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Fim da escala 6×1 avança em Brasília; entenda os impactos imediatos para o transporte de cargas

O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal reacendeu o alerta no transporte rodoviário de cargas, um dos setores mais dependentes de operação contínua e intensiva em mão de obra do país.

Com expectativa de aprovação da PEC ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, o setor empresarial já se articula no Senado para ampliar o prazo de transição da medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na segunda-feira (25) que a proposta terá um período de adaptação de um ano para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

“Após 60 dias da promulgação da PEC, colocaremos no texto a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano, não mais do que isso”, declarou Motta.

O parlamentar também afirmou que há três pontos considerados “inegociáveis” pela Câmara e pelo governo: a redução da jornada semanal, o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários.

“Partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo. Temos ampla convergência nessas três situações que trazem para o trabalhador uma nova realidade”, afirmou.

 

Mudança pode elevar o frete?

A sinalização elevou a preocupação no transporte de cargas, setor que opera 24 horas por dia e já enfrenta forte escassez de mão de obra. Embora empresários tentem negociar mudanças no cronograma de implementação junto ao Senado, o clima em Brasília é de aprovação da PEC ainda em 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende ampliação da transição para quatro anos, com redução gradual de uma hora anual até atingir as 40 horas semanais.

No transporte de cargas, porém, a discussão ganhou contornos ainda mais delicados. Entidades afirmam que a mudança pode pressionar custos, elevar o frete e aprofundar um problema que já desafia empresas em todo o país: a falta de motoristas profissionais.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) já manifestou preocupação oficial com os efeitos da proposta. Segundo a entidade, o transporte é uma atividade essencial, opera de forma contínua e já enfrenta dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.

Levantamento da CNT mostra que 65,1% das transportadoras e 53% das empresas de transporte urbano já relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. Além disso, a entidade estima que o impacto adicional para o setor pode variar entre R$ 11,9 bilhões e R$ 28,2 bilhões, dependendo do formato final aprovado para a redução da jornada.

A preocupação é reforçada pelo peso da folha nas operações logísticas. Dados do setor indicam que a mão de obra representa entre 30% e 40% dos custos do transporte rodoviário de cargas. Na prática, isso significa que qualquer alteração na jornada pode gerar necessidade de novas contratações, reorganização de turnos e aumento imediato do custo operacional.

A possível revisão da escala 6×1 também acendeu alerta entre empresários do Paraná. Na região de Londrina, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar Londrina) avalia que mudanças na jornada podem ampliar gargalos operacionais, pressionar custos e agravar a escassez de mão de obra.

“O transporte de cargas funciona em um sistema que exige continuidade e previsibilidade. Hoje já enfrentamos escassez de motoristas. Alterações sem considerar essa realidade podem elevar custos e reduzir a capacidade de atendimento”, afirma Silvio Kasnodzei, presidente do Setcepar Londrina.

Por outro lado, um estudo da NTC&Logística reforça o cenário de pressão sobre o setor. Segundo a entidade, cerca de 88% das transportadoras têm dificuldade para contratar motoristas, situação que já provoca ociosidade de frota e limita a capacidade operacional das empresas.

 

Efeito em operações especializadas

A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), que representa empresas responsáveis pelo transporte de combustíveis, químicos e gás, afirma que a mudança pode agravar a escassez de profissionais em um segmento que já opera no limite.

“Há transportadoras que hoje estão com 50 motoristas a menos do que o necessário para completar o quadro. Se você altera a escala sem planejamento, esse número pode crescer ainda mais”, afirmou o presidente da entidade, Oswaldo Caixeta, em entrevista recente ao Videocast Transporte Moderno.

Segundo ele, a necessidade de ampliar equipes para compensar a redução da jornada esbarra na dificuldade de encontrar motoristas habilitados e treinados para operações de alto risco. “Se hoje já faltam 50, vai faltar muito mais. Isso é fato. E alguém vai pagar essa conta”, declarou.

No transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas do país, empresas avaliam que o impacto poderá atingir diretamente o frete, principalmente em operações de longa distância e serviços que exigem funcionamento ininterrupto.

“Quando o custo da operação aumenta, há impacto no valor do frete, que acaba sendo repassado ao longo da cadeia, afetando prazos e preços”, afirma Kasnodzei.

Centros de distribuição, operações de última milha e transportadoras voltadas ao comércio eletrônico também acompanham o debate com preocupação. A necessidade de manter entregas rápidas e operações contínuas pode exigir reforço de equipes em um cenário já marcado por margens apertadas.

 

Mais produtividade para as empresas

Ao mesmo tempo, a discussão escancara um problema estrutural do transporte brasileiro: a profissão de motorista perdeu atratividade nos últimos anos. Longas jornadas, pressão por produtividade, excesso de tempo fora de casa e desgaste físico aparecem entre os principais fatores que afastam jovens da atividade. Parte dos especialistas do setor avalia que jornadas menos exaustivas poderiam ajudar a reduzir turnover, acidentes e evasão de trabalhadores.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a medida pode gerar benefícios inclusive para as empresas, com ganhos de produtividade e redução de faltas. “Vamos melhorar a produtividade da economia brasileira, preencher vagas abertas e reduzir o número de faltas. Não vai ter setor da economia que será prejudicado”, declarou.

Já o relator da PEC, deputado Leo Prates (PDT-BA), classificou a proposta como uma transformação histórica nas relações de trabalho. “Este é um momento histórico. É a maior reforma na qualidade de vida. Estamos falando sobre as pessoas e sobre o futuro”, afirmou.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

IET alerta para risco de paralisação no transporte por falha no CIOT

O IET (Instituto de Estudos do Transporte e Logística) alertou para riscos de paralisação no transporte rodoviário de cargas após falhas registradas no novo sistema de validação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), exigido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) desde domingo (24).

Segundo o IET, falhas sistêmicas têm impedido a emissão de documentos essenciais, como o MDF-e e o CT-e, travando a circulação de caminhões.

O presidente do Instituto, Cristiano José Baratto, afirmou que o problema pode comprometer a distribuição de mercadorias, já que o próprio sistema eletrônico impede automaticamente o início das viagens quando há falhas na validação dos documentos.

Em comunicado, o Instituto pediu medidas emergenciais à ANTT, como suspensão temporária das novas validações, interrupção de autuações e criação de um período de adaptação operacional até a estabilização completa do sistema.

 

Fonte: Agência Infra

Governo diz que deve decidir sobre aumento de etanol na gasolina em junho

A reunião do conselho de ministros CNPE para discutir um aumento na mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% deve ocorrer na primeira quinzena de junho, e uma decisão confirmando o avanço da mescla é esperada, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, nesta segunda-feira (25).

Segundo ele, a discussão sobre o estabelecimento do E32 será uma mera formalidade porque o aumento da mistura de etanol na gasolina tem apoio de todos, em momento em que o governo brasileiro adota medidas para mitigar efeitos da alta do petróleo.

“Já está na pauta, o governo já anunciou a medida. Falta deliberar… é uma formalidade porque imagino que no CNPE não vai ter oposição”, afirmou Rosa a jornalistas durante evento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“No caso do etanol, não há dúvida, porque até 32% não há problema algum para motorização”, disse.

A possibilidade de um aumento da mistura já havia sido divulgada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ao final de abril que a mescla deveria aumentar.

Uma reunião anterior do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) chegou a ser marcada, mas teve de ser adiada devido à visita de Lula aos Estados Unidos, segundo Silveira.

O centro-sul, principal região produtora de etanol do Brasil, poderá produzir um volume recorde de etanol neste ano, com usinas destinando mais cana para o biocombustível, em detrimento do açúcar, com as produtividades agrícolas mais elevadas e também com o crescimento da fabricação do etanol de milho.

O ministro de Desenvolvimento disse ainda que um aumento maior da mistura, para 35%, depende de estudos adicionais.

Ele opinou que os impactos dos preços do petróleo estão contidos e que não há riscos de explosão das cotações domésticas, já que o Brasil anunciou planos de subvencionar os valores.

Mas adiantou que, se necessário, outras medidas poderiam ser tomadas em relação a prazos e valores dos subsídios.

 

Fonte: CNN

Transporte de cargas mira Geração Z para reduzir falta de motoristas

A falta de profissionais no transporte rodoviário de cargas tem ampliado a preocupação das empresas do setor e colocado a Geração Z no centro das estratégias de renovação da mão de obra. Em alusão ao mês do trabalho, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) defende que investimentos em tecnologia, qualificação profissional e comunicação mais eficiente sobre a atividade são fundamentais para atrair jovens para a carreira.

Levantamento “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgado em 2025 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra que a idade média dos motoristas profissionais no Brasil é de 45,3 anos. A maior parcela da categoria, equivalente a 32,6%, está concentrada entre 40 e 49 anos. Em contrapartida, apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% possuem 60 anos ou mais, evidenciando a baixa renovação da força de trabalho no segmento.

O afastamento dos jovens da profissão também é refletido em pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais fatores apontados estão o preconceito contra a categoria, citado por 70% dos entrevistados, seguido pela baixa remuneração, com 58%, e pelas condições de trabalho consideradas desfavoráveis, mencionadas por 51%.

O cenário já afeta diretamente as operações das transportadoras. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados. A consequência é o aumento da frota parada, limitações na expansão da capacidade logística e pressão sobre a produtividade das operações. A entidade aponta ainda que a falta de profissionais se tornou a segunda principal barreira para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no país.

 

Uma nova visão

Para a FETCESP, a renovação da mão de obra exige mudanças estruturais e uma atualização da imagem do setor junto às novas gerações. A entidade destaca que muitos jovens ainda associam a atividade apenas ao modelo tradicional do caminhoneiro nas estradas, sem considerar a transformação tecnológica vivida pelo segmento nos últimos anos.

“O transporte rodoviário de cargas precisa mostrar de forma mais clara que oferece oportunidades de carreira, desenvolvimento profissional e acesso à tecnologia. Hoje, as empresas operam com processos profissionalizados, salários competitivos e benefícios estruturados, mas essa realidade ainda precisa chegar às novas gerações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

A qualificação profissional também aparece como um dos pilares para enfrentar o déficit de mão de obra. O avanço da digitalização e da automação nas operações logísticas tem ampliado a demanda por profissionais preparados para operar sistemas de rastreamento, telemetria, gestão de frota e outras tecnologias embarcadas.

Nesse contexto, o SEST SENAT é apontado pela FETCESP como peça estratégica na formação e capacitação de novos profissionais para o setor. Além da qualificação técnica, a entidade atua em áreas ligadas à saúde, bem-estar e desenvolvimento humano dos trabalhadores do transporte. Segundo Carlos Panzan, que também preside o Conselho Regional do SEST SENAT, a modernização do transporte rodoviário pode aproximar a Geração Z da atividade.

“A nova geração valoriza conectividade, tecnologia e possibilidade de crescimento profissional. Hoje, caminhões contam com rastreamento em tempo real, telemetria, inteligência logística e gestão digital de frota. O desafio do setor é tornar essa transformação mais visível para os jovens”, afirma.

A FETCESP ressaltou que a renovação do transporte rodoviário de cargas passa não apenas pela formação técnica, mas também pela valorização da profissão e pela construção de uma comunicação mais próxima da realidade atual do segmento, cada vez mais tecnológico e integrado às novas soluções logísticas.

 

Fonte: Frota&Cia

SEST SENAT marca presença nos 10KM Tribuna 2026 com forte mobilização regional

A unidade do SEST SENAT de São Vicente, em conjunto com as unidades do Guarujá e Praia Grande, e com o apoio do SINDISAN, promoveu mais uma importante ação por meio do Projeto Edital de Esportes durante a participação na Corrida 10 KM Tribuna 2026, realizada em 17 de maio, no município de Santos.

A iniciativa integrou uma estratégia de promoção da saúde, qualidade de vida e engajamento dos trabalhadores do setor de transporte, contando com a mobilização de um pelotão institucional formado por 430 atletas. O grupo representou o 8º maior pelotão entre os quase 25 mil corredores participantes do evento.

Inserida em um dos mais tradicionais eventos esportivos do país, a ação contribuiu para ampliar a visibilidade institucional do SEST SENAT no litoral paulista, além de fortalecer parcerias regionais e incentivar a prática de atividade física. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com as diretrizes de promoção social, bem-estar e valorização do trabalhador do transporte, consolidando o esporte como ferramenta de integração e impacto social positivo.

Ao término da prova, os participantes contaram com uma tenda de apoio “pós-prova”, que ofereceu serviços de massagem, alimentação leve, com lanches, sucos e salada de frutas, além de uma cabine fotográfica, proporcionando acolhimento, recuperação física e momentos de integração entre os participantes.

 

Fonte: SEST SENAT

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Maio/2026)

1) 21/05/2026, das 07h05 às 20h09

Motivo: Congestionamento na rodovia de acesso ao Porto e bairro industrial da Alemoa.

Terminais em Contingência: Todos os terminais da Margem Direita.

 

2) 21/05/2026, das 18h27 às 22h20

Motivo: Congestionamento na rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Terminais em Contingência: Todos os terminais da Margem Esquerda.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

SINDISAN promove formação gratuita de motoristas profissionais em São Vicente

O SINDISAN e o SEST SENAT anunciam o Projeto Mulheres na Direção, iniciativa estadual que chega à Baixada Santista para qualificar mulheres habilitadas na categoria E como motoristas profissionais de cargas. O treinamento é totalmente gratuito e as inscrições estão abertas até o dia 27 de maio.

Interessadas devem preencher o formulário de interesse, e a equipe do SEST SENAT entrará em contato para confirmar os requisitos e orientar sobre a formalização presencial da inscrição na unidade de São Vicente, localizada na Praça Adalberto Panzan, nº 151, Bairro Esplanada dos Barreiros, de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h.

O projeto foi solicitado pelo presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo Carlos Panzan, e desenhado entre pelo SEST SENAT e o SINDISAN. As discussões de escassez de mão de obra faz parte das reuniões dos sindicatos. Esta é uma proposta que coloca em ação uma demanda tão importante para TRC.

Segundo o Sérgio Luís Gonçalves Pereira, diretor da unidade do SEST SENAT de São Vicente, o projeto foi pensado para incentivar as mulheres que já são habilitadas na categoria E a passar pelo treinamento e, no final, encaminhar para as empresas que tenham interesse em contratar essa mão de obra qualificada.

Vale destacar que a Escola de Motoristas já é uma iniciativa consolidada do SEST SENAT. O diferencial agora é inédito: pela primeira vez, o programa está sendo adaptado e ofertado exclusivamente para mulheres na região. Nesta primeira turma, a meta é capacitar 16 mulheres. O treinamento contempla três etapas integradas: aulas teóricas em sala de aula, prática em simulador de direção e, por fim, condução real em caminhão.

Sobre o perfil das participantes, houve um ajuste de rota ao longo do planejamento. A ideia inicial era abranger mulheres sem habilitação na categoria E, com custeio da mudança de categoria pelo próprio programa. Porém, com a atualização das normas do CONTRAN para obtenção e mudança de categoria da CNH, o SEST SENAT vai passar a realizar esse processo diretamente, mas ainda está em fase de transição. Diante disso, a decisão foi não esperar.

O contexto para essa iniciativa é mais do que promissor. Em 2025, pela primeira vez na história, o número de mulheres contratadas no setor de transporte superou o de homens no Brasil — foram 24.639 profissionais femininas contra 22.088 masculinos, segundo levantamento do IPTC com base nos dados do CAGED, representando um crescimento de quase 30% em apenas um ano. Apesar desse avanço, as mulheres ainda representam apenas 3% dos motoristas profissionais atuantes nas transportadoras do país.

Segundo a entidade, apoiar o projeto vai além de uma decisão institucional. O setor enfrenta hoje uma escassez de motoristas profissionais, e as mulheres representam um enorme potencial ainda pouco explorado. Apoiar o Projeto Mulheres na Direção é uma decisão alinhada com os valores que defendem.

 

Fonte: SINDISAN

ANTT publica nova portaria do CIOT e altera regras da carga lotação, carga fracionada e TAC-Agregado

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera regras importantes do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). A medida modifica pontos da Portaria SUROC nº 6/2026 e traz mudanças que afetam diretamente caminhoneiros, transportadoras, embarcadores e empresas do setor de transporte rodoviário de cargas.

As alterações tratam principalmente da classificação das operações de transporte, da aplicação do piso mínimo do frete e das regras para emissão do CIOT.

Confira abaixo, de forma simples, o que muda em cada item da nova portaria:

 

O que é o CIOT?

O CIOT é o código obrigatório gerado para registrar operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Ele é utilizado pela ANTT para controle do pagamento eletrônico de frete e fiscalização do cumprimento das regras do setor.

 

1. Operações passam a ter três classificações

A nova portaria determina que toda operação deverá ser cadastrada em um dos seguintes tipos:

– Carga lotação
– Carga fracionada
– TAC-Agregado

A intenção da ANTT é organizar melhor o sistema e evitar classificações erradas.

 

2. O que é carga lotação?

A portaria explica que a carga lotação ocorre quando existe apenas um contratante da operação, mesmo que haja vários pontos de coleta ou entrega.

Porém, a grande mudança está no seguinte ponto:

Apenas existir um contratante não significa automaticamente que a operação será considerada carga lotação para aplicação do piso mínimo do frete.

Na prática, isso significa que a ANTT passará a analisar outros critérios técnicos previstos na regulamentação antes de exigir automaticamente o piso mínimo.

 

3. Como fica o piso mínimo do frete?

O artigo 15 da portaria trouxe uma das mudanças mais importantes.

Agora, o sistema do CIOT somente fará a validação automática do piso mínimo quando a operação realmente se enquadrar como carga lotação conforme a Resolução ANTT nº 5.867/2020.

Além disso:

– se o valor do frete informado estiver abaixo da tabela da ANTT;
– o sistema poderá bloquear a geração do CIOT.

Segundo a nova regra, o simples fato de existir um único contratante não será suficiente para enquadrar automaticamente a operação como lotação.

A mudança busca reduzir erros sistêmicos e evitar bloqueios indevidos de operações que não se enquadram efetivamente na política de piso mínimo.

 

4. O que é carga fracionada?

A portaria define que a carga fracionada ocorre quando existem vários contratantes na mesma operação.

Nesses casos, o responsável pelo cadastro poderá gerar um único CIOT para toda a viagem, abrangendo todo o percurso do transporte.

A medida simplifica a operação das transportadoras que trabalham com consolidação de cargas.

 

5. TAC-Agregado ganha definição mais clara

A ANTT também detalhou melhor o conceito de TAC-Agregado.

Segundo a nova regra, será considerado TAC-Agregado o caminhoneiro autônomo que:

– utiliza veículo próprio ou sob sua posse;
– possui veículo cadastrado no RNTRC;
– trabalha com exclusividade para embarcador ou transportadora;
– recebe remuneração fixa ou certa.

Na prática, a portaria formaliza o modelo tradicional de caminhão agregado utilizado no setor.

 

6. Regras para subcontratação

Outro ponto importante envolve a subcontratação.

A nova regra determina que, quando houver subcontratação, o CIOT deverá ser gerado apenas entre:

– quem subcontrata;
– e quem efetivamente realizará o transporte.

A medida evita duplicidade de registros e conflitos no sistema da ANTT.

 

7. Revogação de artigos

A portaria também revogou o artigo 24 e o inciso IV do artigo 29 da Portaria SUROC nº 6/2026.

A ANTT não detalhou na publicação os motivos específicos, mas a medida faz parte do ajuste operacional das novas regras do CIOT.

 

O que muda para o setor?

As novas regras devem impactar diretamente:

– caminhoneiros autônomos;
– empresas de transporte;
– embarcadores;
– cooperativas;
– operadores logísticos.

Entre os principais efeitos esperados estão:

* redução de bloqueios indevidos no CIOT;

* maior clareza sobre carga lotação e carga fracionada;

* melhoria nas validações do piso mínimo;

* organização das operações de TAC-Agregado;

* redução de conflitos operacionais no sistema da ANTT.

A Portaria SUROC nº 16/2026 já está em vigor desde sua publicação no Diário Oficial da União. Clique aqui para ver a sua íntegra.

 

Fonte: Fetrabens

Redução de jornada: presidente do Sistema Transporte defende regras especiais para os setores essenciais

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizou, nesta segunda-feira (18), audiência pública para discutir a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que propõe a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. O encontro reuniu representantes das principais confederações patronais e foi presidido pelo deputado federal Alencar Santana (PT-SP), com a presença do autor da proposta, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). O objetivo foi avaliar os limites e as possibilidades da medida sob a perspectiva do setor produtivo.

O destaque da sessão foi a participação do presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, que alertou para os impactos diretos da proposta no segmento. “No caso específico do transporte, temos que garantir ônibus urbanos circulando sete dias por semana. Não há como retirar o direito do cidadão de utilizar o transporte público. Se reduzirmos a jornada, será necessário contratar pelo menos mais 250 mil motoristas em um momento de pleno emprego, quando já falta mão de obra especializada. Isso implicará aumento de custos e, consequentemente, inflação – o que pode reduzir o poder de compra do trabalhador”, afirmou.

Vander Costa alertou, ainda, que qualquer mudança precisa ser feita com transição gradual e, sobretudo, por meio de negociação coletiva, para que empresas e trabalhadores encontrem soluções adequadas sem comprometer a oferta de serviços essenciais.

De acordo com a CNT, o setor já opera com margens reduzidas e enfrenta escassez de mão de obra, o que torna inviável absorver custos adicionais sem repasse ao consumidor. “Se o custo do transporte aumentar, o preço dos produtos vai subir e vai gerar inflação. Isso significa perda do poder de compra para todos os trabalhadores”, destacou, defendendo que qualquer alteração seja feita de forma gradual e negociada coletivamente, garantindo equilíbrio entre proteção ao trabalhador e sustentabilidade das empresas.

A posição foi acompanhada por outras entidades. O diretor da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Alexandre Furlan, destacou que “a negociação coletiva é a palavra-chave”, lembrando que cada setor tem suas peculiaridades e que mudanças rígidas podem gerar impactos econômicos negativos. Já a advogada da diretoria Jurídica e Sindical da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Luciana Diniz Rodrigues, reforçou que “a média de jornada já está abaixo das 44 horas semanais graças às negociações coletivas”, alertando que engessar regras poderia prejudicar trabalhadores e ampliar a informalidade.

Além da CNT, da CNI e da CNC, também participaram da audiência representantes da Fin (Confederação Nacional das Instituições Financeiras), da CNSaúde (Confederação Nacional da Saúde), da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), entre outros.

Assista aqui a audiência na íntegra

 

Sobre a PEC

A Comissão Especial da Câmara dos Deputados foi criada para analisar propostas de alteração na jornada de trabalho, como a PEC nº 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê a redução gradual da jornada de 44 para 36 horas semanais em dez anos, e a PEC nº 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe uma semana de quatro dias com limite de 36 horas.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), o colegiado seguirá com novos debates até a conclusão do relatório inicial, que será apresentado pelo deputado Leo Prates (REPUBLICANOS-BA) em 20 de maio. A votação do texto final está marcada para o dia 26 de maio.

 

Debate ganha força nas páginas de opinião

O tema também foi destaque nas páginas de opinião da imprensa. No artigo “Redução da jornada exige debate sem improviso”, originalmente publicado no portal Poder360, Vander Costa destacou a necessidade de conduzir mudanças na jornada de trabalho com equilíbrio e diálogo. “A questão central é como promover essas mudanças de forma sustentável e equilibrada, sem gerar efeitos colaterais indesejados sobre o emprego, os custos e o funcionamento da economia brasileira”, escreveu.

No texto, o presidente do Sistema Transporte citou estudo que estima impacto de até R$ 27 bilhões no setor de transporte caso a jornada seja reduzida para 36 horas semanais, além da necessidade de contratar cerca de 240 mil trabalhadores adicionais para manter o nível atual de serviço. Ele destacou que o transporte é uma atividade intensiva em mão de obra e absolutamente essencial para o funcionamento do país, alertando que modelos rígidos e uniformes tendem a desconsiderar as particularidades do setor.

“O Brasil pode, sim, avançar na direção de jornadas mais equilibradas. Mas isso deve ser feito com planejamento, responsabilidade e diálogo entre trabalhadores, empresas e instituições”, concluiu.

 

Fonte: Agência CNT Transporte Atual

Maio Amarelo reforça debate sobre segurança no transporte de produtos perigosos

O movimento Maio Amarelo, campanha nacional voltada à conscientização para a segurança viária, reforça neste ano a importância da prevenção também no transporte rodoviário de cargas. No segmento de produtos perigosos, o debate ganha dimensão ainda mais estratégica, já que a integridade operacional das atividades depende de uma ampla estrutura de gestão de risco, que envolve procedimentos técnicos, capacitação profissional e monitoramento operacional contínuo.

Para a Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), reduzir ocorrências no setor vai muito além da condução segura do veículo. O transporte de produtos perigosos exige uma série de práticas preventivas integradas, que começam antes mesmo do início da viagem e seguem durante toda a operação.

Segundo Eduardo Leal, secretário executivo da ABTLP, a gestão de proteção nesse tipo de atividade deve ser tratada como um elemento central. “A segurança não pode ser vista apenas como uma exigência regulatória, mas como uma condição indispensável para que a operação aconteça. Sem procedimentos técnicos adequados, equipamentos específicos, capacitação contínua e rígido controle operacional, o transporte fica exposto a riscos que podem comprometer vidas, o meio ambiente, o patrimônio e a própria continuidade da operação”, afirma.

O dirigente destaca que campanhas de conscientização, como o Maio Amarelo, contribuem para fortalecer a cultura de prevenção no setor ao ampliar o debate sobre o cumprimento de normas específicas. “Campanhas educativas reforçam a importância da prevenção, da responsabilidade compartilhada e do cumprimento das normas de segurança. Isso está diretamente ligado às necessidades do transporte de produtos perigosos, onde qualquer falha operacional pode gerar impactos significativos”, explica.

Entre os principais fatores que contribuem para a redução de acidentes, estão a capacitação permanente dos motoristas, manutenção preventiva da frota, correta sinalização das cargas, análise prévia das rotas, gestão de risco e monitoramento constante das operações.

Para Leal, um dos principais efeitos positivos das campanhas de conscientização é justamente estimular a reflexão sobre os impactos das atitudes no trânsito. “As pessoas passam a refletir mais sobre as consequências que determinadas condutas imprudentes podem gerar, tanto para si quanto para os demais usuários das vias. Esse processo de conscientização é essencial para fortalecer uma cultura de prevenção no transporte”, pontua.

A ABTLP também reforça que a gestão de risco precisa começar antes mesmo da saída do veículo, por meio da avaliação criteriosa das condições da viagem, das rotas, dos equipamentos e dos procedimentos operacionais. Durante o Maio Amarelo, a entidade vem promovendo ações de conscientização voltadas ao setor, incluindo conteúdos técnicos, debates com associados e palestras com especialistas sobre segurança operacional e prevenção de acidentes. O objetivo é fomentar o debate ao longo do mês e reforçar a importância da prevenção no transporte.

 

Fonte: Caminhoneiros do Trecho