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Após acordo, Senado aprova MP do frete sem o piso salarial de R$ 5 mil Fonte: Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (14) a medida provisória que altera as regras do piso mínimo do frete rodoviário, mas sem o piso salarial de R$ 5 mil mensais para os caminhoneiros.

A medida provisória (MP 1.343/2026) passou por uma série de mudanças e, por isso, foi transformada em um projeto de lei de conversão: o PLV 6/2026. O texto segue para a sanção da Presidência da República.

O valor do piso não estava no texto enviado pelo governo. A previsão de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância foi incluída pela comissão mista (de senadores e deputados federais) que analisou a matéria — e foi mantida na votação na Câmara dos Deputados.

Mas, no Senado, o dispositivo foi retirado por ser considerado um tema estranho ao conteúdo original da medida provisória. O pedido de exclusão foi apresentado pelos senadores Jaime Bagattoli (PL-RO) e Tereza Cristina (PP-MS), e foi acatado pelo relator da MP, senador Styvenson Valentim (Podemos-RN).

A exclusão foi tratada como supressão, e não como alteração do texto, para evitar o retorno da proposta à Câmara.

Ao anunciar o acordo para a votação da proposta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que reuniu governo, parlamentares e representantes dos setores envolvidos para buscar um consenso. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara gerava divergências e precisava ser discutido antes de ir à votação no Plenário do Senado.

— O debate é a essência do Parlamento. Se havia divergências sobre o texto, era preciso ouvir todos os envolvidos. Demos uma contribuição para o Brasil, mas é rápido esquecer isso quando se quer arrumar um culpado. O difícil é sentar por dez horas, governo, oposição e relator, para construir um acordo. Era mais fácil dizer que não ia pautar. (…) Nós nos debruçamos sobre o processo, entramos para dentro do problema e demos a solução — afirmou Davi.

Tereza Cristina disse que o dispositivo precisava ser retirado por tratar de tema alheio à medida provisória e que, por isso, poderia ser considerado inconstitucional. Segundo ela, a questão havia sido discutida entre o governo e representantes dos caminhoneiros e transportadores.

Jaime Bagattoli afirmou que a manutenção do piso poderia prejudicar milhares de pequenos empresários do transporte rodoviário. Assim como Tereza Cristina, ele disse que a preocupação foi discutida com representantes dos caminhoneiros, que, segundo ele, concordaram com a retirada do dispositivo.

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmaram que as negociações buscaram preservar os pontos considerados essenciais da proposta e evitar que a medida provisória perdesse a validade. A aprovação da matéria ocorreu dois dias antes do fim do prazo para a sua aprovação (embora esteja em vigor desde março, a MP dependia da aprovação do Congresso para se tornar lei em definitivo).

— A negociação é um instrumento de conversa, de busca de alternativas. Pode não agradar a um aqui, a outro ali ou a outro acolá, mas temos de ter capacidade de escolher o que é essencial — disse Teresa Leitão ao destacar a construção de um acordo entre os senadores.

O parecer de Styvenson Valentim trouxe ainda ajustes de redação. Além disso, a redação final prevê que acordos e convenções coletivas de trabalho instituirão o piso salarial aplicável aos motoristas profissionais de longa distância.

 

Anistia

O texto anistia caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias no contexto das eleições de 2022. O perdão das multas, que não constava na medida provisória editada pelo governo federal, foi incluído pela comissão mista que analisou a MP.

— É uma tranquilidade para os caminhoneiros. O projeto busca anular multas aplicadas em 2022. Entendo que o caráter pedagógico dessas multas já foi alcançado. Manter essa injustiça passaria uma ideia de vingança, o que não contribui em nada para a sociedade — disse Styvenson Valentim.

Outra anistia se destina a quem descumpriu as normas do frete, como é o caso do pagamento abaixo do piso estipulado pela Lei 13.703, de 2018. Assim, embora a MP fixe regras mais rígidas para o cumprimento do frete mínimo e a definição de seu valor, aqueles que foram punidos administrativamente até a publicação da futura lei (resultante da proposta) terão as multas convertidas em advertência. A medida vale para processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas ainda não quitadas.

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. A proposta também preserva o direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei. Já os valores de multas pagas antes da publicação da futura lei não serão devolvidos.

Além das anistias, a proposta reúne uma série de mudanças para o transporte rodoviário de cargas, como alterações nas regras de fiscalização do setor e novas exigências para transportadores.

 

Frete mínimo  

O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade (como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga).

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.

 

Fiscalização

O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.

A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.

Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.

Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.

 

Outros pontos

Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.

A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.

As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.

 

Fonte: Agência Senado

SINDISAN e SINDROD firmam Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027

Convenção Coletiva de Trabalho entre SINDISAN e SINDROD tem reajuste salarial de 5,5%

 

Foi assinada hoje (15), a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que terá vigência entre 01/05/2026 e 30/04/2027.

O reajuste salarial foi de 5,5% e o reajuste dos benefícios teve variação entre 5,5% e 8%.

O texto completo da CCT está disponível para empresas associadas na Intranet do SINDISAN.

As empresas não associadas devem solicitar à secretaria pelo e-mail secretaria@sindisan.com.br 

Fonte: SINDISAN

São Paulo planeja maior túnel rodoviário do Brasil

O governo de São Paulo prepara a construção do maior túnel rodoviário do Brasil na nova pista da Rodovia dos Imigrantes, em projeto que avança na fase de planejamento. A estrutura deve concentrar cerca de 80% do trajeto sob a Serra do Mar, entre a capital e a Baixada Santista.

 

Travessia da serra entra em nova fase

A proposta altera de forma profunda a travessia entre o planalto e o litoral, hoje um gargalo para o transporte de carga e o turismo na região. A Serra do Mar, trecho mais sensível da ligação, combina alta demanda de veículos, relevo acidentado e presença de Mata Atlântica preservada.

O novo traçado pretende modernizar esse corredor estratégico sem repetir o modelo de pistas em viadutos e cortes extensos na encosta. Com o túnel abrigando a maior parte da pista, o governo estadual tenta responder à pressão por mais capacidade viária e, ao mesmo tempo, reduzir o impacto ambiental na serra.

 

Menos intervenção na Mata Atlântica

O desenho preliminar prevê que aproximadamente 80% do percurso da nova pista seja feito por dentro da montanha. A opção altera a lógica de expansão sobre a superfície, que historicamente abre clareiras, exige supressão de vegetação e interfere nos cursos d’água da Mata Atlântica.

A Serra do Mar abriga um dos últimos grandes contínuos desse bioma no país e concentra nascentes, fauna sensível e encostas instáveis. Colocar quase todo o caminho em túnel diminui a faixa de obra a céu aberto e restringe a área diretamente afetada.

Técnicos ouvidos ao longo da elaboração do conceito defendem que essa é a única forma de conciliar aumento de capacidade com preservação. A leitura é que, sem a solução subterrânea, qualquer ampliação da Imigrantes aprofundaria conflitos com órgãos ambientais e com a sociedade civil.

 

Infraestrutura, turismo e carga em jogo

A Rodovia dos Imigrantes segue como uma das principais portas de saída da produção industrial da Grande São Paulo rumo ao Porto de Santos e ao polo turístico da Baixada. Em fins de semana de verão e feriados prolongados, congestionamentos se arrastam por horas, com reflexos na economia local.

O governo aposta que a nova pista, apoiada no maior túnel rodoviário do país, alivie o tráfego e ofereça rota mais segura em trechos hoje marcados por neblina, curvas fechadas e riscos de deslizamentos. O transporte rodoviário de cargas deve ganhar previsibilidade e tempo menor de viagem, fator decisivo para a logística.

Para o turismo, uma travessia mais fluida tende a reduzir o custo de acesso às praias e estimular a ocupação hoteleira em períodos de alta. A expectativa na Baixada Santista é de reforço no fluxo de visitantes e no faturamento do comércio, condicionado, porém, ao cronograma da obra e à tarifa de pedágio que será praticada.

 

Desafio técnico e financeiro

A construção de um túnel de grande extensão sob a Serra do Mar se coloca, por outro lado, como um dos projetos mais complexos da engenharia rodoviária recente em São Paulo. A combinação de geologia heterogênea, lençóis d’água e necessidade de monitoramento constante de impactos exige tecnologia avançada e planejamento fino.

O setor de construção civil terá de lidar com escavações profundas, sistemas de ventilação em grande escala, saídas de emergência, drenagem e equipamentos de segurança adaptados ao alto fluxo de veículos. O custo total da obra ainda não é divulgado, mas a avaliação interna é que se trata de um investimento de longo prazo, com impacto relevante nos orçamentos públicos e nas concessões rodoviárias.

Ambientalistas acompanham com atenção os primeiros movimentos. A leitura predominante é que o conceito, em si, reduz a pressão direta sobre a Mata Atlântica, mas a execução precisa ser extremamente controlada para evitar danos subterrâneos, como alterações em cursos d’água e instabilidade de encostas.

 

Próximos passos e efeito demonstração

O projeto ainda não tem data definida para início das obras. As próximas etapas incluem detalhamento técnico do traçado, estudos de impacto ambiental, audiências públicas e definição de cronogramas e fontes de financiamento. Cada uma dessas fases pode impor ajustes, atrasos e até reconfigurações na extensão exata do túnel.

No governo paulista e entre órgãos de infraestrutura, a percepção inicial é positiva. A obra é tratada como chance de transformar um gargalo histórico em vitrine de infraestrutura com menor pegada ambiental, alinhada ao discurso de desenvolvimento sustentável.

Organizações ligadas ao meio ambiente, por sua vez, indicam que vão cobrar transparência na divulgação de dados, condicionantes rígidas nas licenças e monitoramento independente ao longo da construção e da operação. O sucesso ou o fracasso no cumprimento dessas etapas tende a definir o legado do projeto.

A longo prazo, a nova pista da Imigrantes e o maior túnel rodoviário do Brasil podem se tornar referência para obras em outras serras do país, hoje pressionadas pela demanda por novas ligações viárias. Se conseguir equilibrar mobilidade, segurança e preservação, o corredor entre São Paulo e litoral pode inaugurar um novo padrão de infraestrutura em áreas ambientalmente sensíveis.

 

Fonte: NC News

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Julho/2026)

1) 10/07/2026, das 15 às 20h10

Motivo: Congestionamento devido acidente na Anchieta Sul.

Terminais em Contingência: Todos os terminais do Porto de Santos.

 

2) 13/07/2026, às 00h, ao dia 15/07, às 7h.

Motivo: Greve dos caminhoneiros.

Terminais em Contingência: Todos os terminais do Porto de Santos.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

Empresas respondem por mais de dois terços do volume de cargas transportadas por rodovias

Dos alimentos que chegam aos supermercados aos insumos utilizados pela indústria, grande parte da produção brasileira depende do transporte rodoviário para percorrer o país. Por trás dessa movimentação, está um setor formado por diferentes perfis de operadores, no qual as empresas de transporte de cargas respondem pela maior parcela da atividade.

A dimensão dessa participação pode ser observada nos dados de produção do setor. Segundo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), as ETCs (Empresas de Transporte de Cargas) são responsáveis por 68,45% do volume de carga transportada, medido em TKU (toneladas por quilômetro útil), enquanto os transportadores autônomos respondem por apenas 12%. Desse total, mais da metade está vinculada às ETCs na condição de agregados ou exclusivos, ficando a cargo dos autônomos algo em torno de 5% do volume transportado. O indicador relaciona a quantidade de carga transportada à distância percorrida e ajuda a dimensionar a participação de cada categoria na atividade.

A participação na produção contrasta com a composição do setor. Embora o Brasil tenha 816.806 transportadores autônomos cadastrados, diante de 319.286 empresas de transporte de cargas, as ETCs reúnem 1.971.232 veículos registrados no RNTRC (Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas). Entre os autônomos, são 937.431 veículos.

A leitura conjunta dos indicadores revela que o número de operadores, isoladamente, não traduz a participação de cada categoria na produção do transporte. Mesmo em menor número entre os registros, as empresas reúnem cerca de 1,97 milhão de veículos e respondem por mais de dois terços da atividade medida em TKU.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os indicadores ajudam a compreender como está estruturado o transporte rodoviário de cargas e a dimensão da atividade empresarial no país. “Quando falamos em transporte rodoviário de cargas, estamos falando de uma atividade que faz parte do dia a dia de toda a sociedade. É o transporte que conecta a produção, movimenta mercadorias e atende às diferentes necessidades da economia brasileira. Os dados mostram a dimensão da participação das empresas nessa atividade e a importância de garantir condições para que o setor continue operando com eficiência e contribuindo para o desenvolvimento do país”, afirma Vander Costa.

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Free flow começa a operar na Anchieta e Imigrantes em 1º de agosto; veja como será a cobrança

Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) passarão a contar, a partir de 1º de agosto, com um novo sistema de cobrança de pedágio. O free flow (pórticos eletrônicos) permitirá que os veículos passem pelos pedágios sem precisar parar nas cabines. A cobrança será feita pelos pórticos instalados no Km 33 da Via Anchieta e no Km 29 da Rodovia dos Imigrantes, nos dois sentidos, perto das atuais praças de pedágio.

A informação é da diretora da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), Raquel França Carneiro. Segundo ela, a mudança vai aumentar a fluidez do trânsito, reduzir acidentes e abrir caminho para a retirada definitiva das praças de pedágio ainda neste ano.

A principal mudança para os usuários será na forma de cobrança. Atualmente, os motoristas pagam R$ 40,60 apenas na descida da Serra do Mar. Com o free flow, haverá duas cobranças de R$ 20,30, uma em cada sentido.

Raquel afirma que a alteração beneficiará principalmente os caminhoneiros. Hoje, eles pagam a tarifa cheia na descida, quando estão com carga. Com o novo sistema, a tarifa será calculada separadamente em cada sentido e, como muitos retornam vazios e com menos eixos apoiados no solo, o valor da viagem de volta será menor.

Inicialmente, segundo a diretora, nada muda nas praças de pedágio das rodovias Padre Manoel da Nóbrega e Cônego Domênico Rangoni. A adoção do free flow nesses trechos será discutida após a consolidação do modelo no Sistema Anchieta-Imigrantes.

A Artesp estima que 77% dos veículos que circulam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes já utilizam tag eletrônica — índice que chega a 71% entre os veículos de passeio e a 93% entre os comerciais. Para esses usuários, a cobrança continuará sendo automática.

Quem não possui tag poderá consultar os débitos e fazer o pagamento pela plataforma Siga Fácil, utilizando Pix, cartão de crédito ou os totens de autoatendimento da Ecovias Imigrantes.

Como determina a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o prazo para regularizar débitos de pedágios eletrônicos foi ampliado para 16 de novembro. Depois dessa data, deverá voltar a valer o prazo anterior, de 30 dias após a passagem pelos pórticos. Quem não fizer o pagamento estará sujeito a multa de R$ 195,23 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Não haverá descontos para usuários frequentes, como ocorre em concessões mais recentes. Segundo Raquel Carneiro, o contrato de concessão do Sistema Anchieta-Imigrantes substitui a tecnologia de cobrança, mas mantém o modelo tarifário atual.

Além da cobrança de pedágio, os pórticos farão parte do programa estadual Muralha Paulista, que compartilha informações em tempo real com a Polícia Militar Rodoviária. Os equipamentos identificam características dos veículos, como placa, categoria, peso e quantidade de eixos.

A diretora da Artesp destaca que a tecnologia tem 99,99% de precisão, mesmo em condições de chuva, neblina, placas parcialmente sujas ou veículos trafegando lado a lado.

Com a implantação do free flow, as atuais praças de pedágio permanecerão temporariamente abertas para a passagem livre dos veículos até que sejam parcialmente demolidas. A retirada definitiva das estruturas dependerá da implantação de um novo modelo de Operação Comboio, cujos testes terão início ainda no segundo semestre.

 

Fonte: G1 Santos

Programa do SEST SENAT que oferece gratuitamente mudança de categoria da CNH prorroga inscrições até 21 de julho

O SEST SENAT prorrogou até o dia 21 de julho o prazo de inscrições para o público geral no Mais Motoristas. A iniciativa oferece, gratuitamente, a mudança de categoria da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e a qualificação profissional para quem deseja atuar no transporte de cargas e de passageiros.
O programa contempla a mudança da CNH para as categorias C, D ou E, além da capacitação profissional oferecida pela Escola de Motoristas Profissionais do SEST SENAT.
Para participar, é necessário:

  • ter, no mínimo, 19 anos;
  • saber ler e escrever;
  • possuir CPF;
  • estar com a CNH válida para a mudança de categoria pretendida;
  • não estar com o direito de dirigir suspenso;
  • não ter cometido mais de uma infração gravíssima nos últimos 12 meses.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet, na página do programa Mais Motoristas.

Link para inscrições.

Link do edital.

Será gerado um ranking de seleção após o período de cadastros. O método prioriza mulheres no CadÚnico, seguidas por pessoas no CadÚnico, demais mulheres e público geral. Candidatos desempregados e com maior número de dependentes diretos largam na frente na classificação.

 

Sobre o programa

Criado em 2023, o Mais Motoristas já qualificou milhares de profissionais para atuar no setor. Em sua primeira edição, registrou mais de 55 mil inscritos em todo o país, evidenciando a elevada demanda por formação profissional.
O transporte é um dos principais motores da economia brasileira e depende do desenvolvimento contínuo de profissionais qualificados para garantir eficiência, segurança e competitividade às operações.

Fonte: SEST SENAT

Terceira pista da Rodovia dos Imigrantes tem acesso direto ao Porto de Santos avaliado pelo Governo de São Paulo

Quase seis meses depois de receber oficialmente o projeto, o Governo do Estado ainda não tem definição sobre a possibilidade de incluir o Corredor Porto-Indústria (Copi) nas obras da terceira pista da Rodovia dos Imigrantes.

Proposto pela Prefeitura de Cubatão, o Copi cria um acesso direto entre a futura pista e o Porto de Santos, sem passar pelas rodovias Anchieta e Cônego Domenico Rangoni, retirando parte do fluxo de caminhões das áreas urbanas da cidade industrial e permitindo maior fluidez no transporte de cargas.

Apesar de a ideia ter sido apresentada em 29 de janeiro pelo prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), durante reunião com o secretário estadual de Parcerias em Investimentos, Rafael Benini, a pasta respondeu, em nota, que “está analisando tecnicamente o projeto”. Antes, o Copi já tinha sido apresentado em audiência pública do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) e submetido ao Conselho da Autoridade Portuária (CAP).

A Secretaria Estadual de Parcerias em Investimentos (SPI) afirma que o fato de a proposta ter ligação com os estudos da futura terceira pista da Imigrantes faz com que seja avaliada “de forma integrada, considerando aspectos técnicos, operacionais, ambientais, logísticos e econômico-financeiros”. O Estado afirma manter “diálogo institucional com a Prefeitura de Cubatão e demais órgãos envolvidos”.

O Governo Estadual nada mencionou a respeito de uma possível parceria com a União no empreendimento, embora questionado pela Reportagem. O Governo Federal afirma que um estudo feito pela Infra S.A. sobre o corredor deve ser apresentado no final deste mês. A informação foi confirmada para A Tribuna pelo ministro dos Transportes, George Santoro, em visita ao Porto de Santos, na última terça-feira.

Caso o resultado da análise seja favorável, Santoro disse que iniciará tratativas com o Estado.

O combinado

Concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a Ecovias Imigrantes explica que “o projeto da terceira pista (de responsabilidade da empresa) atende à solicitação do Governo do Estado para uma nova ligação entre a região do Planalto e a Baixada Santista, com vocação para veículos pesados, mínimo impacto ambiental e capacidade para atender a demanda de tráfego atual e futura”.

Segundo a empresa, “novos projetos ou obras complementares, que não estejam no escopo inicial, devem ser submetidos à análise e aprovação do Governo”.

 

Estudos

Com cerca de 13,5 quilômetros de extensão, o Corredor Porto-Indústria prevê duas faixas de rolamento por sentido, com acostamento e dimensionadas para tráfego pesado. De acordo com cálculos feitos pela Prefeitura, a via teria capacidade para circulação de até 20 mil veículos por dia.

Em nota, a Prefeitura informa que acompanha todas as discussões relacionadas ao projeto.

“Desde a apresentação da proposta, a Administração Municipal tem mantido diálogo institucional com os governos do Estado, Federal, a Infra S.A., autoridades ligadas ao setor de infraestrutura, logística e transportes, além de representantes da iniciativa privada e demais instituições envolvidas no desenvolvimento regional”.

A Prefeitura acrescenta que entende que empreendimentos dessa magnitude exigem análises técnicas aprofundadas e criteriosas, contemplando aspectos de engenharia, mobilidade, logística, meio ambiente, viabilidade econômico-financeira e integração com outros projetos estruturantes. “Por essa razão, respeita o trabalho que vem sendo conduzido pelos órgãos competentes e acompanha atentamente a evolução dos estudos”.

A Prefeitura de Cubatão considera “extremamente positiva” a participação de diferentes instituições na avaliação do projeto. “Não há espaço para disputas entre propostas ou protagonismos institucionais quando o objetivo é solucionar um dos principais gargalos logísticos do País”.

A Administração diz que toda contribuição técnica é bem-vinda e fortalece a construção de uma solução consistente. A Prefeitura defende ainda que o debate esteja concentrado na busca pela melhor alternativa para o interesse público, “seja por meio da integração do Copi à futura terceira pista da Rodovia dos Imigrantes, seja por outro modelo de implantação que venha a ser considerado tecnicamente mais adequado”.

“O fundamental é que a região avance para uma solução definitiva. Os desafios enfrentados por Cubatão e pelo Porto são urgentes”.

 

Fonte: A Tribuna

SINDISAN encerra as negociações salariais de 2026

No dia 07 de julho o SINDISAN deu por encerradas as negociações salariais de 2026 com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região (SINDROD). A Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027 terá validade de 1º de maio de 2026 até 30 de abril de 2027.

O reajuste salarial negociado foi de 5.5% (INPC de 4,11% + 1,39% de aumento real) e será aplicado a partir de 1º de julho. As diferenças por aplicação do reajuste convencionado referentes aos meses de maio e junho, serão pagas como abono indenizatório (apenas sobre o salário-base), até o quinto dia útil do mês subsequente à assinatura do instrumento, mantendo-se a data base de 1º de maio. Já o reajuste dos benefícios deverá ser aplicado a partir de maio, conforme tabela abaixo:

Para os salários acima de R$ 5.500,00 deverá prevalecer a livre negociação entre empregado e empregador, considerando uma garantia mínima de R$ 301,92 para qualquer salário acima desse valor. 

PARADIGMA: Todos os empregados admitidos a partir de 1º de maio de 2025 e que não têm paradigma, ou não sujeitos à tabela de salários normativos, terão assegurada uma correção proporcional aos meses decorridos, da efetiva admissão, até a data de 15 de abril de 2026.

O texto completo da CCT segue em fase de ajustes e será divulgado em breve.

Fonte: SINDISAN

Reforma Tributária gera corrida de transportadoras para revisar créditos de ICMS

A proximidade da transição da Reforma Tributária tem levado transportadoras de todo o país a intensificar a revisão de seus créditos acumulados de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O movimento ganhou força após especialistas alertarem que os saldos existentes poderão representar um importante ativo financeiro durante a migração para o novo sistema tributário, enquanto eventuais erros ou créditos não aproveitados podem resultar em perdas definitivas.

A preocupação cresce especialmente entre empresas que acumulam créditos relacionados a combustíveis, peças, pneus e manutenção da frota, itens que possuem tratamento específico na legislação atual.

 

Empresas buscam recuperar créditos antes da transição

O setor de transporte vive uma verdadeira corrida para revisar sua escrituração fiscal. O objetivo é identificar créditos de ICMS que deixaram de ser apropriados nos últimos anos ou que ainda podem ser utilizados antes da substituição gradual do imposto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

Segundo especialistas, muitas transportadoras nunca realizaram uma auditoria tributária completa e podem possuir valores relevantes que permanecem sem aproveitamento por falhas operacionais ou interpretações restritivas da legislação.

 

Combustível e manutenção estão entre os principais créditos

Entre os créditos mais analisados pelas empresas estão aqueles relacionados ao consumo de diesel, aquisição de pneus, compra de peças, manutenção dos veículos e demais insumos utilizados diretamente na atividade de transporte.

Embora a legislação varie conforme o estado e o tipo de operação, esses itens costumam concentrar parte significativa dos créditos tributários das transportadoras, tornando a revisão ainda mais estratégica neste momento de transição.

 

Reforma Tributária aumenta urgência

A implementação do IBS e da CBS mudará completamente a lógica da tributação sobre o consumo no Brasil. Durante o período de transição, empresas precisarão conviver simultaneamente com o modelo atual e o novo sistema, exigindo maior controle sobre seus créditos fiscais.

A movimentação das empresas ocorre porque os créditos de ICMS acumulados ao longo dos anos representam um ativo importante para o caixa das transportadoras, especialmente em um momento de aumento dos custos operacionais.

Nas operações de longa distância, de acordo com o levantamento da consultoria ILOS, o combustível responde, sozinho, por 39% dos custos totais do transporte rodoviário. A recente alta do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, elevou ainda mais essa despesa e reforçou a necessidade de recuperar créditos tributários que possam aliviar o impacto financeiro.

 

Auditoria tributária ganha papel estratégico

Diante desse cenário, escritórios de contabilidade e consultorias tributárias registram aumento na procura por revisões fiscais voltadas especificamente ao setor de transportes.

Além de recuperar valores eventualmente esquecidos, o trabalho busca validar a documentação fiscal, conferir a correta escrituração dos créditos e reduzir riscos de autuações futuras durante a convivência entre os dois modelos tributários.

A recomendação é que as empresas não aguardem o início efetivo da cobrança do IBS para realizar esse diagnóstico, já que a adaptação tecnológica e fiscal exigirá tempo e planejamento.

 

Planejamento será decisivo

Para especialistas, a Reforma Tributária transforma os créditos tributários em um dos principais pontos de atenção para o setor de transporte. Empresas que iniciarem agora a revisão de seus saldos terão mais condições de aproveitar os créditos existentes, ajustar seus sistemas e adaptar seus processos à nova realidade tributária.

Além da recuperação de créditos, o momento também exige revisão de contratos, parametrização dos ERPs e atualização das regras fiscais, preparando as transportadoras para a substituição gradual do ICMS pelo IBS ao longo do período de transição.

 

Fonte: APET