos motoristas, mostra-se uma resposta estratégica à escassez de mão de obra e uma aposta na modernização e sustentabilidade do setor como um todo.

Acompanhe a entrevista completa no canal do Integração 5.0 no YouTube.

 

Fonte: Jornal Portuário