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Índice de Equidade do TRC

Como está a participação das mulheres na sua empresa?

Convidamos as empresas de transporte rodoviário de cargas a participarem do Índice de Equidade no TRC, uma iniciativa do Movimento Vez & Voz, em parceria com o IPTC (Instituto Paulista do Transporte de Cargas) e SINDISAN.

Este indicador foi desenvolvido para avaliar o compromisso das empresas com o avanço, inclusão e retenção de mulheres no setor. O preenchimento deste questionário é de extrema importância para a construção de um setor mais diverso e inclusivo.

Garantimos que todas as informações fornecidas serão tratadas com total confidencialidade, em total conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Clique e responda a pesquisa.

Em agradecimento à sua participação, após a conclusão do estudo, você receberá um relatório com os resultados individuais da sua empresa para que possa identificar os pontos nos quais vocês estão no caminho certo e aqueles necessários para melhorar em relação à participação das mulheres. 

Contamos com a sua participação para seguirmos nesta jornada de transformação do setor de transporte rodoviário de cargas.

 

Fonte: Movimento Vez & Voz

Caminhões brasileiros podem emitir até 35% menos CO₂ frente aos europeus

Um trabalho de formatura desenvolvido na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) adiciona novos elementos ao debate sobre descarbonização do transporte rodoviário. Segundo o estudo, caminhões que operam no Brasil podem alcançar desempenho ambiental superior ao de modelos europeus quando a análise considera as emissões de CO₂ por carga transportada, e não apenas o consumo absoluto de combustível.

A pesquisa, conduzida pelo engenheiro mecânico Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, indica que veículos pesados em operação no País emitem até 35% menos CO₂ por tonelada-quilômetro do que caminhões equivalentes que circulam na Europa. Dessa forma, o trabalho sugere que a logística brasileira, marcada por alta capacidade de carga, pode representar uma vantagem ambiental relevante.

 

Simulação europeia adaptada à realidade brasileira

Para chegar a esse resultado, Fortes aplicou de forma pioneira no Brasil a ferramenta VECTO (Vehicle Energy Consumption Calculation Tool), utilizada obrigatoriamente na União Europeia para certificar consumo energético e emissões de caminhões. No entanto, em vez de replicar o modelo europeu, o pesquisador adaptou os parâmetros do simulador às condições nacionais.

Assim, o estudo incorporou rotas longas, topografia mais severa e composições veiculares com até 74 toneladas, realidade bastante distinta do limite europeu de 40 toneladas. Além disso, Fortes comparou caminhões padrão 6×4 operando em rotas típicas da Europa com o corredor logístico Campo Grande (MS) ao Porto de Paranaguá (PR), eixo estratégico para o escoamento da produção de grãos.

“O setor de transporte de cargas responde por níveis relevantes de emissão de CO₂. Como o modal rodoviário movimenta mais de 60% das cargas no Brasil, precisamos de métricas mais precisas e aderentes à nossa realidade”, explica o autor.

 

Capacidade de carga como fator-chave

Os resultados da simulação mostram que, embora o caminhão brasileiro consuma mais combustível em termos absolutos, devido ao maior peso total, a eficiência cresce quando o consumo se dilui pela quantidade de mercadoria transportada. Enquanto o caminhão padrão europeu Euro VI emite 29,0 gCO₂/ton·km, o modelo brasileiro analisado alcança 18,8 gCO₂/ton·km.

Nesse contexto, o estudo identifica a carga transportada como o principal diferencial ambiental, superando até mesmo a influência da topografia. “Mesmo com tecnologias veiculares por vezes defasadas, consequência de uma frota envelhecida, a escala de transporte no Brasil compensa ambientalmente quando avaliamos a emissão por unidade de carga”, afirma Fortes.

 

Rigor técnico e uso de dados reais

Para assegurar consistência metodológica, o pesquisador utilizou dados reais de repositórios oficiais do VECTO, além da legislação brasileira para caracterizar os veículos padrão do Brasil e da Europa. Além disso, para mapear uma rota de mais de mil quilômetros, Fortes combinou informações reais com Inteligência Artificial integrada ao Google Maps, a fim de identificar limites de velocidade ao longo do trajeto.

Posteriormente, algoritmos desenvolvidos em Python processaram mais de 100 mil pontos de dados, o que elevou o nível de detalhamento da simulação. Dessa maneira, o trabalho conseguiu refletir com maior fidelidade as condições operacionais do transporte rodoviário nacional.

Para o professor Marcelo Augusto Leal Alves, coordenador do Centro de Engenharia Automotiva da Poli-USP e orientador do projeto, o estudo preenche uma lacuna importante. “No Brasil, onde o transporte rodoviário domina o escoamento de cargas, a avaliação das emissões de CO₂ de caminhões é estratégica. Como o País não dispõe de uma ferramenta equivalente ao VECTO, pesquisas como essa ganham ainda mais relevância”, destaca.

 

Desafios climáticos e frota envelhecida

Embora os resultados indiquem eficiência relativa elevada, o estudo também dialoga com desafios estruturais do setor. O Brasil assumiu, no âmbito do Acordo de Paris, metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. No transporte rodoviário, os caminhões respondem por cerca de 42% das emissões do segmento, segundo o Observatório do Clima.

Além disso, a idade média da frota brasileira, próxima de 12 anos, compromete a eficiência energética e reforça a necessidade de renovação tecnológica, conforme dados do Anuário CNT do Transporte. Ainda assim, o trabalho da Poli-USP demonstra que a forma de medir as emissões pode alterar significativamente a percepção sobre sustentabilidade no setor.

Ao considerar a emissão por carga efetivamente transportada, a pesquisa sugere que o Brasil pode contribuir de maneira mais eficiente para as metas climáticas do que indicam análises baseadas apenas em padrões europeus. Nesse sentido, o estudo abre espaço para um debate mais técnico e ajustado à realidade do transporte pesado nacional.

 

Fonte: Transporte Mundial

Governo lança oficialmente o Move Brasil, programa para renovar a frota de caminhões

O governo federal lançou oficialmente nesta quinta-feira (8) o programa Move Brasil para a renovação da frota brasileira de caminhões e à redução de emissões no transporte rodoviário de cargas. A iniciativa, apresentada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, prevê a oferta de R$ 10 bilhões em linhas de crédito, operadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a aquisição de veículos novos e seminovos fabricados no país. Do total de recursos, R$ 1 bilhão será reservado exclusivamente a caminhoneiros autônomos e cooperativados, segmento que concentra parte relevante da frota mais antiga em circulação no Brasil. O objetivo do programa é estimular a eficiência logística, aumentar a segurança nas rodovias e acelerar a substituição de caminhões com mais de duas décadas de uso.

“Isso é importante para o meio ambiente, para a saúde pública e para a economia, porque retira de circulação veículos antigos que poluem mais, coloca caminhões novos e mais seguros nas estradas e ajuda a preservar empregos, além de estimular a indústria e o comércio nacional”, afirmou Alckmin durante visita à concessionária Nasa Caminhões e Ônibus, em Brasília, acompanhado do presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes. As bases do Move Brasil foram estabelecidas por medida provisória publicada em dezembro, que autorizou a destinação de recursos do Tesouro Nacional para linhas de crédito de renovação da frota. Em seguida, o MDIC definiu, por portaria, os critérios de conteúdo local, sustentabilidade e reciclagem dos veículos financiados. Coube ao Conselho Monetário Nacional (CMN) fixar as condições financeiras das operações.

 

Limite de R$ 50 milhões por beneficiário

Pelas regras do programa, o limite de financiamento será de até R$ 50 milhões por beneficiário, com prazo máximo de cinco anos e carência de até seis meses. As taxas de juros anuais variam entre 13% e 14%, conforme a classificação de risco do tomador, já incluídos custos financeiros e spread bancário. As operações poderão contar com cobertura do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que assegura garantias de até 80% do valor financiado, além da possibilidade de inclusão de seguro do bem e seguro prestamista. O financiamento de caminhões novos será restrito a veículos de fabricação nacional, em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil, política industrial do governo que busca fortalecer cadeias produtivas, ampliar o conteúdo tecnológico e gerar emprego e renda no país.

Para os seminovos, serão elegíveis apenas caminhões fabricados a partir de 2012, desde que comprovem conteúdo local e atendam aos critérios ambientais definidos pelo MDIC. Nesse caso, o acesso ao crédito ficará restrito a caminhoneiros autônomos e pessoas físicas vinculadas a cooperativas. Do ponto de vista ambiental, os caminhões novos deverão atender à fase P8 do Proconve, padrão mais recente de emissões, enquanto os seminovos precisarão cumprir, no mínimo, a fase P7. O programa também prevê condições mais vantajosas para quem entregar um caminhão antigo como contrapartida, exigindo a baixa definitiva do veículo no órgão de trânsito e seu encaminhamento para desmontagem.

 

Efeito limitado para o mercado de usados

A avaliação do mercado de veículos usados é de que os efeitos diretos do programa tendem a ser limitados. Para o presidente da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), Everton Fernandes, embora o crédito subsidiado facilite a compra de caminhões novos, muitos caminhoneiros autônomos enfrentam dificuldades para comprovar renda e acessar financiamentos em bancos públicos. Segundo ele, o setor de usados pesados depende, em grande parte, da renovação periódica de frotas por grandes empresas. “Se o benefício for aproveitado pelas transportadoras com frota própria, a venda de caminhões seminovos e usados pode se beneficiar indiretamente, com maior oferta de veículos no mercado”, afirma Fernandes.

Na avaliação dos bancos das montadoras, o programa tem mérito, mas não enfrenta o problema estrutural do setor. Para Enilson Sales, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef), o Move Brasil ajuda a aliviar pressões de curto prazo, mas não resolve o impacto da elevada carga tributária sobre veículos pesados no Brasil. “O esforço do MDIC é louvável e vai aquecer o mercado temporariamente, mas é um enxuga-gelo. O problema começa com uma carga tributária de cerca de 44% sobre esses bens”, afirma. Segundo ele, enquanto o país mantiver um modelo de transporte fortemente baseado no modal rodoviário, sem revisão da tributação e maior integração com outros modais, iniciativas de crédito tendem a ter efeito limitado no tempo.

A indústria já começou a operar o programa. A rede de concessionárias da Volkswagen Caminhões e Ônibus, por exemplo, passou a oferecer o financiamento do Move Brasil para caminhões novos e seminovos elegíveis, com prazos de até 60 meses, carência de até seis meses e possibilidade de financiamento integral do bem. Segundo a montadora, condições mais atrativas estão disponíveis para clientes que entregarem veículos com mais de 20 anos ou optarem por modelos com menor impacto ambiental, como os movidos a biometano ou eletricidade.

 

Fonte: Transporte Moderno

Brasil ratifica a Convenção TIR (IRU) e consolida avanço histórico para o Transporte Rodoviário Internacional de Cargas

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a adesão do Brasil à Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR (Convenção TIR de 1975), administrada pela IRU – União Internacional de Transportes Rodoviários), consolidando um marco histórico para o Transporte Rodoviário de Cargas e para a integração do país às principais rotas do comércio internacional.

 

A ratificação da Convenção foi precedida por ampla e consistente tramitação no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados aprovou, em 9 de outubro de 2025, o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 655/2025, que contém o texto da Convenção. Posteriormente, em 26 de novembro de 2025, o Senado Federal também aprovou o PDL 655/2025, formalizando a adesão do Brasil a esse importante tratado internacional.

 

Com a aprovação pelas duas Casas Legislativas, o Congresso Nacional promulgou o Decreto Legislativo nº 267, de 1º de dezembro de 2025, e a ratificação foi formalizada com a assinatura da Carta de Ratificação pelo Presidente da República em 31 de dezembro de 2025, no Palácio do Planalto, em Brasília. O instrumento será depositado junto à Secretaria-Geral das Nações Unidas, conforme previsto no texto da Convenção, passo necessário para que o acordo entre em vigor para o Brasil.

 

A Convenção TIR é um dos mais relevantes instrumentos internacionais de facilitação do comércio. TIR, sigla para Transportes Internacionais Rodoviários, é o único sistema universal de trânsito aduaneiro atualmente em operação no mundo, proporcionando benefícios como maior segurança na cadeia logística, envio eletrônico antecipado de dados às aduanas, redução de barreiras burocráticas e garantia internacional dos tributos aduaneiros, por meio do uso das Cadernetas TIR, reconhecidas globalmente.

Um trabalho histórico liderado pela NTC&Logística

Pauta prioritária da gestão do presidente Eduardo Rebuzzi, que tem contado com a firme colaboração do vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes, a ratificação da Convenção TIR é resultado de um trabalho técnico, institucional e persistente da NTC&Logística, ao longo de décadas, com atuação junto aos poderes Executivo e Legislativo, órgãos governamentais e entidades internacionais – inclusive a própria IRU.

Essa trajetória internacional teve início em junho de 1970, quando a NTC&Logística foi admitida como associada da IRU durante congresso realizado pela entidade em Haia, na Holanda. Criada em 1948, com sede em Genebra, na Suíça, a IRU é uma organização de alcance global, com assento na Organização das Nações Unidas (ONU), que atua na defesa dos interesses dos operadores de transporte rodoviário e pelo fortalecimento do setor em mais de 100 países.

Desde então, a NTC&Logística, reconhecida como representante da IRU no Brasil, vem defendendo a implantação do sistema TIR no país, considerada estratégica para a modernização do Transporte Rodoviário de Cargas. Nos últimos anos, esse trabalho foi intensificado e consolidado como uma das principais pautas da atual gestão, culminando agora na ratificação da Convenção pelo Estado brasileiro.

Para o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi, a conquista representa um divisor de águas para o setor. “A ratificação da Convenção TIR é uma conquista histórica para o Transporte Rodoviário de Cargas e para o Brasil. Trata-se de um trabalho construído ao longo de muitos anos, por diversas gestões da NTC&Logística, sempre com diálogo institucional, consistência técnica e visão de futuro. Esse avanço posiciona o país em um novo patamar de integração logística internacional, trazendo ganhos concretos de competitividade, eficiência e segurança para as empresas brasileiras”, destacou.

Rebuzzi também fez questão de agradecer a todos os envolvidos no processo. “Esse resultado é fruto de um esforço coletivo, que envolve dirigentes, técnicos, parceiros institucionais, o Governo Federal, o Congresso Nacional e as entidades internacionais. Nosso agradecimento especial à IRU, que sempre acreditou no potencial do Brasil integrado ao sistema TIR e apoiou essa construção ao longo de décadas”, completou.

 

Integração internacional e ganhos para o setor

O vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais da NTC&Logística, Danilo Guedes, ressaltou que a ratificação da Convenção TIR representa um avanço estratégico para o país no cenário global. “A entrada do Brasil no sistema TIR significa mais agilidade nas fronteiras, redução de custos operacionais, maior previsibilidade e segurança jurídica para as operações de transporte internacional. É um momento extremamente relevante para o setor e para a economia brasileira”, afirmou.

Segundo Guedes, o resultado reforça a importância da atuação conjunta entre entidades representativas e o poder público. “Esse processo demonstra como o trabalho técnico, contínuo e bem articulado entre o setor privado, o Governo Federal e as organizações internacionais gera resultados estruturantes para o país. A NTC&Logística cumpre, mais uma vez, seu papel institucional em defesa do Transporte Rodoviário de Cargas”, acrescentou.

 

Próximos passos

Após o depósito da Carta de Ratificação junto à Organização das Nações Unidas, a Convenção TIR entrará em vigor para o Brasil no prazo previsto em seu texto. Posteriormente, será editado o Decreto Presidencial de Promulgação, que permitirá a incorporação definitiva da Convenção ao ordenamento jurídico brasileiro, viabilizando sua aplicação prática no País.

Com a ratificação da Convenção TIR, o Brasil dá um passo decisivo rumo à modernização do transporte internacional, fortalecendo o papel do Transporte Rodoviário de Cargas como elo fundamental da logística, do comércio exterior e do desenvolvimento econômico nacional.

 

Fonte: NTC&Logística

Renan Filho anuncia renovação automática para bom condutor valendo a partir desta sexta (9)

Renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) sempre exigiu tempo, dinheiro e burocracia. Para os motoristas que dirigem com responsabilidade, esse processo agora ficou muito mais simples e gratuito: mais de 371 mil condutores em todo o país já foram beneficiados pela medida do Bom Condutor, publicada em dezembro de 2025 pelo Governo do Brasil. A partir desta sexta-feira (9), a iniciativa passa a operar de forma contínua, com atualizações diárias pelo aplicativo da CNH do Brasil.

“Por muito tempo, o Sistema de Trânsito Brasileiro (SNT) tratou todos os motoristas como potenciais infratores, submetendo bons e maus condutores às mesmas exigências e burocracias. A renovação automática da CNH muda esse paradigma ao diferenciar quem se comporta bem de quem se comporta mal, premiando o acerto e não apenas punindo o erro”, destacou Renan Filho.

O início da renovação automática marca um dia histórico para o trânsito brasileiro ao colocar em funcionamento, na prática, uma política pública que reconhece e valoriza o bom comportamento dos motoristas. Nesta primeira leva, os condutores beneficiados economizaram, no total, cerca de R$ 120 milhões, recursos que antes eram destinados a taxas e procedimentos de renovação, beneficiando diretamente a população.

 

Como funciona

Todo o processo é realizado por meio do sistema da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Quando o documento vence, a atualização é feita diretamente na base nacional e disponibilizada no aplicativo da CNH do Brasil. Além da renovação do documento, os condutores beneficiados passam a receber o selo de Bom Condutor, que fica visível no aplicativo como forma de reconhecimento pelo comportamento responsável.

“Cerca de 70% dos condutores que precisavam renovar a CNH neste período são bons condutores e, até agora, passavam pelo mesmo processo de quem comete infrações. A política vem justamente para reconhecer esse comportamento e incentivar mais segurança no trânsito”, afirmou o diretor de Regulação, Fiscalização e Gestão da Senatran, Basílio Militani Neto.

 

Quem pode ser beneficiado

A iniciativa beneficia motoristas que não cometeram infrações de trânsito nos últimos 12 meses e que estejam cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC). Para esse público, a renovação ocorre de forma totalmente automática, sem necessidade de exames presenciais, deslocamento aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) ou pagamento de taxas adicionais.

“Estamos falando de um serviço que alcança o cidadão onde ele está. É tecnologia pública para simplificar a vida das pessoas, reduzir burocracia e levar o serviço até a ponta, inclusive em cidades pequenas, pelo celular, eliminando deslocamentos desnecessários”, afirmou o presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Wilton Mota.

Como a medida entrou em vigor em 10 de dezembro de 2025, os condutores que tiveram a CNH vencida a partir dessa data passaram a ser incluídos no novo modelo. Por esse motivo, as primeiras renovações automáticas começaram a ser liberadas agora, em janeiro de 2026.

Com cerca de 80 milhões de CNHs vigentes no país, a expectativa do Governo do Brasil é que mais de 10 milhões de motoristas possam ser beneficiados pela renovação automática ao longo do tempo, ampliando o alcance da política do Bom Condutor e incentivando práticas mais responsáveis no trânsito.

“A fiscalização, por si só, não é suficiente para mudar as estatísticas lamentáveis do trânsito no Brasil e no mundo. Ações como essa, que incentivam a mudança de conduta e a mudança cultural no trânsito, são fundamentais para melhorar a segurança viária a longo prazo”, ressaltou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando.

 

Quem não é elegível

A renovação automática, no entanto, não se aplica a todos os condutores. Motoristas com 70 anos ou mais não têm direito ao benefício. Já os condutores a partir dos 50 anos podem aproveitar uma única renovação automática da CNH quando o documento vencer, sem taxas ou exames. O benefício é pessoal e só pode ser usado uma vez.

Também ficam fora da medida os condutores com prazo de validade da CNH reduzido por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que exigem acompanhamento de saúde, assim como os motoristas com a CNH vencida há mais de 30 dias, conforme prevê a legislação de trânsito.

 

Tecnologia a serviço do cidadão

A modernização dos serviços de trânsito acompanha a crescente adesão da população às ferramentas digitais. Atualmente, 2.316.443 brasileiros já abriram requerimento para a primeira CNH pelo aplicativo.

“Quando a renovação se torna simples, automática e sem custo para quem faz o certo, as pessoas aderem, mantêm o cadastro atualizado e permanecem dentro do sistema. Isso é ganho de controle, não perda”, finalizou Renan Filho.

 

Fonte: Ministério dos Transportes

Atualização sobre a validade do curso mopp

Recentemente, o segmento de transporte de produtos perigosos foi surpreendido por uma mudança relevante decorrente da publicação da Resolução CONTRAN nº 1.020, de 1º de dezembro de 2025, que introduziu alterações significativas com impactos diretos sobre a atividade.

A referida norma dispõe sobre os procedimentos relativos à aprendizagem, à habilitação, à formação de condutores e à expedição de documentos, bem como sobre o processo de formação do candidato à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No entanto, entre seus dispositivos, a resolução também regulamenta os cursos especializados, que são essenciais para determinados segmentos do transporte rodoviário.

No contexto do transporte de produtos perigosos, destaca-se o Curso Especializado de Transporte de Produtos Perigosos (CETPP), amplamente conhecido como MOPP, cuja atualização normativa traz reflexos diretos para condutores, transportadores, entidades formadoras e para a fiscalização, exigindo atenção e adequada interpretação por parte de todos os envolvidos.

 

Quais mudanças a resolução trouxe para os transportadores de produtos perigosos?

O texto da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 promove a revogação de diversas resoluções anteriores. Entre as normas revogadas, destaca-se a Resolução CONTRAN nº 789/2020, que tratava de forma direta da validade dos cursos especializados.

A Resolução CONTRAN nº 789/2020 estabelecia que os cursos especializados possuíam validade de cinco anos, período ao final do qual os condutores eram obrigados a realizar a atualização dos respectivos cursos como condição para a continuidade do exercício da atividade.

De acordo com o texto atualmente vigente da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, os cursos especializados permanecem destinados aos condutores habilitados que pretendam conduzir veículos nas seguintes modalidades:

I – transporte coletivo de passageiros;

II – transporte de escolares;

III – transporte de produtos perigosos;

IV – veículos de emergência, inclusive ambulâncias;

V – transporte de carga indivisível;

VI – transporte individual de passageiros com o uso de motocicletas; ou

VII – transporte remunerado de mercadorias e serviço comunitário de rua com o uso de motocicletas.

Entretanto, diferentemente do que previa a regulamentação anterior, a validade dos cursos especializados deixa de ser tratada de forma geral. A norma atual estabelece, de maneira expressa, o prazo de validade exclusivamente para o curso destinado a condutores de ambulâncias, fixando-o em cinco anos, contados a partir da data de aprovação nos respectivos exames teóricos.

Para os demais cursos especializados, incluindo o Curso Especializado de Transporte de Produtos Perigosos (CETPP/MOPP), a Resolução CONTRAN nº 1.020/2025 não define prazo de validade, o que representa uma alteração relevante em relação ao regramento anteriormente vigente.

Dessa forma, os condutores cujos cursos especializados tenham vencimento posterior à data de publicação da Resolução no Diário Oficial da União (09/12/2025) não precisam realizar a renovação do curso.

Ressalta-se, contudo, que ainda existem pontos pendentes de esclarecimento em decorrência dessa alteração normativa. A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP) está em tratativas com os órgãos reguladores competentes para obter os devidos esclarecimentos.

Por ora, orientamos que as empresas de transporte instruam seus motoristas a verificar a regularidade do curso diretamente na Carteira Nacional de Habilitação Digital (CNH-e), no campo específico destinado aos cursos especializados, e que comuniquem à ABTLP qualquer atualização, inconsistência ou nova orientação recebida sobre o tema.

A ABTLP seguirá acompanhando atentamente os desdobramentos dessa alteração normativa e manterá seus associados informados tão logo haja posicionamento oficial ou esclarecimentos adicionais por parte dos órgãos competentes. Reitera-se a importância de que as empresas mantenham seus controles atualizados e atuem com cautela até a consolidação de um entendimento definitivo, preservando a conformidade regulatória e a segurança das operações de transporte de produtos perigosos.

 

Fonte: ABTLP

ANTT amplia rede de Pontos de Parada e Descanso nas rodovias federais concedidas

Os Pontos de Parada e Descanso (PPDs) são estruturas implantadas ao longo das rodovias com o objetivo de oferecer descanso seguro, adequado e gratuito aos motoristas profissionais do transporte rodoviário de cargas e passageiros, contribuindo para a redução da fadiga, a preservação da saúde e o aumento da segurança viária.

A iniciativa atende às diretrizes da Lei nº 13.103/2015 (Lei dos Caminhoneiros), que estabelece regras sobre jornada de trabalho, tempo de direção e períodos obrigatórios de descanso. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atua de forma integrada com o Ministério dos Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na implementação, certificação e fiscalização dos PPDs.

Nas rodovias federais concedidas, os Pontos de Parada e Descanso são implantados pelas concessionárias como parte das obrigações contratuais, sob fiscalização da ANTT, seguindo padrões técnicos e com funcionamento contínuo.

 

Estrutura e funcionamento

Os PPDs devem contar com infraestrutura adequada ao repouso dos motoristas, incluindo banheiros em condições sanitárias apropriadas, áreas para alimentação, espaços de descanso, estacionamento seguro e iluminação adequada.

Além disso, as estruturas devem atender a critérios técnicos definidos em norma, com destaque para:

Segurança: sistema de vigilância e segurança privada, com acesso gratuito aos usuários;

Disponibilidade: funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana;

Qualidade: atendimento às normas vigentes de pavimentação e edificações, considerando o porte dos veículos e a demanda prevista.

Esses requisitos contribuem também para a organização do tráfego, evitando paradas irregulares em acostamentos e áreas não autorizadas.

 

PPDs entregues e em funcionamento

Atualmente, 8 Pontos de Parada e Descanso, que integram as obrigações contratuais das concessões rodoviárias federais, já foram entregues e estão em operação, localizados nos seguintes trechos:

  • BR-101/SC, km 219,85 – Palhoça (Autopista Litoral Sul);
  • BR-153/GO, km 211 – Uruaçu e BR-153/TO, km 801 – Talismã (Ecovias do Araguaia);
  • BR-116/RJ, km 209,80 – Seropédica e BR-116/MG, km 513,60 – Caratinga (Ecovias Rio Minas);
  • BR-116/SP, km 95 – Pindamonhangaba e BR-116/RJ, km 319,6 – Itatiaia (RIOSP);
  • BR-163/PA, km 59 – Novo Progresso (Via Brasil).

 

Próximas entregas

O planejamento atual prevê a implantação de 23 novos Pontos de Parada e Descanso, sendo 5 entregas previstas para 2026 e 18 para 2027, ampliando significativamente a rede de apoio aos motoristas profissionais nas rodovias federais concedidas.

 

Transparência e acesso à informação

No portal da ANTT, a sociedade pode consultar a lista de PPDs certificados, o mapa com a distribuição geográfica dos pontos e um painel de dados interativo com informações sobre os serviços disponíveis, abrangendo tanto rodovias concedidas quanto rodovias federais sob gestão pública. As informações auxiliam motoristas e empresas de transporte no planejamento de viagens mais seguras e regulares.

 

Fonte: ANTT

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Janeiro/2026)

1) 08/01/2026 das 13h às 19h20

Motivo: Obras na Avenida Eng. Augusto Barata, saída da Alemoa, sentido São Paulo.

Terminais em Contingência: Todos os terminais de contêineres.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

Obras de drenagem na Alemoa provocam desvios da perimetral

As obras de construção de um canal de drenagem nas imediações da rotatória da Alemoa, entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a avenida Engenheiro Augusto Barata, provocam algumas alterações no tráfego de veículos a partir desta sexta-feira (09/01). Ao quadruplicar a capacidade atual de vazão de águas pluviais, a intervenção realizada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) irá solucionar o problema crônico dos alagamentos na região da Alemoa, na entrada de Santos.

Desde o dia 20 de outubro, a APS constrói uma pista alternativa para o desvio do trânsito, pois as faixas de rolamento no sentido da saída do Porto precisarão ser interditadas para a implantação do canal de drenagem. Com isso, a atual rotatória será suprimida (e, posteriormente, substituída por retornos nos dois sentidos), o que irá causar os seguintes desvios:

– Para os veículos vindos da Via Anchieta pelo viaduto Doutor Paulo Bonavides, com destino à Alamoa Industrial, será necessário pegar a primeira saída à direita, na rua Doutor Albert Schweitzer, retornando por debaixo do viaduto pela rua Augusto Scaraboto.

– Os veículos vindos do terminal da BTP com destinos em direção à Ponta da Praia terão de sair pela faixa da direita ao lado do viaduto e contornar a Alamoa Industrial pelas ruas Aurélio Batista Félix, dos Italianos e Doutor Albert Schweitzer atravessando à esquerda no semáforo para o viaduto Paulo Bonavides.

O desvio afeta o trânsito apenas no sentido da saída do Porto – a pista alternativa é mais estreita que a atual, portanto com menor capacidade de escoamento, o que pode provocar algumas retenções de tráfego durante a realização das obras, que irão até janeiro de 2027. A pista no sentido da entrada no Porto não será afetada pelos trabalhos.

 

Maior capacidade de drenagem

A região da Alemoa é um dos maiores pontos críticos de Santos nos períodos de chuva, apresentando severos alagamentos, o que causa transtornos para a população local e para a operação portuária, com interrupções no tráfego de caminhões, ônibus e carros.

A pequena vala de drenagem hoje existente no final do viaduto mede 1,5 m x 1,5 m, sendo insuficiente para o escoamento das águas pluviais. Essa vala será substituída por um canal de 5 m de extensão por 2 m de largura, quadruplicando a atual capacidade de vazão. As obras serão a solução definitiva para o problema crônico dos alagamentos no local.

Além da drenagem, as obras realizadas pela APS incluem a troca do atual calçamento de paralelepípedos por um piso asfáltico, o que também irá contribuir para uma maior fluidez do tráfego, visto que as três faixas de rolamento ficarão bem definidas. A rotatória será substituída por dois retornos com entrada livre, o que igualmente facilitará o trânsito dos veículos.

Durante toda a obra, agentes da Guarda Portuária estarão no local para orientar os motoristas. Um guincho da corporação ficará de prontidão para o caso de ocorrências que exijam a remoção de veículos da pista.

 

Fonte: Autoridade Portuária de Santos

Programação preliminar do 18º Congresso Paulista do TRC destaca temas estratégicos para o futuro do transporte

A Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) divulgou os temas que serão debatidos no 18º Congresso Paulista do Transporte Rodoviário de Cargas, que será realizado entre os dias 14 e 17 de maio de 2026, em Águas de Lindóia (SP). Reconhecido como um dos mais importantes encontros do setor no país, o Congresso reunirá empresários, executivos, lideranças e especialistas para discutir os principais desafios e caminhos do transporte rodoviário de cargas.

Entre as temáticas estão a Renovação de Frota, que abordará temas como modernização da frota, acesso a crédito, sustentabilidade e o impacto das políticas públicas na competitividade do setor; Abastecimento Urbano, que trará reflexões sobre os desafios da logística nas cidades, eficiência operacional, last mile e soluções para um abastecimento mais sustentável e integrado aos centros urbanos. Visão Empresarial: Desafios, Caminhos e Possibilidades, que vai discutir o ambiente econômico, os gargalos estruturais, a competitividade das empresas e as perspectivas para o setor produtivo e logístico nos próximos anos.

O congresso também vai abordar o caminho para o sucesso na comunicação e na negociação, trazendo uma abordagem prática e estratégica sobre comunicação, negociação e liderança empresarial.

A diversidade de temas reforça o compromisso do 18º Congresso Paulista do TRC em promover debates atuais, estratégicos e conectados com a realidade do transporte rodoviário de cargas, unindo gestão, inovação, sustentabilidade, políticas públicas e desenvolvimento profissional.

As inscrições para o evento já estão abertas e podem ser realizadas no site oficial da FETCESP. O Congresso é uma oportunidade única para atualização de conhecimentos, networking qualificado e construção de soluções que impactam diretamente o futuro do setor. Para mais informações e inscrições, acesse o site.

 

EVENTO

18º Congresso Paulista do TRC
Data: 14 e 17 de maio de 2026
Local: Bendito Cacao Resort&Spa – Águas de Lindóia (SP)
Inscrições: https://fetcesp.com.br/18-congresso-paulista-do-trc/

 

Fonte: FETCESP