Move Brasil: BNDES abre protocolo para recebimento de propostas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, na última sexta-feira (29), o protocolo para recebimento de solicitações de financiamento da segunda edição do programa “Move Brasil”. A iniciativa do Governo Federal disponibilizará R$ 21,2 bilhões para a renovação da frota nacional de veículos pesados, incluindo caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários fabricados no Brasil.

Coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa procura modernizar o transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros, com foco na redução de custos logísticos, aumento da segurança nas estradas e renovação da frota nacional.

De acordo com o MDIC, esse eixo do “Move Brasil” é voltado a transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas, empresários individuais e pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas e passageiros. A pasta destacou que a compra de caminhões e caminhões-tratores seminovos será permitida apenas para transportadores autônomos e cooperados.

 

Ccomo aderir ao Move Brasil?

Para aderir ao programa, os interessados devem procurar uma instituição financeira credenciada ao BNDES, que não realiza operações diretas com os clientes finais nessa modalidade. Segundo o MDIC, o agente financeiro será responsável por analisar o crédito, negociar as condições finais da operação e encaminhar o pedido ao BNDES, conforme as regras do programa.

O prazo para protocolo das operações no sistema do BNDES vai até 28 de agosto de 2026, e a data limite para comunicação da contratação ao Banco é 28 de setembro de 2026. No entanto, a pasta apontou que o programa poderá ser suspenso ou encerrado antes dessas datas em caso de esgotamento da dotação orçamentária disponível.

 

Regras do programa

Para veículos novos, o programa exige fabricação nacional, credenciamento no CFI do BNDES e atendimento ao padrão Proconve P-8, conforme os limites de emissão da Resolução Conama nº 490/2018.

No caso de caminhões e caminhões-tratores seminovos, os veículos devem ter fabricação a partir de 2012, atender à fase P-7 do Proconve e observar critérios de rastreabilidade fiscal.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ainda divulgou as diferentes condições de financiamento. Para transportadores autônomos, o prazo total poderá chegar a 120 meses, com até 12 meses de carência.

Para empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas, o prazo poderá chegar a 60 meses, com até seis meses de carência. No caso de empresas do setor de transporte rodoviário ou urbano de passageiros, o prazo poderá chegar a 120 meses, com até seis meses de carência.

De acordo com o MDIC, o “Move Brasil” prevê um limite de financiamento de até R$ 50 milhões por cliente, sem valor mínimo. Além disso, o programa admite utilizar fundos garantidores, conforme disponibilidade, regras específicas de cada fundo e política do agente financeiro.

As taxas de juros podem alcançar níveis competitivos em relação aos praticados pelo mercado, ficando em torno de 13% ao ano.

 

Renovação da frota brasileira

O lançamento do “Move Brasil – Caminhões e Ônibus” aconteceu após a forte demanda registrada pelo “Mover”, programa do governo do Brasil criado para financiar a aquisição de caminhões novos e seminovos. Conforme divulgado pelo MDIC, entre 30 de dezembro de 2025 e 18 de maio de 2026, o “Mover” registrou consumo superior a R$ 9,7 bilhões, com 8.444 operações, 5.135 clientes atendidos e mais de 15,6 mil caminhões financiados.

“É um programa extremamente exitoso, com muitos efeitos positivos não só para o beneficiário final, mas ao longo de toda a cadeia automotiva, aumentando a produção da indústria, as vendas nas concessionárias e, com isso, fortalecendo também os empregos nesse setor”, apontou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou que o programa vai modernizar a frota brasileira, reduzir o custo logístico, melhorar o transporte de cargas e passageiros, aumentar a segurança nas estradas e estimular a indústria nacional. “Estamos combinando eficiência econômica, sustentabilidade e inclusão produtiva, com atenção especial aos transportadores autônomos e cooperados”, ressaltou.

Durante o lançamento da nova edição do “Move Brasil”, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), solicitou o esforço dos presentes, que inclui representantes de bancos e ministros, para a realização do projeto.

“Então eu queria pedir para vocês, vamos fazer isso com muito carinho. Se a gente fizer isso e der certo para os autônomos, a gente tem chance de dizer que vamos, uma vez na vida, renovar de verdade a frota dos caminhões e ônibus nesse país”, ressaltou Lula.

Do valor total da linha de crédito, R$ 14,5 bilhões são provenientes do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Além dos veículos e implementos, o MDIC destacou que também poderão ser financiados itens associados à operação, como seguro do bem, seguro prestamista e comissão de fundos garantidores, desde que contratados em conjunto com o financiamento. Esses itens adicionais são elegíveis para clientes com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões.

 

Fonte: Mundo Logística

Roubo de cargas cai, mas prejuízo dispara em São Paulo

As quadrilhas reduziram o número de roubos de carga em São Paulo, mas passaram a atuar de forma mais seletiva e lucrativa. Embora as ocorrências tenham caído 25% entre 2024 e 2025, o prejuízo médio por evento aumentou 19,6%, enquanto a participação de roubos envolvendo cargas acima de R$ 1 milhão mais que dobrou no período, segundo levantamento inédito do Boletim Tracker Fecap.

O estudo indica uma mudança no perfil do crime, que passou a priorizar mercadorias de maior valor agregado e alta liquidez, como alimentos, medicamentos, eletrônicos e combustíveis. O total de ocorrências caiu de 5.523 registros em 2024 para 4.142 em 2025. No primeiro trimestre de 2026, a tendência de retração se manteve, com volume 30,2% inferior à média observada no mesmo período do ano anterior.

O cenário é de forte concentração dos roubos de carga na Região Sudeste. Dados da Nstech mostram que a região respondeu por 78,2% das ocorrências registradas no Brasil no primeiro trimestre de 2026, ante 61% no mesmo período do ano anterior, reforçando a pressão sobre os principais corredores logísticos do país.

Apesar da redução dos casos, o valor total estimado das cargas roubadas recuou apenas 9,1%, passando de R$ 405,1 milhões para R$ 368,1 milhões. Com isso, o prejuízo médio por ocorrência saltou de R$ 89,9 mil para R$ 107,5 mil.

Segundo Erivaldo Vieira, pesquisador da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) responsável pelo estudo, a mudança revela uma nova lógica econômica do crime. “Esse movimento indica uma migração para cargas de maior valor e operações mais seletivas, combinando menor frequência com maior retorno financeiro. A participação de ocorrências acima de R$ 1 milhão mais que dobrou no período”, afirma Vieira.

 

Alvos mudam de perfil

Os alimentos consolidaram-se como principal alvo das quadrilhas, respondendo por 38,4% dos casos registrados no primeiro trimestre de 2026, ante 27,3% em 2024. Também avançaram as ocorrências envolvendo produtos eletroeletrônicos, farmacêuticos e combustíveis.

Segundo Vieira, a preferência por alimentos está relacionada à alta liquidez e à facilidade de comercialização no mercado informal. Já o crescimento dos roubos de medicamentos acompanha a expansão da demanda por produtos de elevado valor agregado e fácil transporte. Em contrapartida, cargas historicamente visadas, como cigarros, bebidas, madeira e produtos químicos, perderam participação no período analisado.

 

Crime mais planejado

O estudo também aponta uma mudança na forma de atuação das quadrilhas. As interceptações de veículos em movimento passaram de 27,3% das ocorrências em 2024 para 30,5% no primeiro trimestre de 2026, enquanto as abordagens durante entregas perderam participação.

Para Vitor Corrêa, gerente de Comando e Monitoramento do Grupo Tracker, o dado demonstra um planejamento mais sofisticado por parte dos criminosos.

“Esse dado indica uma atuação mais estratégica, com foco no transporte, etapa em que há maior previsibilidade de rotas e volumes, e menor dependência de situações oportunistas”, afirma.

Outro indicador que preocupa o setor é a retenção dos motoristas. Em quase 80% dos roubos registrados em 2025 e 2026, os condutores foram mantidos sob o poder dos criminosos durante a ação.

 

Demanda por gestão de risco

A mudança no perfil dos roubos tende a ampliar os investimentos em gerenciamento de risco por parte de transportadores, embarcadores e seguradoras. Com cargas mais valiosas na mira das quadrilhas, cresce a importância de tecnologias de rastreamento, monitoramento em tempo real, inteligência operacional e protocolos de segurança voltados à proteção de motoristas e mercadorias.

Para Corrêa, a combinação entre tecnologia, inteligência e gestão de risco será determinante para enfrentar um crime cada vez mais adaptável e especializado. “A combinação de tecnologia, inteligência e gestão de risco passa a ser determinante para reduzir perdas, aumentar a eficiência operacional e proteger motoristas, cargas e operações”, conclui.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

Fim da escala 6×1 avança em Brasília; entenda os impactos imediatos para o transporte de cargas

O avanço da proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal reacendeu o alerta no transporte rodoviário de cargas, um dos setores mais dependentes de operação contínua e intensiva em mão de obra do país.

Com expectativa de aprovação da PEC ainda nesta semana na Câmara dos Deputados, o setor empresarial já se articula no Senado para ampliar o prazo de transição da medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou na segunda-feira (25) que a proposta terá um período de adaptação de um ano para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

“Após 60 dias da promulgação da PEC, colocaremos no texto a redução de duas horas imediatamente. Após 12 meses, mais duas horas. A transição se dará em um ano, não mais do que isso”, declarou Motta.

O parlamentar também afirmou que há três pontos considerados “inegociáveis” pela Câmara e pelo governo: a redução da jornada semanal, o fim da escala 6×1 e a manutenção dos salários.

“Partimos do princípio de que esses três pontos são inegociáveis para a Câmara dos Deputados e para o governo. Temos ampla convergência nessas três situações que trazem para o trabalhador uma nova realidade”, afirmou.

 

Mudança pode elevar o frete?

A sinalização elevou a preocupação no transporte de cargas, setor que opera 24 horas por dia e já enfrenta forte escassez de mão de obra. Embora empresários tentem negociar mudanças no cronograma de implementação junto ao Senado, o clima em Brasília é de aprovação da PEC ainda em 2026. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende ampliação da transição para quatro anos, com redução gradual de uma hora anual até atingir as 40 horas semanais.

No transporte de cargas, porém, a discussão ganhou contornos ainda mais delicados. Entidades afirmam que a mudança pode pressionar custos, elevar o frete e aprofundar um problema que já desafia empresas em todo o país: a falta de motoristas profissionais.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) já manifestou preocupação oficial com os efeitos da proposta. Segundo a entidade, o transporte é uma atividade essencial, opera de forma contínua e já enfrenta dificuldades significativas na reposição de mão de obra qualificada.

Levantamento da CNT mostra que 65,1% das transportadoras e 53% das empresas de transporte urbano já relatam dificuldade para contratar motoristas profissionais. Além disso, a entidade estima que o impacto adicional para o setor pode variar entre R$ 11,9 bilhões e R$ 28,2 bilhões, dependendo do formato final aprovado para a redução da jornada.

A preocupação é reforçada pelo peso da folha nas operações logísticas. Dados do setor indicam que a mão de obra representa entre 30% e 40% dos custos do transporte rodoviário de cargas. Na prática, isso significa que qualquer alteração na jornada pode gerar necessidade de novas contratações, reorganização de turnos e aumento imediato do custo operacional.

A possível revisão da escala 6×1 também acendeu alerta entre empresários do Paraná. Na região de Londrina, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná (Setcepar Londrina) avalia que mudanças na jornada podem ampliar gargalos operacionais, pressionar custos e agravar a escassez de mão de obra.

“O transporte de cargas funciona em um sistema que exige continuidade e previsibilidade. Hoje já enfrentamos escassez de motoristas. Alterações sem considerar essa realidade podem elevar custos e reduzir a capacidade de atendimento”, afirma Silvio Kasnodzei, presidente do Setcepar Londrina.

Por outro lado, um estudo da NTC&Logística reforça o cenário de pressão sobre o setor. Segundo a entidade, cerca de 88% das transportadoras têm dificuldade para contratar motoristas, situação que já provoca ociosidade de frota e limita a capacidade operacional das empresas.

 

Efeito em operações especializadas

A Associação Brasileira de Transporte e Logística de Produtos Perigosos (ABTLP), que representa empresas responsáveis pelo transporte de combustíveis, químicos e gás, afirma que a mudança pode agravar a escassez de profissionais em um segmento que já opera no limite.

“Há transportadoras que hoje estão com 50 motoristas a menos do que o necessário para completar o quadro. Se você altera a escala sem planejamento, esse número pode crescer ainda mais”, afirmou o presidente da entidade, Oswaldo Caixeta, em entrevista recente ao Videocast Transporte Moderno.

Segundo ele, a necessidade de ampliar equipes para compensar a redução da jornada esbarra na dificuldade de encontrar motoristas habilitados e treinados para operações de alto risco. “Se hoje já faltam 50, vai faltar muito mais. Isso é fato. E alguém vai pagar essa conta”, declarou.

No transporte rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas do país, empresas avaliam que o impacto poderá atingir diretamente o frete, principalmente em operações de longa distância e serviços que exigem funcionamento ininterrupto.

“Quando o custo da operação aumenta, há impacto no valor do frete, que acaba sendo repassado ao longo da cadeia, afetando prazos e preços”, afirma Kasnodzei.

Centros de distribuição, operações de última milha e transportadoras voltadas ao comércio eletrônico também acompanham o debate com preocupação. A necessidade de manter entregas rápidas e operações contínuas pode exigir reforço de equipes em um cenário já marcado por margens apertadas.

 

Mais produtividade para as empresas

Ao mesmo tempo, a discussão escancara um problema estrutural do transporte brasileiro: a profissão de motorista perdeu atratividade nos últimos anos. Longas jornadas, pressão por produtividade, excesso de tempo fora de casa e desgaste físico aparecem entre os principais fatores que afastam jovens da atividade. Parte dos especialistas do setor avalia que jornadas menos exaustivas poderiam ajudar a reduzir turnover, acidentes e evasão de trabalhadores.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a medida pode gerar benefícios inclusive para as empresas, com ganhos de produtividade e redução de faltas. “Vamos melhorar a produtividade da economia brasileira, preencher vagas abertas e reduzir o número de faltas. Não vai ter setor da economia que será prejudicado”, declarou.

Já o relator da PEC, deputado Leo Prates (PDT-BA), classificou a proposta como uma transformação histórica nas relações de trabalho. “Este é um momento histórico. É a maior reforma na qualidade de vida. Estamos falando sobre as pessoas e sobre o futuro”, afirmou.

 

Fonte: Agência Transporte Moderno

IET alerta para risco de paralisação no transporte por falha no CIOT

O IET (Instituto de Estudos do Transporte e Logística) alertou para riscos de paralisação no transporte rodoviário de cargas após falhas registradas no novo sistema de validação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), exigido pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) desde domingo (24).

Segundo o IET, falhas sistêmicas têm impedido a emissão de documentos essenciais, como o MDF-e e o CT-e, travando a circulação de caminhões.

O presidente do Instituto, Cristiano José Baratto, afirmou que o problema pode comprometer a distribuição de mercadorias, já que o próprio sistema eletrônico impede automaticamente o início das viagens quando há falhas na validação dos documentos.

Em comunicado, o Instituto pediu medidas emergenciais à ANTT, como suspensão temporária das novas validações, interrupção de autuações e criação de um período de adaptação operacional até a estabilização completa do sistema.

 

Fonte: Agência Infra

Governo diz que deve decidir sobre aumento de etanol na gasolina em junho

A reunião do conselho de ministros CNPE para discutir um aumento na mistura de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% deve ocorrer na primeira quinzena de junho, e uma decisão confirmando o avanço da mescla é esperada, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, nesta segunda-feira (25).

Segundo ele, a discussão sobre o estabelecimento do E32 será uma mera formalidade porque o aumento da mistura de etanol na gasolina tem apoio de todos, em momento em que o governo brasileiro adota medidas para mitigar efeitos da alta do petróleo.

“Já está na pauta, o governo já anunciou a medida. Falta deliberar… é uma formalidade porque imagino que no CNPE não vai ter oposição”, afirmou Rosa a jornalistas durante evento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

“No caso do etanol, não há dúvida, porque até 32% não há problema algum para motorização”, disse.

A possibilidade de um aumento da mistura já havia sido divulgada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou ao final de abril que a mescla deveria aumentar.

Uma reunião anterior do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) chegou a ser marcada, mas teve de ser adiada devido à visita de Lula aos Estados Unidos, segundo Silveira.

O centro-sul, principal região produtora de etanol do Brasil, poderá produzir um volume recorde de etanol neste ano, com usinas destinando mais cana para o biocombustível, em detrimento do açúcar, com as produtividades agrícolas mais elevadas e também com o crescimento da fabricação do etanol de milho.

O ministro de Desenvolvimento disse ainda que um aumento maior da mistura, para 35%, depende de estudos adicionais.

Ele opinou que os impactos dos preços do petróleo estão contidos e que não há riscos de explosão das cotações domésticas, já que o Brasil anunciou planos de subvencionar os valores.

Mas adiantou que, se necessário, outras medidas poderiam ser tomadas em relação a prazos e valores dos subsídios.

 

Fonte: CNN

Transporte de cargas mira Geração Z para reduzir falta de motoristas

A falta de profissionais no transporte rodoviário de cargas tem ampliado a preocupação das empresas do setor e colocado a Geração Z no centro das estratégias de renovação da mão de obra. Em alusão ao mês do trabalho, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) defende que investimentos em tecnologia, qualificação profissional e comunicação mais eficiente sobre a atividade são fundamentais para atrair jovens para a carreira.

Levantamento “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgado em 2025 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra que a idade média dos motoristas profissionais no Brasil é de 45,3 anos. A maior parcela da categoria, equivalente a 32,6%, está concentrada entre 40 e 49 anos. Em contrapartida, apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% possuem 60 anos ou mais, evidenciando a baixa renovação da força de trabalho no segmento.

O afastamento dos jovens da profissão também é refletido em pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais fatores apontados estão o preconceito contra a categoria, citado por 70% dos entrevistados, seguido pela baixa remuneração, com 58%, e pelas condições de trabalho consideradas desfavoráveis, mencionadas por 51%.

O cenário já afeta diretamente as operações das transportadoras. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados. A consequência é o aumento da frota parada, limitações na expansão da capacidade logística e pressão sobre a produtividade das operações. A entidade aponta ainda que a falta de profissionais se tornou a segunda principal barreira para o crescimento do transporte rodoviário de cargas no país.

 

Uma nova visão

Para a FETCESP, a renovação da mão de obra exige mudanças estruturais e uma atualização da imagem do setor junto às novas gerações. A entidade destaca que muitos jovens ainda associam a atividade apenas ao modelo tradicional do caminhoneiro nas estradas, sem considerar a transformação tecnológica vivida pelo segmento nos últimos anos.

“O transporte rodoviário de cargas precisa mostrar de forma mais clara que oferece oportunidades de carreira, desenvolvimento profissional e acesso à tecnologia. Hoje, as empresas operam com processos profissionalizados, salários competitivos e benefícios estruturados, mas essa realidade ainda precisa chegar às novas gerações”, afirma Carlos Panzan, presidente da FETCESP.

A qualificação profissional também aparece como um dos pilares para enfrentar o déficit de mão de obra. O avanço da digitalização e da automação nas operações logísticas tem ampliado a demanda por profissionais preparados para operar sistemas de rastreamento, telemetria, gestão de frota e outras tecnologias embarcadas.

Nesse contexto, o SEST SENAT é apontado pela FETCESP como peça estratégica na formação e capacitação de novos profissionais para o setor. Além da qualificação técnica, a entidade atua em áreas ligadas à saúde, bem-estar e desenvolvimento humano dos trabalhadores do transporte. Segundo Carlos Panzan, que também preside o Conselho Regional do SEST SENAT, a modernização do transporte rodoviário pode aproximar a Geração Z da atividade.

“A nova geração valoriza conectividade, tecnologia e possibilidade de crescimento profissional. Hoje, caminhões contam com rastreamento em tempo real, telemetria, inteligência logística e gestão digital de frota. O desafio do setor é tornar essa transformação mais visível para os jovens”, afirma.

A FETCESP ressaltou que a renovação do transporte rodoviário de cargas passa não apenas pela formação técnica, mas também pela valorização da profissão e pela construção de uma comunicação mais próxima da realidade atual do segmento, cada vez mais tecnológico e integrado às novas soluções logísticas.

 

Fonte: Frota&Cia

SEST SENAT marca presença nos 10KM Tribuna 2026 com forte mobilização regional

A unidade do SEST SENAT de São Vicente, em conjunto com as unidades do Guarujá e Praia Grande, e com o apoio do SINDISAN, promoveu mais uma importante ação por meio do Projeto Edital de Esportes durante a participação na Corrida 10 KM Tribuna 2026, realizada em 17 de maio, no município de Santos.

A iniciativa integrou uma estratégia de promoção da saúde, qualidade de vida e engajamento dos trabalhadores do setor de transporte, contando com a mobilização de um pelotão institucional formado por 430 atletas. O grupo representou o 8º maior pelotão entre os quase 25 mil corredores participantes do evento.

Inserida em um dos mais tradicionais eventos esportivos do país, a ação contribuiu para ampliar a visibilidade institucional do SEST SENAT no litoral paulista, além de fortalecer parcerias regionais e incentivar a prática de atividade física. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com as diretrizes de promoção social, bem-estar e valorização do trabalhador do transporte, consolidando o esporte como ferramenta de integração e impacto social positivo.

Ao término da prova, os participantes contaram com uma tenda de apoio “pós-prova”, que ofereceu serviços de massagem, alimentação leve, com lanches, sucos e salada de frutas, além de uma cabine fotográfica, proporcionando acolhimento, recuperação física e momentos de integração entre os participantes.

 

Fonte: SEST SENAT

Comunicado APS: situação de CONTINGÊNCIA (Maio/2026)

1) 21/05/2026, das 07h05 às 20h09

Motivo: Congestionamento na rodovia de acesso ao Porto e bairro industrial da Alemoa.

Terminais em Contingência: Todos os terminais da Margem Direita.

 

2) 21/05/2026, das 18h27 às 22h20

Motivo: Congestionamento na rodovia Cônego Domênico Rangoni.

Terminais em Contingência: Todos os terminais da Margem Esquerda.

 

NAP. SUPOP. OPR.016

NORMA PARA ACESSO TERRESTRE DE CAMINHÕES AO PORTO DE SANTOS.

Cap VI. Art. 33. Em caso de situações de contingência devidamente caracterizadas pela APS, as programações e sequenciamentos poderão ser interrompidas por esta Autoridade. Todos os usuários afetados serão orientados sobre as medidas cabíveis necessárias para a manutenção do fluxo de transporte e das operações em curso.

FONTE: Autoridade Portuária de Santos

SINDISAN promove formação gratuita de motoristas profissionais em São Vicente

O SINDISAN e o SEST SENAT anunciam o Projeto Mulheres na Direção, iniciativa estadual que chega à Baixada Santista para qualificar mulheres habilitadas na categoria E como motoristas profissionais de cargas. O treinamento é totalmente gratuito e as inscrições estão abertas até o dia 27 de maio.

Interessadas devem preencher o formulário de interesse, e a equipe do SEST SENAT entrará em contato para confirmar os requisitos e orientar sobre a formalização presencial da inscrição na unidade de São Vicente, localizada na Praça Adalberto Panzan, nº 151, Bairro Esplanada dos Barreiros, de segunda a sexta-feira, das 08h às 17h.

O projeto foi solicitado pelo presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo Carlos Panzan, e desenhado entre pelo SEST SENAT e o SINDISAN. As discussões de escassez de mão de obra faz parte das reuniões dos sindicatos. Esta é uma proposta que coloca em ação uma demanda tão importante para TRC.

Segundo o Sérgio Luís Gonçalves Pereira, diretor da unidade do SEST SENAT de São Vicente, o projeto foi pensado para incentivar as mulheres que já são habilitadas na categoria E a passar pelo treinamento e, no final, encaminhar para as empresas que tenham interesse em contratar essa mão de obra qualificada.

Vale destacar que a Escola de Motoristas já é uma iniciativa consolidada do SEST SENAT. O diferencial agora é inédito: pela primeira vez, o programa está sendo adaptado e ofertado exclusivamente para mulheres na região. Nesta primeira turma, a meta é capacitar 16 mulheres. O treinamento contempla três etapas integradas: aulas teóricas em sala de aula, prática em simulador de direção e, por fim, condução real em caminhão.

Sobre o perfil das participantes, houve um ajuste de rota ao longo do planejamento. A ideia inicial era abranger mulheres sem habilitação na categoria E, com custeio da mudança de categoria pelo próprio programa. Porém, com a atualização das normas do CONTRAN para obtenção e mudança de categoria da CNH, o SEST SENAT vai passar a realizar esse processo diretamente, mas ainda está em fase de transição. Diante disso, a decisão foi não esperar.

O contexto para essa iniciativa é mais do que promissor. Em 2025, pela primeira vez na história, o número de mulheres contratadas no setor de transporte superou o de homens no Brasil — foram 24.639 profissionais femininas contra 22.088 masculinos, segundo levantamento do IPTC com base nos dados do CAGED, representando um crescimento de quase 30% em apenas um ano. Apesar desse avanço, as mulheres ainda representam apenas 3% dos motoristas profissionais atuantes nas transportadoras do país.

Segundo a entidade, apoiar o projeto vai além de uma decisão institucional. O setor enfrenta hoje uma escassez de motoristas profissionais, e as mulheres representam um enorme potencial ainda pouco explorado. Apoiar o Projeto Mulheres na Direção é uma decisão alinhada com os valores que defendem.

 

Fonte: SINDISAN

ANTT publica nova portaria do CIOT e altera regras da carga lotação, carga fracionada e TAC-Agregado

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 16/2026, que altera regras importantes do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte). A medida modifica pontos da Portaria SUROC nº 6/2026 e traz mudanças que afetam diretamente caminhoneiros, transportadoras, embarcadores e empresas do setor de transporte rodoviário de cargas.

As alterações tratam principalmente da classificação das operações de transporte, da aplicação do piso mínimo do frete e das regras para emissão do CIOT.

Confira abaixo, de forma simples, o que muda em cada item da nova portaria:

 

O que é o CIOT?

O CIOT é o código obrigatório gerado para registrar operações de transporte rodoviário remunerado de cargas. Ele é utilizado pela ANTT para controle do pagamento eletrônico de frete e fiscalização do cumprimento das regras do setor.

 

1. Operações passam a ter três classificações

A nova portaria determina que toda operação deverá ser cadastrada em um dos seguintes tipos:

– Carga lotação
– Carga fracionada
– TAC-Agregado

A intenção da ANTT é organizar melhor o sistema e evitar classificações erradas.

 

2. O que é carga lotação?

A portaria explica que a carga lotação ocorre quando existe apenas um contratante da operação, mesmo que haja vários pontos de coleta ou entrega.

Porém, a grande mudança está no seguinte ponto:

Apenas existir um contratante não significa automaticamente que a operação será considerada carga lotação para aplicação do piso mínimo do frete.

Na prática, isso significa que a ANTT passará a analisar outros critérios técnicos previstos na regulamentação antes de exigir automaticamente o piso mínimo.

 

3. Como fica o piso mínimo do frete?

O artigo 15 da portaria trouxe uma das mudanças mais importantes.

Agora, o sistema do CIOT somente fará a validação automática do piso mínimo quando a operação realmente se enquadrar como carga lotação conforme a Resolução ANTT nº 5.867/2020.

Além disso:

– se o valor do frete informado estiver abaixo da tabela da ANTT;
– o sistema poderá bloquear a geração do CIOT.

Segundo a nova regra, o simples fato de existir um único contratante não será suficiente para enquadrar automaticamente a operação como lotação.

A mudança busca reduzir erros sistêmicos e evitar bloqueios indevidos de operações que não se enquadram efetivamente na política de piso mínimo.

 

4. O que é carga fracionada?

A portaria define que a carga fracionada ocorre quando existem vários contratantes na mesma operação.

Nesses casos, o responsável pelo cadastro poderá gerar um único CIOT para toda a viagem, abrangendo todo o percurso do transporte.

A medida simplifica a operação das transportadoras que trabalham com consolidação de cargas.

 

5. TAC-Agregado ganha definição mais clara

A ANTT também detalhou melhor o conceito de TAC-Agregado.

Segundo a nova regra, será considerado TAC-Agregado o caminhoneiro autônomo que:

– utiliza veículo próprio ou sob sua posse;
– possui veículo cadastrado no RNTRC;
– trabalha com exclusividade para embarcador ou transportadora;
– recebe remuneração fixa ou certa.

Na prática, a portaria formaliza o modelo tradicional de caminhão agregado utilizado no setor.

 

6. Regras para subcontratação

Outro ponto importante envolve a subcontratação.

A nova regra determina que, quando houver subcontratação, o CIOT deverá ser gerado apenas entre:

– quem subcontrata;
– e quem efetivamente realizará o transporte.

A medida evita duplicidade de registros e conflitos no sistema da ANTT.

 

7. Revogação de artigos

A portaria também revogou o artigo 24 e o inciso IV do artigo 29 da Portaria SUROC nº 6/2026.

A ANTT não detalhou na publicação os motivos específicos, mas a medida faz parte do ajuste operacional das novas regras do CIOT.

 

O que muda para o setor?

As novas regras devem impactar diretamente:

– caminhoneiros autônomos;
– empresas de transporte;
– embarcadores;
– cooperativas;
– operadores logísticos.

Entre os principais efeitos esperados estão:

* redução de bloqueios indevidos no CIOT;

* maior clareza sobre carga lotação e carga fracionada;

* melhoria nas validações do piso mínimo;

* organização das operações de TAC-Agregado;

* redução de conflitos operacionais no sistema da ANTT.

A Portaria SUROC nº 16/2026 já está em vigor desde sua publicação no Diário Oficial da União. Clique aqui para ver a sua íntegra.

 

Fonte: Fetrabens